Após Bolsonaro dizer que não tem dinheiro para prorrogar auxílio emergencial, André Janones diz que se governo cobrar devedores da Previdência conseguirá recursos para prorrogar benefício até dezembro de 2.021
Deputado do Avante mineiro é o parlamentar mais compartilhado e seguido nas redes sociais desde direitistas a esquerdistas por conta do seu perfil espontâneo e popular em abordar os temas e cobrar autoridades
( Publicada originalmente às 18h 20 do dia 05/01/2021)
(Brasília-DF, 06/01/2021) Após Bolsonaro afirmar que não tem dinheiro para prorrogar o auxílio emergencial aos trabalhadores autônomos e informais, que perderam suas rendas por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou quase 200 mil brasileiros, o deputado André Janones (Avante-MG) lançou um desafio ao atual ocupante do Palácio do Planalto em que sustenta que se o governo federal cobrar os maiores devedores da Previdência conseguirá recursos suficientes para prorrogar o benefício até dezembro de 2.021 no valor, originalmente pago, de R$ 600,00.
O deputado do Avante mineiro é o parlamentar mais compartilhado e seguido nas redes sociais desde direitistas a esquerdistas por conta do seu perfil espontâneo e popular em abordar os temas e cobrar autoridades. De acordo com ele, em vídeo disparado nas suas redes e imensamente compartilhado, o valor das dívidas dos maiores devedores junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) somam aproximadamente R$ 200 bilhões. Bolsonaro na última semana afirmara que o país precisaria encontrar ao menos R$ 100 bilhões para que o governo prorrogasse o auxílio emergencial.
Janones possui quase 7 milhões de seguidores em sua página no facebook. Lá, por sinal, alcançou em setembro de 2.020 numa transmissão também envolvendo o auxílio emergencial mais de 3,5 milhões de visualizações e quase 200 mil comentários sobre o assunto.
“Pessoal, o presidente Bolsonaro disse que para prorrogar o auxílio emergencial e para manter o valor de R$ 600,00, ele precisa de R$ 100 bilhões e que ele não tem de onde tirar. Então, ele lançou um desafio e falou o seguinte: olha, tem muito deputado aí falando que o auxílio tem que continuar e que não pode reduzir nenhum centavo e se me mostrarem de onde eu posso tirar esse dinheiro, eu topo e mantenho o auxílio de R$ 600,00 até agosto, setembro”, falou.
“Pois bem, presidente: Está a aqui. Eu fiz uma lista para mostrar a vossa excelência dos maiores devedores da Previdência. Só aqueles, que não estão quebrados. Essa lista aqui é de gente que está no mercado ganhando dinheiro, tendo lucro e vendendo os seus produtos. Está aqui essa listinha aqui com o nome destas empresas. Vou citar rapidamente aqui só algumas delas: JBS deve R$ 2,3 bilhões, Global Fundos deve R$ 1,6 bilhão, banco Bradesco R$ 670 milhões, Vale S.A. aquela que matou lá em Brumadinho R$ 590 milhões, Wolksvagem R$ 370 milhões, Mercedes Benz R$ 110 milhões, Itaú R$ 80 milhões, Ricardo eletro e por aí vai”, complementou o deputado.
Janones é considerado um "surfista digital"
Basta cobrar
Janones garante que os recursos devidos ao INSS, se cobrados, garantiria o pagamento aos brasileiros menos vulneráveis.
“Essas empresas aqui somadas R$ 200 bilhões para o governo federal. Com esse R$ 200 bilhões dá para prorrogar o auxílio emergencial mantendo o valor de R$ 600,00, mas não é até agosto, ou setembro, não. Dá para manter até dezembro, até o final do ano. Então eu peço que você compartilhe este vídeo, por que eu estou devolvendo o desafio para o presidente Bolsonaro. Ele fez o desafio e eu estou devolvendo e mostrando de onde tirar o dinheiro”, destacou.
“E antes que alguém diga que é muito difícil receber esses valores, não é difícil não presidente. É só fazer como faz com o povo na hora de receber o Imposto de Renda, IPVA, IPTU e por aí vai. Então, eu estou devolvendo o desafio para o presidente e peço para que você compartilhe este vídeo até chegar nele para que ele possa responder se aceita, ou não, o desafio que eu estou propondo de receber destas empresas e estender o auxílio até dezembro no valor de R$ 600,00. Vamos para cima e estamos juntos”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)