INFRAESTURUTURA: Tarcísio Gomes de Freitas exalta Bolsonaro por destravar Ferrovia Oeste-Leste, após TCU liberar obras entre Ilhéus e Caetité
Em resposta ao ministro da Infraestrutura, o petista Afonso Florence lembrou que 71,14% das obras concluídas foram realizadas no mandato da ex-presidente Dilma; segundo o baiano, depois disso “os golpistas não finalizaram as obras”
( Publicada originalmente às 19h 45 do dia 11/11/2020)
(Brasília-DF, 12/10/2.020) O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, exaltou nesta quarta-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) como o principal responsável por destravar a Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL), após o Tribunal de Contas da União (TCU) liberar que o governo brasileiro possa iniciar as obras do trecho do novo modal ferroviário entre as cidades baianas de Ilhéus e Caetité.
Ao todo, o TCU liberou para um novo leilão a licitação que compreenderá a realização de quatro trechos entre os dois municípios baianos. No primeiro, serão executados 124,99 quilômetros de trilhos, no segundo, mais 117,9 quilômetros, no terceiro, outros 115,36 quilômetros e no quarto, mais 178,28 quilômetros. A execução dessa fase da FIOL consolidará um corredor logístico de exportação para o escoamento de minério de ferro de Caetité, além da produção de grãos e minério do Oeste da Bahia. Ao todo serão construídos 537 quilômetros nestes quatro trechos.
Ao ser comunicado pela decisão do TCU, o ministro Tarcísio fez questão de destacar a luta do atual presidente brasileiro em destravar os gargalhos que impedem o país crescer economicamente, além de propiciarem empecilhos na logística do país. Em agosto, o ministro assinou um termo de parceria entre a Valec, responsável pelo FIOL, e o Exército Brasileiro para a construção do lote 6, próximo à Correntina (BA).
“[Bolsonaro é] o responsável por destravar o mais importante projeto de infraestrutura do estado [da Bahia]”, comentou Tarcísio nas suas redes sociais lembrando que o 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras (BA), e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari (MG), são os responsáveis pela conclusão do lote de 18 km, entre Bom Jesus da Lapa (BA) e São Desidério (BA), já em execução.
Resposta ao ministro
Em resposta ao ministro da Infraestrutura, o deputado Afonso Florence (PT-BA) lembrou que 71,14% das obras concluídas foram realizadas no mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo o baiano, depois disso “os golpistas não finalizaram as obras”.
O petista lembra que até dezembro de 2016 80,47% das obras do FIOL foram de terraplenagem, 54,54% de drenagem, 68,44% de superestrutura e 80,07% de obras de artes especiais.
“[Essas] obras foram iniciadas pelos] governos petistas. Vamos refrescar a memória do ministro Tarcísio com a verdade sobre a subconcessão do trecho 1 Fiol. O governo Bolsonaro, com sua gestão incompetente e sem projeto de desenvolvimento econômico e social, mais uma vez quer fazer festa com o chapéu alheio. O ministro Tarcísio alardeia com pompa e circunstância o aval concedido hoje pelo TCU para a conclusão da FIOL, como se a ferrovia fosse obra do atual governo. Ele esqueceu de informar que a maior parte da obra já foi realizada pelo governo Dilma e que só não foi concluída pelo golpe que a tirou do poder”, afirmou Florence.
Decisão
Na decisão, o ministro do TCU, Aroldo Cedraz, ex-deputado federal pelo DEM da Bahia, destacou a importância da FIOL na infraestrutura do país para que o Brasil consiga melhorar a logística tão fundamental para o sucesso da economia brasileira.
“Esse processo já foi sonhado há tempos, apresentado a sociedade baiana com outro traçado em 2.002. Retomado depois de quase 20 anos, o projeto envolve a geração de empregos e oportunidades de explorar com racionalidade jazidas mineiras, e criar alternativas para escoamento da produção agrícola”, comentou o ministro-conselheiro do TCU, Cedraz.
A obra completa da FIOL terá aproximadamente 1.527 quilômetros e ligará o futuro Porto Sul, em Ilhéus, à cidade de Figueirópolis, no estado de Tocantins (TO), com investimento total previsto de R$ 8,9 bilhões.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)