31 de julho de 2025
Brasil e Poder

SUCESSÃO NA CÂMARA: Arthur Lira diz que não barrará, nem liberará "iniciativas radicais"; Lira respondeu provocações do deputado Orlando Silva sobre pautas bolsonaristas

Na última semana, Bolsonaro afirmou que aguarda eleição do alagoano para o comando da Câmara para ver votação da matéria que institui o excludente de ilicitude aos policiais, que participarem de operações com mortos

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( Publicada originalmente às 16h08 do dia 21/12/2020) 

(Brasília-DF, 22/12/2020) Após provocações do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) de que se eleito presidente da Câmara colocará em votação pautas bolsonaristas, o líder do progressistas e candidato ao comando da Casa, a partir de fevereiro de 2.021, deputado Arthur Lira (AL), afirmou nesta segunda-feira, 21, em suas redes sociais que não pretende barrar e nem liberar "iniciativas radicais".

Na última semana, o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), afirmou que aguarda a eleição do alagoano para o comando da Câmara para ver a votação da matéria que institui o excludente de ilicitude conferido aos policiais que participarem de operações com mortos.

Após a fala de Bolsonaro, o parlamentar comunista, aliado do atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), enfatizou que Lira permitirá a votação no plenário daquela Casa de projetos como a proibição do aborto, mesmo nos casos permitidos pela Constituição federal, de matérias que liberam o porte e a posse de armas e a redução da maioridade penal, dos atuais 18 anos para 16.

Em resposta, mesmo sem citar o presidente Bolsonaro, ou mesmo o adversário Orlando Silva, Lira especificou que pautará tudo aquilo que for decisão da maioria do colégio de líderes da Casa. Segundo ele, "não é o presidente quem dita o que é discutido". O presidente da Câmara apenas "só coordena".

"A nova Câmara é aquela que não barra nem libera as chamadas iniciativas radicais. A nova Câmara é aquela que põe todos os assuntos na mesa, que dialoga e chega no entendimento. Com o plenário sempre soberano. Esse é meu pensamento: dar voz a todos", comentou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)