31 de julho de 2025
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FIM DA LAVA JATO: Muda Senado culpa Bolsonaro pelo fim da operação que recuperou bilhões e prendeu poderosos

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( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 04/02/2021) 

(Brasília-DF, 05/02/2021)  Nessa quarta-feira, 3, foi conhecido que a Operação Lava Jato acabou institucionalmente. Essa quarta-feira foi um dia politicamente muito movimentado com eleição na Mesa da Câmara e abertura do ano legislativo e não houve muito comentários sobre o assunto. Hoje, 4, houve um silêncio dos bolsonaristas raiz nas redes sociais e uma comemoração das lideranças petistas. O grupo Muda Senado se manifestou e alguns falaram em estelionato eleitoral da parte do Governo Bolsonaro que defendia o combate da corrupção. Alguns senadores foram direto ao ponto e colocaram a culpa no Presidente Bolsonaro no fim da operação que marcou o país nos últimos anos.

“É possível discutir o tamanho da responsabilidade do governo Bolsonaro com relação às mais de 227 mil mortes por Covid, mas na caso da morte da Lava Jato, essa culpa é de 100%. A maior operação de combate à corrupção do mundo não morreu de Covid. Morreu de estelionato eleitoral.”, disse o senador  Alessandro Vieira(Cidadania-SE).

Ainda ontem, 3, o senador Lasier Martins(Podemos-RS) comengou sobre a decisão de acabar com a Lava Jato.

“Resultado de um longo processo de ataques e boicotes, a emblemática Lava Jato em Curitiba encerrou suas atividades. E a população sabe quem são os matadores.”, afirmou no Twitter.

O senador Major Olímpio(PSL-SP) se manifestou sobre o fim da operação e cobrou que o Ministério Público fique atento.

“A essência da força-tarefa não pode se perder. Doa a quem doer no combate à corrupção. Que o Ministério Público Federal seja intransigente na fiscalização da lei. A lei é para todos!#euapoioalavajato”, disse,

Agora à tarde ele voltou a se manifestar.  Ele perguntou quem eram os interessados pelo fim da Lava Jato.

“A quem interessou o FIM DA LAVA JATO? Políticos e administradores públicos corruptos, lobistas e empresários corruptores, dirigentes partidários, quem tem rabo preso com o STF, famílias que roubam e lavam dinheiro de funcionários, e formaram a ORCRIM. O SISTEMA É PHODA, PARCEIRO!”, finalizou

Lava Jato

Foi divulgado nessa quarta-feira,3 de fevereiro, que desde 1º de fevereiro que a Operação Lava Jato no Paraná não existe mais como antes se conhecia.  A partir de então ela passou

passou a integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF). A força-tarefa paranaense deixa de existir, porém alguns de seus integrantes passam a atuar no Gaeco, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos.

Até o fim de janeiro, em quase sete anos de dedicação ao combate à corrupção, a operação acumula números significativos que revelaram para a sociedade os crimes de corrupção que assolam historicamente o Brasil. Foram 79 fases, 1.450 mandados de busca e apreensão, 211 conduções coercitivas, 132 mandados de prisão preventiva e 163 de temporária. Durante as fases, foram colhidos materiais e provas que embasaram 130 denúncias contra 533 acusados, gerando 278 condenações (sendo 174 nomes únicos) chegando a um total de 2.611 anos de pena. Foram também propostas 38 ações civis públicas, incluindo ações de improbidade administrativa contra três partidos políticos (PSB, MDB e PP) e um termo de ajuste de conduta firmado.

A isso somam-se 735 pedidos de cooperação internacional – sendo 352 pedidos a outros países (ativos) e 383 passivos (solicitações de outros países ao MPF). Em 2015 foram 66 ativos e oito passivos, enquanto que em 2019 foram 67 ativos e 133 passivos. A evolução desses dados demonstra a seriedade e eficiência da operação, que passou a cooperar com investigações no mundo todo.

Mais de R$ 4,3 bilhões já foram devolvidos por meio de 209 acordos de colaboração e 17 acordos de leniência, nos quais se ajustou a devolução de quase R$ 15 bilhões. Do valor recuperado, R$ 3 bilhões foram destinados à Petrobras, R$ 416,5 milhões aos cofres da União e R$ 59 milhões foram transferidos para a 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás – decorrentes de ilícitos que vitimaram a estatal Valec. Também já reverteu em favor da sociedade R$ 1,1 bilhão, decorrente de acordos firmados com concessionárias por meio da Operação Integração, desdobramento da Lava Jato paranaense. Desse montante, R$ 570 milhões são para subsidiar a redução dos pedágios no Paraná e R$ 515 milhões para investimentos em obras nas rodovias do estado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)