Nordeste e a Economia. Sinalização positiva do governo não baixa a guarda dos tucanos sobre CPMF.
Governo rejeitou apenas uma das propostas do PSDB e vai estudar impacto das outras.
(Brasília-DF, 25/10/2007) O encontro do governo com os senadores tucanos para discutir a prorrogação da CPMF apontou para um início de diálogo, mas não representou nenhum avanço determinante para aprovação da matéria. Os tucanos apresentaram uma pauta com seis pontos condicionantes para negociação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se opôs uma delas, referente a prorrogação do tributo por apenas um ano. "Este ponto é um impasse", disse Arthur Virgílio. A intenção dos tucanos era pressionar o governo a apressar votação da reforma tributária e só após isso poderia prorrogar a CPMF por mais tempo.
Os outro spontos colocados pelos tucanos foram: aprovação imediata de proposta que enquadre a União nos limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal; fixação em lei de um redutor de 0,2% por ano nos gastos correntes da União; aumento imediato dos investimentos na área da Saúde; redução da alíquota da CPMF; redução da alíquota de outros tributos e desoneração da folha salarial das empresas. "Saímos com um horizonte de entendimento", disse Romero Jucá (PMDB-RO).
Apesar do otimismo dos governitas, alguns tucanos continuam com uma postura de descrença, como o senador Sérgio Guera (PSDB-PE). "De jeito nenhum houve avanço. Estamos na mesma distância de antes", disse o futuro presidente do PSDB. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi mais positivo em sua avaliação. "Foi o primeiro passo em um caminho de 100 léguas", disse. O senador explicou que o governo ficou de avaliar os impactos dessas propostas. "SE não apresentarem nada até o dia da votação do relatório, não vamos aprovar", contou Virgílio, insinuando que o governo precisa andar rápido.
(por Liana Gesteira- [email protected])