VACINAS: Wellington Dias, após governo federal anunciar plano de imunização contra o coronavírus, diz que faltou Ministério anunciar as vacinas que vão salvar vidas
De acordo com o governador piauiense, momento é para “deixar as eleições de 2.022, as disputas, porque temos um inimigo em comum”, que já matou mais de 182 mil brasileiros
( Publicada originalmente às 14h 00 dp doa 16/12/2020)
(Brasília-DF, 17/12/2020) Após o governo federal detalhar o Plano de Operacionalização da Vacinação contra o Covid-19 o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse nesta quarta-feira, 16, que faltou o Ministério da Saúde anunciar a disponibilização das vacinas que vão salvar vidas.
De acordo com o governador piauiense, que aceitou o convite para comparecer a solenidade realizada no Palácio do Planalto e que, a partir das 15 horas, se reunirá junto com os demais governadores com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o momento é para “deixar as eleições de 2.022” e as disputas políticas de lado, “porque temos um inimigo em comum”, que já matou mais de 182 mil brasileiros.
“Aqui nós ouvimos que o Brasil tem um plano nacional de imunização, desde a criação do SUS. É um instrumento importante para garantir vacinas para todo o Brasil e para todos os brasileiros. Aqui foi dito também que o ministro Paulo Guedes e o Congresso Nacional estão garantindo R$ 20 bilhões para garantir a compra das vacinas necessárias para o Brasil e que tem um plano estratégico para a vacinação. O que faltou? Faltou vacina. Um cronograma para poder a gente saber quanto temos de vacinas compradas, quanto temos de garantia para entrega agora a partir de janeiro, fevereiro, março, abril, maio. Faltou [saber] qual é o cronograma para a vacinação. Quando a gente trata de vacina, vacina não é uma luta política, como eu disse aqui. Vacina é uma luta para salvar vidas. Vacina é a forma segura que temos para a gente dar conta de tantos óbitos, de quantas mortes [que vem acontecendo] no Brasil”, falou.
“Vacina é a imunização que vai garantir que a gente saia desta situação e que por conta do isolamento tem tantas pessoas em depressão. Vacina é que vai ajudar para que a gente possa ajudar empresas e empresários, trabalhadores, que estão aí perdendo emprego, perdendo os seus negócios, por conta da pandemia. É a vacina que, inclusive, vai permitir que o Brasil volte imunizado a ter relações amplas tanto comerciais, quanto culturais, o turismo, toda as áreas de serviços retomando. Então, por isso, é [que] a vacina é o ponto principal. Hoje, às 15 horas, temos um encontro com o ministro Pazuello, com a sua equipe, com estados e municípios, [em que] estamos nos colocando prontos para garantir cerca de 35 mil a 50 mil postos de vacinação para garantir as vacinas em todo o Brasil, mas agora precisamos para poder fazer de um plano de qualificação e tudo mais [para] garantir esse cronograma, que vai nos garantir a etapa final”, complementou.
“Eu digo que vamos precisar, neste instante, da união de todos e que é hora de se deixar as eleições de 22, as disputas para 22, porque temos um inimigo em comum. E esse inimigo é o coronavírus, que já matou 182 mil pessoas, [que] se aproxima das 200 mil pessoas em todo o Brasil. E em nome disso, os governadores estamos aqui irmanados para juntos vencer essa batalha. Vamos vencer o coronavírus e para isso precisamos de vacinas e vamos, com isso, salvar vidas de brasileiros e brasileiras”, completou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)