31 de julho de 2025
Brasil e Economia

Bolsonaro, em visita a Ceagesp, é recebido por multidão e diz que excludente de ilicitude será aprovado com novos presidentes da Câmara e do Senado

Presidente louvou, ainda, a sua gestão a frente do Palácio do Planalto que estaria “desratizando o Brasil”, garantiu que o local não será privatizado e que fez questão de frisar que ele é o chefe supremo das Forças Armadas

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( Publicada originalmente às 17h 56 do dia 15/12/2020) 

(Brasília-DF, 16/12/2020) Em visita a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), maior distribuidor de alimentos da América Latina, nesta terça-feira, 15, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) foi recebido por uma multidão que se aglomerou para vê-lo e vibrou com a suas afirmações feitas durante os discursos que fez no local, quando cravou que com o apoio dos novos presidentes da Câmara e do Senado que serão eleitos, em fevereiro de 2.021, conseguirá a aprovação do projeto que estabelece o excludente de ilicitude, uma espécie de salvo-conduto para atender os policiais envolvidos em operações que resultarem em mortes.

Na oportunidade, o presidente louvou, ainda, a sua gestão a frente do Palácio do Planalto destacando que ela estaria “desratizando o Brasil”, assim como o novo superintendente da Ceagesp, coronel Mello Araújo, estaria fazendo o mesmo no local, enfrentando as “máfias” que explorariam ilegalmente os serviços ali oferecidos. Bolsonaro garantiu também que a Ceagesp não será privatizada e fez questão de frisar que ele é o chefe supremo das Forças Armadas, como se tivesse mandando algum recado para ofíciais e generais, como Santos Cruz, que romperam politicamente com ele.

“E se Deus quiser, com a nova Câmara, com a nova presidência da Câmara e do Senado, nós vamos botar em pauta o excludente de ilicitude, que o policial tem ao cumprir sua missão, ir para casa descansar e não aguardar visita de um oficial de justiça. Deixo bem claro aos hipócritas, já que com toda certeza todo lugar tem, né? Não é permissão para matar, não! É o direito, eu vou dar os meios para ele não morrer. Porque é dar a vida se preciso for. Entre a vida de um policial e mil vagabundos, ou 111 vagabundos, que é um número bastante emblemático, eu fico com aquele policial militar contra 111 vagabundos”, disparou.

Uma multidão ouviu Bolsonaro na Ceagesp em SP

“Vim aqui fazer uma visita técnica ao novo presidente, que deu uma nova dinâmica a esse entreposto. Que tudo que passa na nossa mesa, está na nossa mesa, passa por aqui. Então é um momento em que estamos desratizando o Brasil e aqui era um ninho de rato. Ok? Mas quem não está acostumado com isso, reclama, escreve nos papeis dos jornais, que não está bem. Agora o governo está indo bem. [...] E aqui, quando se fala em privatização, quero deixar bem claro: enquanto eu for presidente da República, essa é a casa de vocês. Nenhum rato vai querer sucatear isso daqui para privatizar para os seus amigos. Não tem espaço para isso aqui. Deixo bem claro. [Num] governo [como] nunca tivemos no passado, no Brasil. Ao lado do povo, povo esse que nós devemos lealdade absoluta e quando falo eu, entenda, que eu também sou chefe supremo das Forças Armadas”, emendou.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)