31 de julho de 2025
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VACINAÇÃO: Milton Ribeiro informa que professores vão ser prioridade na vacinação; Fátima Bezerra, a governadora-professora, tinha pedido o mesmo em janeiro

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( Publicada originalmente às 16h 59 do dia 04/03/2021) 

(Brasília-DF, 05/03/2021) O Ministério da Educação informou nesta quinta-feira, 4, que a solicitação feita por oficio pelo ministro Milton Ribeiro à Casa Civil “sugerindo” a inclusão dos estudantes, professores e demais profissionais da educação, da educação básica, com ênfase no 1º e 2º ano do ensino fundamental, como grupo prioritário no esforço de vacinação contra a COVID-19 foi atendida.

O Ministério da Educação (MEC) participa do Comitê de Crise do governo federal para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19.

Na “sugestão”, o ministro da Educação informou que com a interrupção do ensino presencial, foram adotadas estratégias de ensino remoto e os seus impactos para o desenvolvimento intelectual, social e emocional dos estudantes, dos educadores, servidores administrativos e das famílias. Ele ressaltou a importância da comunidade escolar na implementação da estratégia nacional de imunização.

Ainda de acordo com o documento, “assim, considerando a relevância da retomada das aulas presenciais, com vistas à oferta do ensino de qualidade e ao ambiente de aprendizagem seguro, ressalta-se a importância da inclusão da comunidade escolar, compreendida por estudantes, profissionais da educação e colaboradores nos grupos prioritários para a vacinação contra o novo coronavírus”.

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), pediu  em 7 de janeiro, ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que os professores, sobretudo do ensino fundamental, fossem incluídos entre àqueles que fazem parte do grupo prioritário inicial que receberão as primeiras doses de vacina contra o novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a gestora potiguar, deixar os docentes do ensino básico de fora do grupo prioritário poderá representar uma grave “ameaça concreta a retomada sócio-econômico e científico-cultural do país”, visto que a categoria é tida como grupo de risco para o desenvolvimento de doenças por lidar em boa parte do seu cotidiano com inúmeros alunos, o que seria o mesmo que conviver com os familiares das crianças e adolescentes.

Ela conta que estabeleceu o retorno às aulas presencias para o próximo 1º de fevereiro, seguindo um rígido controle sanitário nas escolas, mas que nada disso poderia funcionar tão bem quanto a imunização dos professores. Atualmente fazem parte do primeiro grupo prioritário para receber a vacinação contra a doença que já matou mais de 200 mil brasileiros, além dos profissionais da saúde, estão também os idosos com mais de 75 anos, e as populações indígenas e quilombolas, que possuem menos imunidade para enfrentar enfermidades.

“Na condição de professora e governadora do Rio Grande do Norte, quero compartilhar aqui com vocês, que enviei uma carta ao presidente da República, com cópia aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, solicitando a inserção dos profissionais de educação nos grupos prioritários, nas fases iniciais da vacinação contra a covid-19”, falou.

“A crise sanitária está aprofundando a desigualdade de acesso, permanência e qualidade na educação brasileira em todas as etapas. São 52 milhões de estudantes e professores prejudicados, só na educação básica. É uma geração inteira. Aqui no Rio Grande do Norte nos preparamos com o retorno presencial a partir de 1º de fevereiro, com investimentos na reestruturação humana e física para atender aos protocolos sanitários. Mas nada disso será suficiente sem a garantia da vacinação”, complementou.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)