31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Empresários industriais avaliam que faturamento deve avançar 62% em 2021, aponta pesquisa da CNI

Detalhes da pequisa será divulgada durante o Encontro Nacional da Indústria

Publicado em
Robson Andrade é o presidente da CNI que encomendou a pesquisa

( Publicada originalmente às 1500h 08 do dia 17/11/2020) 

(Brasília-DF, 18/11/2020) Os empresários do setor industrial, segundo pesquisa contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que será mais amplamente divulgada durante o 12º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), que se realiza, se modo virtual nesta terça-feira, 18, e quarta-feira,18, revelando que os empresários industrial consultados avaliam que as perspectivas para 2021 são de aumento no faturamento em 62% das empresas pesquisadas.

A pesquisa da CNI junto ao Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, entre 23 de outubro e 12 de novembro de 2020, executivos de 509 empresas industriais, compondo amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas do setor em todos os estados brasileiros.

A pesquisa revela o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia, estratégias adotadas para superar a crise e as perspectivas para as empresas industriais em 2021. Os dados indicam que sete em cada dez negócios industriais já retomaram pelo menos ao mesmo nível de produção (70%) e de faturamento (69%) de fevereiro, antes da chegada da Covid-19 ao Brasil. Praticamente três quartos (73%) estão com o mesmo nível de emprego do registrado no pré-pandemia.

A pesquisa inédita, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, será divulgada na íntegra no 12º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). Com o tema “Como a indústria pode impulsionar o crescimento do Brasil” e correalização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ENAI será realizadopor meio da plataforma InEvent.

Um porcentagem de 52% das empresas, a maioria, portanto, já registra, no mínimo, a mesma lucratividade de fevereiro – 28% com aumento e 24% com a manutenção das suas margens. Uma porcentagem da ordem de 47%, no entanto, ainda operam com uma margem de lucro menor que antes do início da pandemia. A hipótese é que, mesmo com o aumento no faturamento, as indústrias têm sofrido com a alta das despesas com energia e insumos, por exemplo.

Perguntados se consideram a própria empresa competitiva na comparação com os concorrentes, os executivos têm uma posição conservadora. Numa escala de 0 a 10, a competitividade da empresa do entrevistado é 7,3, contra 7,1 dos concorrentes nacionais e 5,6 dos competidores estrangeiros.

Há um certo ceticismo em relação ao impacto de medidas governamentais para aumentar a competitividade da indústria nacional. Dentre os entrevistados, 36% acreditam que a indústria nacional ficará mais competitiva, 26% que ficará igual e 35%, menos competitiva.

Metade dos empresários creditam mais ao governo a responsabilidade por aumentar a competitividade das empresas nacionais; 28% dizem que a responsabilidade é mais das empresas e 21%, que é de ambas as partes.

A atuação internacional das empresas sofreu leve redução durante a pandemia. Em 2019, 21% das empresas industriais entrevistas tinham exportado. Em 2020, esse percentual caiu para 18% do total. Dentre quem ainda não opera no mercado internacional, praticamente metade (48%) gostaria de expandir as fronteiras do seu negócio.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)