31 de julho de 2025

Lava Jato trabalha enquanto a caravana passa

A República não pode dormir diante dos crimes

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Amanhecemos nesta terça-feira com uma nova fase da Operação Lava Jato. Intitula-se Xepa e teria por objetivo esmiuçar, principalmente, a contabilidade da empreiteira Odebrecht.

As investigações para apurar o ‘propinoduto’ na Petrobras existem há dois anos, com resultados concretos. Prisões, devolução de dinheiro roubado e um grande reboliço na política que pode desaguar no impedimento de uma presidente, na cadeia de vários parlamentares e uma mudança radical no comando do Congresso Nacional.

Não é coisa pouca, como diria um caboclo sabido do interior. Mas no rastilho dessa empreitada, sobram paus e pedras e incompreensões. A mais significativa é dizer que há um “golpe” em gestação. Sim, tudo pode acontecer, mas antes de tergiversar é preciso ler e ver os fatos.

Se você não gosta da imprensa que chama de “golpista”, vá então direto às fontes.

Todos os processos estão disponíveis, inclusive a explosiva delação do senador Delcídio do Amaral, outrora líder do governo no Senado Federal, e as conversas de Lula da Silva com seus interlocutores, como com a presidente Dilma Rousseff.

Nossas instituições estão sólidas, mas é preciso consolidar a República e dar um basta nesta corrida pela corrupção. O caso da Petrobras é emblemático, mas as prefeituras e os governos estaduais não estão fora desse jogo sujo.

O que se leva pelo ralo da corrupção é algo espantoso. Dá para renovar um Brasil a cada ano. Desnecessário dizer que poderíamos ter melhor saúde, mais segurança e, principalmente educação.

Como disse o ativista Anderson Quack, da Fundação Palmares, a educação é capaz de ajudar a reduzir o preconceito racial do Brasil. Além disso, dar uma melhor perspectiva para nossos jovens e um futuro promissor para o país.