Nordeste e a Economia. PSDB pede desoneração de impostos e redução de aliquota para aprovar CPMF.
Governo pode diminuir CPMF gradualmente, mas não vai votar reforma tributária agora.
Publicado em
(Brasília-DF, 17/10/2007) O vice-presidente da República, José Alencar, saiu da reunião com líderes do Senado afirmando que, pessoalmente, é contra prorrogação da CPMF mas reconhece importância para economia do Brasil. “Todas a s pessoas são contra a CPMF, mas pela responsabilidade fiscal do país precisamos prorroga-la”, afirmou. Alencar afirmou que o encontro de hoje foi uma tentativa de abrir a negociação com oposição. “Não viemos aqui impor, viemos dialogar”, declarou.
O líder do DEM no Senado, José Agripino, entretanto, não mostrou nenhuma disposição para negociar, alegando que o partido tem posição firme de não aprovar prorrogação sob nenhum termo. “A questão vai se decidir no voto, a partir da força dos argumentos. Se eles acham que é irresponsabilidade acabar a CPMF, achamos que é irresponsabilidade ter uma carga tributária tão pesada”, afirmou. Agripino acredita que a força do argumento de seu partido será capaz de derrotar o governo em plenário.
Já o PSDB se mostrou mais propício a fazer algum acordo, se o governo atender algumas exigências. “O partido está aberto, mas queremos a diminuição da alíquota e e a redução de despesas”, declarou Arthur Virgílio (PSDB-AM). O líderes governistas estão analisando alguma forma de atender as demandas dos tucanos. Três propostas foram colocadas como viáveis: a isenção da CPMF para quem tiver renda abaixo de R$ 1.200,00 e uma conta bancária; a desoneração para investimentos; e a diminuição da alíquota ao longo do tempo. O ministro Mares Guia admitiu fazer um acordo nesse sentido. “Se o governo quer aprovar a prorrogação do jeito que está nós vamos votar contra”, pontuou Virgílio, deixando clara a posição do partido.
Outro ponto debatido durante reunião foi referente a reforma tributária. O PSDB quer que a proposta que já tramita na Câmara seja aprovada imediatamente, como moeda de troca para CPMF. O governo, entretanto, disse que não vai se precipitar.“Temos que fazer cada coisa ao seu tempo”, disse José de Alencar. “Estamos trabalhando para fazer a reforma tributária. Mas não será vinculada a prorrogação da CPMF”, disse o ministro Mares Guia. O senador Aloizio Mercadante disse que encontro serviu para mostrar importância de colocar reforma tributária na pauta do Congresso com urgência. O senador Agripino afirmou que não vai “cair no conto do governo” e não acredita que reforma vá sair.
Mesmo com as divergências, todos os presentes no encontro ressaltaram o clima tranqüilo da reunião. Os líderes da oposição destacaram a importância da saída de Renan Calheiros (PMDB-AL)da presidência. “O diálogo foi aberto novamente. Nós do PSDB não pedimos Furnas, só exigimos respeito”, disse Virgílio. “A saída de Renan oxigenou o debate. Essa reunião, por exemplo, foi feito por iniciativa do Tião Viana”, declarou Agripino elogiando o petista que está interinamente na presidência do Senado.
(por Liana Gesteira- e-mail: [email protected])
O líder do DEM no Senado, José Agripino, entretanto, não mostrou nenhuma disposição para negociar, alegando que o partido tem posição firme de não aprovar prorrogação sob nenhum termo. “A questão vai se decidir no voto, a partir da força dos argumentos. Se eles acham que é irresponsabilidade acabar a CPMF, achamos que é irresponsabilidade ter uma carga tributária tão pesada”, afirmou. Agripino acredita que a força do argumento de seu partido será capaz de derrotar o governo em plenário.
Já o PSDB se mostrou mais propício a fazer algum acordo, se o governo atender algumas exigências. “O partido está aberto, mas queremos a diminuição da alíquota e e a redução de despesas”, declarou Arthur Virgílio (PSDB-AM). O líderes governistas estão analisando alguma forma de atender as demandas dos tucanos. Três propostas foram colocadas como viáveis: a isenção da CPMF para quem tiver renda abaixo de R$ 1.200,00 e uma conta bancária; a desoneração para investimentos; e a diminuição da alíquota ao longo do tempo. O ministro Mares Guia admitiu fazer um acordo nesse sentido. “Se o governo quer aprovar a prorrogação do jeito que está nós vamos votar contra”, pontuou Virgílio, deixando clara a posição do partido.
Outro ponto debatido durante reunião foi referente a reforma tributária. O PSDB quer que a proposta que já tramita na Câmara seja aprovada imediatamente, como moeda de troca para CPMF. O governo, entretanto, disse que não vai se precipitar.“Temos que fazer cada coisa ao seu tempo”, disse José de Alencar. “Estamos trabalhando para fazer a reforma tributária. Mas não será vinculada a prorrogação da CPMF”, disse o ministro Mares Guia. O senador Aloizio Mercadante disse que encontro serviu para mostrar importância de colocar reforma tributária na pauta do Congresso com urgência. O senador Agripino afirmou que não vai “cair no conto do governo” e não acredita que reforma vá sair.
Mesmo com as divergências, todos os presentes no encontro ressaltaram o clima tranqüilo da reunião. Os líderes da oposição destacaram a importância da saída de Renan Calheiros (PMDB-AL)da presidência. “O diálogo foi aberto novamente. Nós do PSDB não pedimos Furnas, só exigimos respeito”, disse Virgílio. “A saída de Renan oxigenou o debate. Essa reunião, por exemplo, foi feito por iniciativa do Tião Viana”, declarou Agripino elogiando o petista que está interinamente na presidência do Senado.
(por Liana Gesteira- e-mail: [email protected])