31 de julho de 2025

Piauí. Teresina ficou com 5,76%; IPCA das três maiores capitais do Nordeste foi inferior ao da Capital Piauiense.

Inflação tem menor crescimento nos últimos 12 meses.

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( Brasília-DF, 11/10/2007) A Política Real teve acesso. A inflação acumulada nos últimos 12 meses (outubro/06 a setembro/07), na cidade de Teresina, apresentou o percentual de 5,76%, menor índice acumulado em 12 meses desde dezembro de 1979, quando registrou alta de 76,82%. O IPCA do IBGE e os números de cesta básica do Dieese não avaliam nem Teresina e nem o Piauí.

A Política Real informou os números do IPCA nesta semana. Em agosto, a cidade de Recife estava com 0,63%, em setembro ficou com 0,55% e no acumulado no ano ficou com 3,68%. Em Fortaleza, em agosto, foi 0.92%, em setembro ficou com 0,49% e no ano ficou com 2.98%. Já Salvador, em agosto ficou com 0,6% enquanto em setembro ficou com 0,03%. No ano a cidade ficou com 4,22% - o segundo maior acumulado de inflação.


Data essa que marca o cálculo do primeiro índice acumulado da série histórica da inflação em Teresina, conforme o Índice de Preços ao Consumidor - IPC (Custo de Vida), calculado e divulgado mensalmente pela Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Estado do Piauí (Cepro).

De acordo com o gerente de Estatística e Informação da Fundação Cepro, Elias Barbosa, a expectativa é de que a inflação no ano de 2007 siga essa mesma linha. Isso porque, apesar de a inflação no mês de setembro ter alcançado índice de 0,56%, a média dos primeiros nove meses deste ano foi de 0,49%, índice inflacionário abaixo daquele percentual, originando uma inflação acumulada até o momento de apenas 4,51%. “Apesar dos valores modestos em relação à inflação acumulada até o presente, não é possível a celebração de festas quanto ao último trimestre do ano, vez que os preços certamente serão afetados pelo boom do 13º salário, quando um volume maior de dinheiro passa a circular no mercado”, comentou.


IMPACTO - Considerando a composição do aumento médio de 0,56%, foi verificado que os impactos estiveram ligados diretamente aos grupos Alimentação e Serviços Pessoais, que cresceram 1,44% e 0,44%, respectivamente.

No caso específico do grupo Alimentação, o crescimento esteve ligado mais diretamente aos aumentos verificados nos seguintes produtos: abacate, 18,53%; leite pasteurizado, 7,45%; carne bovina, 5,71%; leite em pó, 5,41%; abacaxi, 5,31%; beterraba, 4,57%; frango, 4,45%; melancia, 4,17%; carne suína, 3,95%; carne caprina/ovina, 2,44%; chocolate em pó, 2,19%; e feijão, 2,11%; enquanto no grupo Serviços Pessoais as majorações mais expressivas ocorreram em: isqueiro descartável, 2,62%; revista, 2,11%; cerveja, 1,75%; fósforo, 0,96%; caderno, 0,57%; e aguardente de cana, 0,45%.

É importante mencionar, ainda, o grupo Transportes que em setembro/07 teve seu índice deflacionado (-0,30%), em função principalmente da queda de preços dos combustíveis: gasolina (-1,67%, 1); álcool (-1,20%, 1); e óleo diesel (-0,21%).

CESTA - A cesta de produtos básicos, considerada o principal elemento de avaliação do poder de compra do salário mínimo, custou ao teresinense, no mês de setembro de 2007, a importância de R$ 142,31.

É importante destacar que os produtos constantes da cesta básica estabelecida pelo Decreto-Lei nº 399, de 30/04/1938, para serem adquiridos pelo trabalhador que vive exclusivamente do salário mínimo, comprometeram no mês de setembro de 2007 o percentual de 37,45% de seu valor absoluto.

Em relação ao mês de setembro/07, houve um aumento de 0,78%, responsabilizado pela majoração de preço do leite pasteurizado, 7,45%; carne bovina, 5,71%; óleo vegetal, 2,23%; feijão, 2,11%; e café em pó, 0,60%.



( da redação com informações de assessoria)