EMERGÊNCIA: “Quanto mais rápido a gente puder aprovar a PEC ‘emergencial’, mais rápido a gente terá” a prorrogação do auxílio emergencial, diz Arthur Lira
Presidente da Câmara falou, ainda, que caso deputados aprovem em tempo recorde proposta que amplia ajuste fiscal nas contas do governo federal, projeto que institui novo marco regulatório sobre a exploração do gás natural pode ser aprovado na quinta
( Publicada originalmente às 15h 30 do dia 09/03/2021)
(Brasília-DF, 10/03/2021) O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta terça-feira, 09, que “quanto mais rápido a gente puder aprovar a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] emergencial, mais rápido a gente terá” a prorrogação do auxílio emergencial destinado aos trabalhadores autônomos e informais, como forma de ajudá-los a enfrentar a pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 266 mil brasileiros e paralisou diversas atividades econômicas no país.
A declaração aconteceu durante uma entrevista coletiva em que convocara para falar da importância da aprovação em tempo recorde pelos deputados da PEC 186/19, que pretende promover um amplo ajuste fiscal nas contas do governo federal, o que, segundo ele, propiciará a prorrogação do auxílio emergencial. A referida PEC desobriga o Poder Executivo federal em cumprir diversos requisitos, até então constitucional, de investir em determinados setores, assim como extingue vários fundos públicos e devolve os recursos para a conta única do Tesouro Nacional e também permitirá que o governo, em tempos de crises, suspenda o aumento salarial a servidores e até mesmo reduza os ordenados do funcionalismo, se assim a adequação orçamentária exigir.
“Toda previsão feita pela Economia é de pagamento agora em março. Quanto mais rápido a gente puder aprovar a PEC emergencial, mais rápido a gente terá essa definição. Qualquer destaque [para alteração da proposta] é democraticamente possível, não é? Vai caber a essa maioria formada conduzir para que o texto seja mantido, até em respeito aos acordos de procedimento que foram feitos no Senado Federal. Então é normal que oposição pense de um jeito e a base pense de outro”, falou.
Nova lei do Gás
Questionado pela Política Real, Lira afirmou ainda que caso os deputados aprovem em tempo recorde a proposta que amplia o ajuste fiscal nas contas do governo federal, o Projeto de Lei (PL) 4476/20, que pretende institui um novo marco regulatório sobre a exploração do gás natural pode ser aprovado já na próxima quinta-feira, 9.
O referido projeto, de autoria do Ministério de Minas e Energia, acaba de vez com o monopólio da Petrobras, e altera a Lei 11.909 de 2.009, que dispõe sobre as atividades relativas ao transporte de gás natural, “bem como sobre as atividades de tratamento, processamento, estocagem, liquefação, regaseificação e comercialização de gás natural” e que promete reduzir os custos de transação para a indústria, principal interessada no combustível.
“Vai depender da votação da PEC amanhã. Se votarmos amanhã, a lei do gás entra na quinta-feira”, comentou.
STF
Lira se pronunciou também sobre a decisão do ministro Edson Fachin em anular os julgamentos do ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como a possibilidade da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) considerar o ex-juiz suspeito de julgar o petista.
“Não. Aí é decisão deles que já foi comentada, colocada e discutida amplamente no Brasil e vai ser discutida no plenário do Supremo Tribunal Federal. Também. A segunda turma deve estar discutindo e [isso] cabe a segunda turma. Não. Absolutamente! É normal e democrático qualquer um comentar no twitter, o que acha e o que pensam”, observou.
Por fim, Arthur Lira comentou sobre a possibilidade do parlamento votar a PEC, que pretende instituir a prisão após julgamentos em segunda instância.
“Todos os temas que são polêmicos e que se tratam de matéria penal tem que ser discutidos, aprimorados e aperfeiçoados. E o lugar para aprimorar as leis é no Congresso Nacional”, encerrou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)