31 de julho de 2025
Brasil e Poder

PEC EMERGENCIAL Daniel Freitas, relator da proposta na Câmara, decide apresentar mesmo texto aprovado pelo Senado, para acelerar tramitação

Parlamentar do PSL catarinense frisou que eventual mudança, como de retirar servidores da segurança pública, da rigidez fiscal pretendida pela proposta, poderá ser obtida se assim entender a maioria dos deputados

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( Publicada originalmente às 12h 00 do dia 09/03/2021) 

(Brasília-DF, 10/03/2021) O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/19 na Câmara, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), decidiu nesta terça-feira, 09, que apresentará em seu parecer o mesmo texto que foi aprovado pelo Senado Federal na última quinta-feira, 04. Segundo ele, a ideia é fazer com que a proposta, apelidada de “emergencial”, tenha a tramitação acelerada naquela Casa com o intuito de garantir já na próxima semana o pagamento pelo governo federal da prorrogação do auxílio emergencial destinado, em 2.020, aos trabalhadores autônomos e informais como forma de ajudá-los a enfrentar a pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 266 mil brasileiros e paralisou diversas atividades econômicas.

Em entrevista coletiva concedida no início desta tarde, o parlamentar do PSL catarinense frisou que a aprovação pela Câmara de alguma eventual mudança, como a de retirar os servidores da segurança pública, da rigidez fiscal pretendida pela proposta, poderá ser obtida se assim for entendido pela maioria dos deputados. A PEC 186 extingue diversos fundos públicos e retira a obrigação do Poder Executivo em investir em determinadas áreas, além de garantir que em momentos de calamidade, os funcionários públicos possam receber aumentos salariais e até mesmo terem seus ordenados reduzidos para que os governos possam se adequar a realidade orçamentária.

“Nós recebemos um texto que veio do Senado e ele foi o balizador de todas as conversas até aqui e nós chegamos a conclusão de que este é o momento em que nós devemos olhar para o país e não especificamente para as corporações, uma classe ou outra. É o momento de nós cuidarmos do Brasil garantindo previsibilidade fiscal e segurança para o nosso país. Por isso ouvindo a todos, depois de cinco, seis dias, debruçado na matéria, passei o final de semana praticamente inteiro reunido com a Economia, com o presidente Bolsonaro e também com deputados”, iniciou.

“Conversei com líderes, uma vez ou outra, e cheguei agora, então, conclusão, de que nós vamos levar ao plenário da Câmara dos Deputados exatamente o texto que nós recebemos e que veio do Senado para que, então, no plenário, que é soberano, se algum deputado, se alguma bancada tiver algo a modificar, que assim seja feito se for vontade da maioria. O meu relatório leva fielmente o texto que nós recebemos do Senado Federal”, continuou.

“Nós tivemos o ministro da Economia, toda equipe econômica que naturalmente defende o texto do Senado, nós temos as corporações que gostariam de forma muito natural que fossem incluídas no texto. Mas nós não podemos deixar de pensar que o principal disso tudo é que nós não podemos atrasar a entrega do auxílio emergencial. Muitas pessoas, a camada mais carente da população precisa que este dinheiro chegue na ponta. E é responsabilidade do Conversei Nacional que nós façamos isso aprovando a PEC emergencial, entregando em primeira mão esse auxílio emergencial para a camada mais pobre da população e que depende dessa aprovação, dessa celeridade para que este texto não volte ao Senado. E nós teremos, sim, oportunidade na reforma administrativa de rever algumas questões, assim como na reforma tributária questões que se nessa PEC não forem solucionadas, na administrativa e na tributária, nós teremos a oportunidade de rever alguns pontos”, complementou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)