Nordeste e a Produção Agrícula Municipal. Produção de cana-de-açúcar cresce 8,1% entre 2005 e 2006
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 17/10/2007) A Política Real está atenta. A cultura da cana-de-ácucar surgiu no Nordeste e deveria ter se espandido no pró-álcool porém o números provam a posição periférica nesta cultura, hoje. Em 2006, o Brasil ampliou sua produção de cana-de-açúcar em 8,1%, em relação ao ano anterior, alcançando 457.245 516 t. Além do incremento da produção, a crescente demanda por álcool no mercado interno e externo influenciou no preço do produto, levando a um crescimento de R$ 3,8 bilhões (29%) no valor da produção, que atingiu quase R$ 17 bilhões em 2006. A área também vem crescendo nos últimos anos, ultrapassando os 6,0 milhões de hectares em 2006.
São Paulo (58,8% da safra nacional) teve um crescimento de 5,6% na produção, principalmente pela incorporação de mais 200.000 ha ao processo produtivo, o que corresponde a um crescimento de 6,5% em relação a 2005. Além disso, o estado possui a maior produtividade média (81.936 kg/ ha), bem acima da média nacional, que foi de 74 418 kg/ ha.
Entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior crescimento (26,9%) entre 2005 e 2006. O mercado favorável tem intensificado as atividades nas usinas existentes e o surgimento de novas, favorecendo a expansão da produção, tanto que Uberaba, com 36.000 ha, foi o 10º maior produtor de cana-de-açúcar em 2006, com um crescimento de 61,1% em relação ao ano anterior.
O município de Morro Agudo (SP) continua sendo o maior produtor nacional de cana, com 7,8 milhões de toneladas, o que representa 1,7% do total nacional. Dos 20 maiores municípios produtores, 16 estão em São Paulo. Alguns deles apresentam forte crescimento em relação a 2005, como Olímpia e Penápolis, que aumentaram o valor da produção em 40,0% e 68,5%, respectivamente.
Comparando os dados de área plantada de cana-de-açúcar e das outras culturas nos anos de 2004 e 2006, verifica-se que a parcela destinada às outras culturas diminuiu 1.349.333 ha, contra um aumento de 545.562 ha para a cana-de-açúcar. É importante ressaltar que nesse período a agricultura brasileira sofreu com os baixos preços da soja no mercado internacional e com as condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras do país, o que causou o endividamento de vários produtores. Esse cenário, de certa forma, facilitou a expansão da cana-de-açúcar, já que havia uma insatisfação dos agricultores com o mercado e a necessidade de pagamento das dívidas contraídas.
De 2004 a 2006, o maior avanço da cultura foi em São Paulo, que apresentou um crescimento de 332.877 ha para a cana, enquanto as áreas plantadas com as demais culturas diminuíram 174.036 ha. Possivelmente, parte dessa área perdida foi convertida em canaviais, principalmente aquela mais próxima às usinas. Uma outra parte do aumento da área de cana é proveniente de pastagens.
Em outros estados, esse processo também vem ocorrendo, por exemplo em Minas Gerais, principalmente na região do Triângulo Mineiro. Os canaviais mineiros cresceram 96.670 ha entre 2004 e 2006, enquanto as demais lavouras reduziram 175.971 ha.
( da redação com informações de assessoria)
São Paulo (58,8% da safra nacional) teve um crescimento de 5,6% na produção, principalmente pela incorporação de mais 200.000 ha ao processo produtivo, o que corresponde a um crescimento de 6,5% em relação a 2005. Além disso, o estado possui a maior produtividade média (81.936 kg/ ha), bem acima da média nacional, que foi de 74 418 kg/ ha.
Entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior crescimento (26,9%) entre 2005 e 2006. O mercado favorável tem intensificado as atividades nas usinas existentes e o surgimento de novas, favorecendo a expansão da produção, tanto que Uberaba, com 36.000 ha, foi o 10º maior produtor de cana-de-açúcar em 2006, com um crescimento de 61,1% em relação ao ano anterior.
O município de Morro Agudo (SP) continua sendo o maior produtor nacional de cana, com 7,8 milhões de toneladas, o que representa 1,7% do total nacional. Dos 20 maiores municípios produtores, 16 estão em São Paulo. Alguns deles apresentam forte crescimento em relação a 2005, como Olímpia e Penápolis, que aumentaram o valor da produção em 40,0% e 68,5%, respectivamente.
Comparando os dados de área plantada de cana-de-açúcar e das outras culturas nos anos de 2004 e 2006, verifica-se que a parcela destinada às outras culturas diminuiu 1.349.333 ha, contra um aumento de 545.562 ha para a cana-de-açúcar. É importante ressaltar que nesse período a agricultura brasileira sofreu com os baixos preços da soja no mercado internacional e com as condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras do país, o que causou o endividamento de vários produtores. Esse cenário, de certa forma, facilitou a expansão da cana-de-açúcar, já que havia uma insatisfação dos agricultores com o mercado e a necessidade de pagamento das dívidas contraídas.
De 2004 a 2006, o maior avanço da cultura foi em São Paulo, que apresentou um crescimento de 332.877 ha para a cana, enquanto as áreas plantadas com as demais culturas diminuíram 174.036 ha. Possivelmente, parte dessa área perdida foi convertida em canaviais, principalmente aquela mais próxima às usinas. Uma outra parte do aumento da área de cana é proveniente de pastagens.
Em outros estados, esse processo também vem ocorrendo, por exemplo em Minas Gerais, principalmente na região do Triângulo Mineiro. Os canaviais mineiros cresceram 96.670 ha entre 2004 e 2006, enquanto as demais lavouras reduziram 175.971 ha.
( da redação com informações de assessoria)