31 de julho de 2025
Brasil e Poder

VACINAS: Wellington Dias espera que a retomada das pesquisas faça a vacina disponível no final do ano; Sérgio Moro retuita General Santos Cruz que fez crítica a Bolsonaro

Arnaldo Jardim parabeniza decisão “sensata” da Anvisa por retormar pesquisas da coronavac e continua aguardando saber se o governo vai, ou não, comprar coronaVac

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( Publicada originalmente às 20h 05 do dia 11/11/2020) 

( reeditado) 

(Brasília-DF, 12/10/2.020)  A “Guerra das Vacina” não parou de gerar repercussão nesta quarta-feira,11.

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), parabenizou na noite desta quarta-feira, 11, a decisão “sensata” da Anvisa( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tomada nesta manhã por retormar as pesquisas da coronavac, apos suspendê-la na última segunda-feira, 9, por alegar que haveria ocorrido um “efeito adverso grave, não esperado”, ao verificar que um voluntário tinha morrido na última sexta-feira, 06. Já o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, fez das palavras do ex-secretário-geral da Presidência da República, general Santos Cruz, as suas sobre o imbróglio envolvendo a vacina, de origem chinesa.

“Poderia falar sobre a polêmica envolvendo a vacina coronavac, mas prefiro retweetar um general muito respeitado por todos os militares. É mais do que o suficiente.”, disse Moro no Twitter.

Já o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), espera que com a retomada das pesquisas da coronavac pela Anvisa, a vacina produzida em parceria com o Instituto Butantan já esteja disponível no final do ano, “segura” e “eficaz”, para ser fornecida para a população brasileira. O gestor petista piauiense lembrou que o país precisará não de uma, mas de várias vacinas para conseguir imunizar seus mais de 210 milhões de habitantes.

A mudança da Anvisa aconteceu após atestar que o óbito do voluntário não tinha nenhuma relação com a fase de pesquisas que são realizadas no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo estadual de São Paulo. A vacina é produzida no mundo pelo laboratório farmacêutico chinês Sinovac e o episódio, foi mais um que estremeceu as relações entre os técnicos e dirigentes do Butantan com o governo brasileiro. Por conta da decisão de parar as pesquisas, Bolsonaro em postagem nas redes sociais comemorou a ocorrência e disse que o episódio mostrava, “mais uma vez”, que ele estava certo em não querer comprar a “vacina da China do [João] Dória”, governador tucano de São Paulo.

Antes, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que afirmara numa reunião com os governadores de que o Ministério adquiriria a vacina, assim que ela se mostrasse pronta e segura, para vacinar uma parte da população brasileira, foi desautorizado pelo presidente Bolsonaro, que disse que o governo federal não compraria nada a vacina de origem chinesa porque ele, capitão do Exército, era o presidente, e o ministro, general, era o subordinado e quem mandava era ele.

Na oportunidade, o parlamentar paulista aproveitou para falar que aguarda o ministro Pazuello comparecer a comissão da Câmara, que monitora a situação do novo coronavírus (covid-19) no país, em já matou mais de 162 mil brasileiros, para saber se o governo federal vai, ou não, comprar as doses da vacina produzida pela empresa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

“Sensata e correta a decisão da Anvisa de retomar os testes da coronavac, que prevaleça o sentido científico, analisar a sua eficácia, saber se a vacina tem fundamento e aí por ao seu critério, unicamente, objetivo para a sua aprovação. Não é possível ter uma manipulação política e isso é o que parece desejar o presidente que festejou o fracasso, por incrível que isso pareça. A comissão externa da Câmara que acompanha a questão do covid fez bem tratar e convidar as autoridades, particularmente o ministro da Saúde, que deve assegurar critérios de interesse público e não manipulação política nas decisões do Ministério”, declarou Jardim.

“Poderia falar sobre a polêmica envolvendo a vacina coronavac, mas prefiro retuitar um general muito respeitado por todos os militares. É mais do que o suficiente: ‘Ganhou de quem [Bolsonaro]? Vacina, qualquer que seja, é saúde pública. É para a população. Não é assunto particular. O trato tem ser técnico e dentro da lei. Fora disso é irresponsabilidade, falta de noção mínima das obrigações, desrespeito pela saúde dos cidadãos. Vergonha! Sem classificação!’”, comentou Moro fazendo uso das palavras do ex-colega de Esplanada dos Ministérios.

“Com a retomada dos testes da vacina Coronavac, voltamos a ter condições de concluir o que estava previsto até dezembro com a terceira fase de testes. Esperamos que, ao fim destes testes, a vacina se mostre eficaz e segura, para que assim a Anvisa libere a autorização emergencial. Temos também outras vacinas em fase de testes, tão logo elas sejam aprovadas serão mais alternativas para o Brasil e com isso prepararmos o Plano Nacional de Imunização”, emendou Wellington Dias.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)