VACINAS: Pazuello diz que vacinas da Astrzenaca e SinoVac vão entrar no sistema em fevereiro e que exigência de termo será para vacinas aprovadas emergencialmente
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( Publicada originalmente às 13h 31 dp doa 16/12/2020)
(Brasília-DF, 17/12/2020) O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira, 16, durante o anúncio do programa nacional de operacionalização das vacinas contra o novo coronavírus (covid-19) ocorrida no Palácio do Planalto, que "o mais importante de hoje aqui não é apresentar o plano", e, sim, destacar que vacinas produzidas pela empresa farmacêuticas Astrazeneca e Sinovac poderão estar disponíveis em fevereiro de 2.021 no país.
Na oportunidade, Pazuello descartou, ainda, a exigência de um termo de conhecimento assinado pelos brasileiros, sobre as possíveis reações adversas dos imunizantes, como foi aventada pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), no momento da aplicação das vacinas. Mas ele salientou que, caso as vacinas sejam aplicadas com autorizações emergenciais, o termo será exigido para aqueles que buscarem se imunizar isentando o governo de responsabilidade em caso de complicações.
"Se nós conseguirmos manter o planejado do Butantan e da Fiocruz de apresentar a fase três dos estudos e toda a documentação das fases um e dois ainda em dezembro à Anvisa e solicitar o registro, nós teremos janeiro para análise da Anvisa e possivelmente em meados de fevereiro para frente nós estejamos com essas vacinas recebidas e registradas para iniciar o plano", falou o ministro.
"Não será exigido termo algum nos postos de vacinação para nenhum brasileiro, quando nós disponibilizarmos as vacinas registradas, seguras e garantidas pela Anvisa. A aprovação normal é o registro da vacina. E esse registro segue para a Anvisa, que vai avaliar a documentação e produção, concedendo ou não esse registro. Isso é a normalidade. Dentro dessa normalidade, onde é garantida a eficácia e a segurança pelo registro, não há a necessidade de termos de responsabilização. [Entretanto], estamos diante de um outro modelo: a autorização de uso emergencial, que permite que o laboratório disponibilize a vacina para grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos. Sem a avaliação dos efeitos colaterais definitivos e da eficácia completa. Isso tem que ficar muito claro. E todos que forem voluntários a receber terão que assumir esse compromisso por escrito", complementou.
Sem ansiedade
Tentando tranquilizar a população sobre a garantia da imunização contra a doença que já matou mais de 182 mil pessoas no país, o ministro afirmou que a expertise brasileira em realizar imunizações contra doenças mostram que o Brasil possui "o maior programa de imunização do mundo" e as maiores fábricas de vacinas da América Latina.
"A gente não tem noção do tamanho do programa de imunização. A gente fica vendo quanta desinformação corre a respeito da capacidade que o Brasil tem de conduzir essa missão. Senhores, vamos nos orgulhar da nossa capacidade. Não foi feita por mim, ela já está lá. [Isso vem dos] nossos antecessores que criaram o SUS, que organizaram o programa nacional de vacinção. Vamos levantar a cabeça. Acreditem! O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior Sistema Único de Saúde do mundo, de ter o maior programa de imunização do mundo. Nós somos os maiores fabricantes de vacinas da América Latina. Para que essa ansiedade, essa angústia?", completou em tom de questionamento.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)