31 de julho de 2025
Brasil e Poder

MULHER: O maior desafio das mulheres na política é a falta de visibilidade, disse Simone Tebet

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Simone Tebet

( Publicada originalmente às 11h 45 do dia 08/03/2021) 

(Brasília-DF, 09/03/2021) A senadora Simone Tebet(MDB-MS) que foi a primeira mulher a comandar a mais importante comissão do Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) assim como foi a primeira mulher a concorrer ao comando do Senado Federal justo no momento em que o Senado Federal tem a sua maior composição feminina disse que disse que o maior desafio das mulheres na política é a falta de visibilidade.

“Nós mulheres sabemos que, por sermos minoria (na representatividade política), temos de ter coragem redobrada. Precisamos ter mais mulher na política para transformarmos não só a vida das mulheres, mas para transformarmos - para melhor - a vida da maioria da população brasileira”, disse em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital, nesta segunda-feira ,8, Dia Internacional da Mulher.

“Essa questão da visibilidade é algo que nós precisamos trabalhar”, afirmou ao lamentar que “em pleno século XXI, ainda temos mulheres ocupando espaços de poder pela primeira vez, isso por falta de visibilidade”.

Em sua trajetória política, ela também foi a primeira mulher a ocupar diversos cargos públicos, como a prefeitura de Três Lagoas-MS e vice-governadoria de MS.

Tebet disse que apesar de a mulher ser maioria da população brasileira, as vozes na política ainda são, em sua grande maioria, masculinas. “Somos apenas 15% na política, então precisamos avançar com legislações para permitir que mais mulheres possam estar fazendo política porque homens e mulheres juntos têm a capacidade de transformar a sociedade”, afirmou.

Simone é autora de um projeto que estipula cota mínima de 30% para cada gênero, seja na direção, no assessoramento ou no apoio de órgãos partidários, bem como nos institutos e fundações. O objetivo é dar poder de decisão às mulheres nas estruturas dos partidos políticos e garantir voz ativa a elas na escolha das futuras candidatas, com um olhar mais atento àquelas que tenham liderança e reais chances de vencer as eleições.  O PL 4.391/2020 ainda prevê percentual maior nos órgãos partidários de Juventude, de 50% para cada sexo.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)