Nordeste e a Alimentação. Consumo de feijão e arroz cai 40% enquanto de refrigerante cresce 493%.
Bolsa Família estimulou classe baixa a comer mais feijão e arroz.
Publicado em
(Brasília-DF, 16/10/2007) Uma audiência pública realizada hoje na Câmara debateu a diminuição do consumo de arroz e feijão pela população brasileira. Enquanto esses produtos tiveram uma queda de 40 % em seu consumo, produtos como refrigerantes cresceram 493% e alimentos preparados tiveram um crescimento de mais de 200%. Segundo a coordenadora da Embrapa, Beatriz Pinheiro, os principais fatores dessa situação está relacionados com a entrada da mulher n mercado de trabalho, o aumento de refeições fora de casa e a ampliação de produtos Fast Food no País.
Apesar da mudança no comportamento nutricional brasileiro, o Nordeste é a região que mais consume feijão, com taxa de 17%, bem acima da média nacional que é de 12,5%. No caso do arroz o Centro-oeste é o maior consumidor, mas o Nordeste tem taxa equivalente a média nacional que é 30%. Outro dado importante apresentados pelos pesquisadores é que a classe social mais baixa é quem mais come arroz e feijão no país, e apesar do consumo geral ter decrescido, nesse segmento o consumo ampliou devido ao incremento da renda, decorrente principalmente do programa Bolsa Família.
A classe mais alta é o setor que mais tem apresentado uma queda no consumo do arroz e feijão e os maiores índices de obesidade. O professor Nelson Nader apresentou dados preocupantes sobre a alimentação das crianças e jovens brasileiros e diz que índice de obesidade nessas faixas etárias é proporcional ao nível de renda. “Nos últimos 50 anos o ser humano tem ganho peso e ficado mais em estado sedentário”, revelou Nader, preocupado não apenas com o processo rápido nessa mudança alimentar, mas também com a falta de exercícios físicos. O estudioso alega que para promover uma reversão no quadro será preciso trabalhar culturalmente os hábitos da população.
A nutricionista Angélica Magalhães contou que em Florianópolis foi aprovada uma Lei que proíbe o consumo de balas, refrigerantes e outros produtos com conservantes nas escolas e feito um trabalho de estímulo ao consumo de arroz e feijão. A Embrapa está promovendo um programa de inserção desses produtos na merenda escolar do brasileiro. “Esse tipo de trabalho pode reverter a queda do consumo do arroz e feijão e ainda amenizar os problemas de saúde derivados da vida moderna”, declarou Beatriz Pinheiro.
(por Liana Gesteira- e-mail: [email protected])
Apesar da mudança no comportamento nutricional brasileiro, o Nordeste é a região que mais consume feijão, com taxa de 17%, bem acima da média nacional que é de 12,5%. No caso do arroz o Centro-oeste é o maior consumidor, mas o Nordeste tem taxa equivalente a média nacional que é 30%. Outro dado importante apresentados pelos pesquisadores é que a classe social mais baixa é quem mais come arroz e feijão no país, e apesar do consumo geral ter decrescido, nesse segmento o consumo ampliou devido ao incremento da renda, decorrente principalmente do programa Bolsa Família.
A classe mais alta é o setor que mais tem apresentado uma queda no consumo do arroz e feijão e os maiores índices de obesidade. O professor Nelson Nader apresentou dados preocupantes sobre a alimentação das crianças e jovens brasileiros e diz que índice de obesidade nessas faixas etárias é proporcional ao nível de renda. “Nos últimos 50 anos o ser humano tem ganho peso e ficado mais em estado sedentário”, revelou Nader, preocupado não apenas com o processo rápido nessa mudança alimentar, mas também com a falta de exercícios físicos. O estudioso alega que para promover uma reversão no quadro será preciso trabalhar culturalmente os hábitos da população.
A nutricionista Angélica Magalhães contou que em Florianópolis foi aprovada uma Lei que proíbe o consumo de balas, refrigerantes e outros produtos com conservantes nas escolas e feito um trabalho de estímulo ao consumo de arroz e feijão. A Embrapa está promovendo um programa de inserção desses produtos na merenda escolar do brasileiro. “Esse tipo de trabalho pode reverter a queda do consumo do arroz e feijão e ainda amenizar os problemas de saúde derivados da vida moderna”, declarou Beatriz Pinheiro.
(por Liana Gesteira- e-mail: [email protected])