ECONOMIA: Instituição Fiscal Independente (IFI) estima PIB de 2.020 em -5,0%, enquanto para o ano que vem deve ser positivo em 2,8%
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( Publicada originalmente às 15h 17 do dia 16/11/2020)
(Brasília-DF, 17/11/2020) Nesta segunda-feira, 16, a Instituição Fiscal Independente(IFI) divulgou o seu 46º Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF),deste mês de novembro, com 12 tópicos em analise. A IFI foi criado por resolução do Senado Federal e rm 2020, face a instabilidade causada pela crise da covid-19, foram feitas quatro revisões de cenários: em abril, maio (apenas o cenário base), junho e, agora, em novembro. Neste RAF de agora é feita uma nova avaliação do Produto Interno Bruto(PIB) tanto de 2.020 como de 2.021.
O IFI faz projeção para a variação real do PIB no cenário base foi revisada de -6,5% para -5,0% em 2020.
A nova projeção incorpora o conjunto de indicadores disponíveis para o segundo semestre. A retomada delineada nos dados da produção industrial, do nível de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação e das vendas do comércio varejista vem ocorrendo de maneira mais intensa do que era esperado pela IFI no cenário base apresentado em junho. A melhora do desempenho da atividade econômica após o choque negativo de março e abril causado pela pandemia pode ser explicada pelo efeito da flexibilização das medidas de isolamento social, do impulso da reabertura das atividades produtivas e do impacto sobre a demanda das políticas de compensação de renda. A título de ilustração, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), variável que agrega informações dos setores que compõe o PIB no lado da oferta, avançou 1,3% entre agosto e setembro e 9,5% entre o segundo e o terceiro trimestre, na série livre de efeitos sazonais, sugerindo crescimento expressivo do produto no período.
2021
Quanto ao PIB de 2021 é feita um estimativa de avanço de 2,8%. Em razão dos dados recentes mais robustos que o esperado e a ampliação do carry over para o ano seguinte, o crescimento real esperado foi ajustado de 2,5% para 2,8% em 2021, e de 2,3% para 2,6% em 2022. A menor contração esperada para o PIB de 2020 (Gráfico 3) deve fazer com que o nível do PIB retorne ao patamar pré-pandemia em 2022, como se pode observar através do Gráfico 4. Após a recuperação de 2021, o crescimento do PIB deve desacelerar gradualmente para 2,6% em 2022 e para 2,3% no médio prazo (estimativa da IFI para o PIB potencial no cenário base).
Comparação com as estimativas de outras instituições. O grau de incerteza associado à atual conjuntura pode ser ilustrado pelo intervalo de estimativas para o PIB divulgadas pelas instituições elencadas na Tabela 1. Como se observa, a previsão para a taxa real de crescimento do produto para o próximo ano está compreendida entre 2,8% (IFI e FMI – segundo o relatório World Economic Outlook de outubro) e 3,9% (Banco Central – cenário apresentado no Relatório de Inflação de setembro). Já a mediana das projeções de mercado contidas no Boletim Focus do Banco Central (no dia 6 de novembro) sugere variações de -4,8% em 2020 e 3,3% em 2021.
Veja AQUI a íntegra do RAF nº 46.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)