31 de julho de 2025

Nordeste e a Operação Navalha. Conselho arquiva processo contra Paulo Magalhães (DEM-BA).

Chico Alencar (Psol-RJ) reclama que representantes da Gautama não foram ouvidos.

Publicado em
(Brasília-DF, 26/10/2007) O Conselho de Ética aprovou por unanimidade o arquivamento do processo contra o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA). O parlamentar foi acusado de receber propina em troca de favores para empresa Gautama. O requerimento de investigação por quebra de decoro foi feito pelo Psol a partir de informações divulgadas durante investigação da Operação Navalha. “Não há nada de concreto que possa embasar qualquer atitude de quebra de decoro”, declarou o relator Moreira Mendes (PPS-RO).

O deputado afirmou que, além do representado, ouviu os ministros do TCU Ubiratan Aguiar e Nader, os delgados da Polícia Federal responsáveis pela operação Gautama, o presidente da CPI da Gautama no DF, e a ministra Eliana Calmon. “Eu fui pessoalmente ouvir todas as pessoas citadas na representação”, alegou Moreira Mendes. “Com certeza as acusações não procedem, a não ser que haja algum fato novo”, complementou. Segundo o relator, a ministra Eliana Calmon alegou que até agora nenhuma prova incrimina Paulo Magalhães, mas revelou que algumas documentações sobre a Operação Navalha ainda estão sendo analisadas.

O líder do Psol, Chico Alencar (RJ), criticou o fato do relator não ter ouvido os relatos do dono da Gautama, Zuleido Veras; o ex-sócio da empresa Latife Abud; e Florêncio Brito Vieira, empregado da Gautama que seria responsável pelo pagamento de propina. “Essas oitivas aprofundariam as informações do processo”, disse Alencar. O deputado acredita que o fato da atenção da opinião pública estar voltada para o Senado tem aliviado na pressão dos processos que decorrem na Câmara. Moreira Mendes negou que tenha tomado qualquer atitude corporativista no caso, informando inclusive que conheceu Paulo Magalhães no dia de seu depoimento. “Não fui pressionado pelos deputados. Meu parecer foi baseado em fatos técnicos, apurados dentro do processo”, disse.

(por Liana Gesteira – e-mail: [email protected])