VACINAS: Bolsonaro disse que não vai se vacinar contra o covid-19 e defende cloroquina, em entrevista
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( Publicada originalmente às 19h 08 do dia 15/12/2020)
(Brasília-DF, 16/12/2020) O Presidente Jair Bolsonaro cumpriu agenda boa parte do dia em São Paulo, com destaque para sua fala a uma multidão na central de venda da Ceagesp. Ele deu uma entrevista ao problema Brasil Urgente, comandado pelo jornalista Datena, na TV Band. Ele afirmou que não vai tomar a vacina que for liberada pela Anvisa, seja ela qual for, contra o covid-19, e defendeu os tratamentos alternativos como o com a cloroquina.
“Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu”, disse o presidente, reforçando que vai liberar R$ 20 bilhões para a compra dos imunizantes e que a vacinação não pode ser obrigatória. “É universal, à disposição de quem quiser. Mas tem que ter responsabilidade. O fabricante fala que não é responsável por efeito colateral nenhum”.
Bolsonaro disse que vai dar sinal verde à compra e à aplicação de todas as vacinas contra o novo coronavírus que forem autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas que ele particularmente não vai tomar nenhuma.
Bolsonaro também reiterou que confia em medicamentos preventivos contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina. “Salvou minha vida”, disse o presidente, que já contraiu o vírus. “E minha mãe de 93 anos tem sempre uma caixa do lado dela”.
Bolsonaro afirmou que acredita que a pandemia está no final e que “estamos próximos a uma imunidade de rebanho”.
Quanto ao aumento de casos nas últimas semanas, Bolsonaro afirmou que o final de campanha das eleições contribuiu, assim como as pessoas “que se cansaram de ficar em casa”, e ressaltou que a taxa de mortes por milhão de habitantes teve redução drástica no país.
( da redação com informações da TV Band. Edição: Genésio Araújo Jr)