Pernambuco. Aeroporto de Fernando de Noronha vai ter manejo de aves da espécie garça-vaqueira.
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 24/10/2007) A Política Real teve acesso. O Aeroporto de Fernando de Noronha terá plano de manejo para redução e controle do número de aves da espécie garça-vaqueira presentes no arquipélago.
O objetivo é evitar colisões com aeronaves. A medida foi acordada ontem, 23 de outubro, em reunião realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), sob a condução do procurador da República Marcos Antônio da Silva Costa, responsável por apuração ministerial sobre o tema no âmbito do 1o. Ofício da Tutela Coletiva. Participaram da reunião o administrador do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ADEFN), Romeu Batista, o superintendente regional do Ibama em Pernambuco, João Arnaldo Novaes, e os representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Osmar Amorim e Marilda dos Santos.
Também estiverem presentes representantes das seguintes entidades: Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco (CPRH), Conselho Distrital de Fernando de Noronha, Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa - 2), FAA Handling Services (empresa que administra o Aeroporto de Fernando de Noronha), Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER), Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro/PE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Laboratório Nacional Agropecuário em Pernambuco (Lanagro/PE) e Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan).
Emergência - Durante a reunião, o professor Jean Carlos da Silva, do Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE, apresentou estudo epidemiológico da saúde das garças-vaqueiras em que foi constatado a infecção pela bactéria salmonella spp, que pode ser transmitida a seres humanos. Essa constatação inviabilizou a estratégia de remover as aves para o continente.
Por isso, houve o consenso de todas as instituições presentes sobre a necessidade de as ações de controle envolverem, em caráter emergencial, a eutanásia de aves. A decisão conjunta também foi embasada pelos seguintes fatos: o risco de colisão das aves com aeronaves que operam no aeroporto de Fernando de Noronha; o risco para a biodiversidade do arquipélago representado pela presença da garça-vaqueira, bem como a situação dessa espécie como invasora do ecossistema de Fernando de Noronha e de partes do continente brasileiro, com uma população considerável.
Ações permanentes - A eutanásia não será a única solução para controlar a população da garça-vaqueira no arquipélago. O plano de manejo vai englobar também ações de médio e curto prazos, como estudos científicos e projetos de monitoramento das aves. A destinação das espécimes alvo da eutanásia será feita com base nos procedimentos previstos no Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e na política estadual de resíduos sólidos. O objetivo é causar o menor impacto possível ao meio ambiente e à sanidade aviária.
O detalhamento técnico do plano de manejo será apresentado, no próximo dia 31, pela ADEFN e FAA ao Ibama, órgão responsável pela análise e aprovação desse instrumento. No dia 5 de novembro, o Ibama vai apresentar sua posição sobre o plano. Se novas divergências surgirem entre as instituições, nova reunião poderá ser agendada pelo MPF para harmonização dos entendimentos.
( da redação com informações de assessoria)
O objetivo é evitar colisões com aeronaves. A medida foi acordada ontem, 23 de outubro, em reunião realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), sob a condução do procurador da República Marcos Antônio da Silva Costa, responsável por apuração ministerial sobre o tema no âmbito do 1o. Ofício da Tutela Coletiva. Participaram da reunião o administrador do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ADEFN), Romeu Batista, o superintendente regional do Ibama em Pernambuco, João Arnaldo Novaes, e os representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Osmar Amorim e Marilda dos Santos.
Também estiverem presentes representantes das seguintes entidades: Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco (CPRH), Conselho Distrital de Fernando de Noronha, Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa - 2), FAA Handling Services (empresa que administra o Aeroporto de Fernando de Noronha), Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER), Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro/PE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Laboratório Nacional Agropecuário em Pernambuco (Lanagro/PE) e Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan).
Emergência - Durante a reunião, o professor Jean Carlos da Silva, do Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE, apresentou estudo epidemiológico da saúde das garças-vaqueiras em que foi constatado a infecção pela bactéria salmonella spp, que pode ser transmitida a seres humanos. Essa constatação inviabilizou a estratégia de remover as aves para o continente.
Por isso, houve o consenso de todas as instituições presentes sobre a necessidade de as ações de controle envolverem, em caráter emergencial, a eutanásia de aves. A decisão conjunta também foi embasada pelos seguintes fatos: o risco de colisão das aves com aeronaves que operam no aeroporto de Fernando de Noronha; o risco para a biodiversidade do arquipélago representado pela presença da garça-vaqueira, bem como a situação dessa espécie como invasora do ecossistema de Fernando de Noronha e de partes do continente brasileiro, com uma população considerável.
Ações permanentes - A eutanásia não será a única solução para controlar a população da garça-vaqueira no arquipélago. O plano de manejo vai englobar também ações de médio e curto prazos, como estudos científicos e projetos de monitoramento das aves. A destinação das espécimes alvo da eutanásia será feita com base nos procedimentos previstos no Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e na política estadual de resíduos sólidos. O objetivo é causar o menor impacto possível ao meio ambiente e à sanidade aviária.
O detalhamento técnico do plano de manejo será apresentado, no próximo dia 31, pela ADEFN e FAA ao Ibama, órgão responsável pela análise e aprovação desse instrumento. No dia 5 de novembro, o Ibama vai apresentar sua posição sobre o plano. Se novas divergências surgirem entre as instituições, nova reunião poderá ser agendada pelo MPF para harmonização dos entendimentos.
( da redação com informações de assessoria)