31 de julho de 2025
Brasil e Poder

HORÁRIO ELEITORAL DO BOLSONARO: Senadores da Rede pedem que TCU proíba Bolsonaro de fazer campanha eleitoral utilizando a estrutura da Presidência da República

Representação apresentada pelos senadores Fabiano Contarato e Randolfe Rodrigues ocorre há quatro dias do pleito eleitoral que acontecerá em primeiro turno no próximo dia 15

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( Publicada originalmente às 21h 00 do dia 11/11/2020) 

(Brasília-DF, 12/10/2.020) Os senadores da Rede Sustentabilidade, Fabiano Contarato (ES) e Randolfe Rodrigues (AP), entraram nesta quarta-feira, 11, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) com uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), solicitando que o presidente brasileiro seja proibido de fazer campanha eleitoral para aliados utilizando a estrutura e servidores da Presidência da República.

Nos últimos dias, Bolsonaro realizou as populares “lives”, transmissões ao vivo e em tempo real pelas plataformas das suas redes sociais, para pedir voto aos seus candidatos preferidos nas maiores cidades do país como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Manaus (AM) e Santos (SP). Nesta terça-feira, 10, pediu votos e comemorou o resultado de uma pesquisa eleitoral que apontaria que o prefeito de Parnaíba (PI), Mão Santa (DEM), deverá ser reeleito para um novo mandato para os próximos quatro anos.

“[Mão Santa] é uma pessoa sensacional, que já é prefeito em Parnaíba. Pelo o que eu sei, ele tem uma aceitação enorme lá. Nem precisa ninguém fazer campanha lá, para ele. Ele está garantido, lá. Lá não tem segundo turno”, declarou Bolsonaro segurando um cartaz eleitoral da campanha do ex-governador piauiense, filiado ao DEM.

De acordo com o colunista do site G1, Gerson Camarotti, alguns ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teriam visto com “surpresa” e “estranhamento” as transmissões nas redes sociais do presidente pedindo voto para os seus candidatos. Segundo os ministros do TSE, ouvidos por Camarotti, isso transformaria a residência oficial do presidente da República “numa espécie de palanque eletrônico para aliados”. Um dos ministros disse que os episódios poderiam ser enquadrados como irregulares e acarretar problemas tanto para Bolsonaro, quanto para os candidatos, mas que o tribunal só poderia agir, se provocada.

“Estamos, eu e o senador Randolfe, entrando com representação junto ao TCU, com pedindo liminar, para que a Corte proíba o uso de imóveis e servidores públicos pela Presidência da República com finalidade político-partidária. Também pediremos que o TCU realize uma auditoria para que se verifique a ocorrência de eventual prejuízo aos cofres públicos em decorrência dessa utilização”, informou Contarato nas suas redes sociais.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)