Maranhão. Deputado pede reforma universitária e diz que Fundeb é só um passo.
Ele destaca que o PAC tem se se ater a realidade educacional e que o Nordeste só vai mudar com educação.
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( Brasília-DF, 06/09/2007) A Política Real está atenta.
O deputado Waldir Maranhão(PP-MA), um dos parlamentares maranhenses mais falantes, ele que cumpre sua primeira legislaura, tem se destacado por defender as univesidades estaduais. Hoje, ele foi à tribuna do Plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal voltar a se posicionar em favor da educação. O Parlamentar destacou que a pobreza nordestina só será vencida com educação mas que o fundeb não é tudo e que a reforma universitária é fundamental.
Veja a íntegra da falação do parlamentar:
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, orgulho-me de ter sido eleito pelo PSB e, mais ainda, por ser hoje membro da família desse partido.
Sr. Presidente, venho mais uma vez a esta tribuna refletir sobre a realidade do Nordeste. As últimas pesquisas divulgadas pelo IBGE revelaram que a nossa região nordestina está cada vez mais empobrecida, enquanto os ricos deste País estão 11,8 vezes mais ricos.
Sr. Presidente, várias vezes vim a esta tribuna reclamar da Universidade Estadual do Maranhão, que passou mais de 100 das em greve, e, ao retornar a suas atividades, superou suas dificuldades.
No dia 23 do mês passado, encontrou a possibilidade de apresentar, lá em Vargem Grande, a realização de um trabalho de extensão que julgo da maior importância, para mostrar ao conjunto da nossa sociedade quanto uma universidade é necessária, é estratégica e promove o desenvolvimento, através da educação e da renda de todos nós, conscientes do que deva ser o conhecimento libertador.
Quando eu falo de universidade, Sr. Presidente, eu venho mais uma vez tratar do PAC, que está em curso. Entretanto, o PAC só haverá de ter equilíbrio quando nós colocarmos a questão educacional do País como o eixo norteador das nossas perspectivas.
De forma retórica, eu dirijo um apelo mais uma vez à Mesa Diretora dos trabalhos, aos nossos Líderes em particular. É preciso pautarmos a Reforma Universitária do ensino brasileiro.
Não adianta criar simplesmente o FUNDEB. A (ininteligível) precisa de uma outra formatação. Não adianta criar o programa de desenvolvimento educacional, se nós não inserirmos, Deputado Nazareno Fonteles, meu caro amigo do Piauí, na pauta do dia, a Reforma Universitária de forma sistêmica.
Acredito, pela sensibilidade de nós Parlamentares, que a Nação brasileira e a juventude deste Estado brasileiro, com toda a certeza, precisam de um simbolismo, de forma determinada, para que nós possamos olhar para o futuro e dizer que a educação é um caminho sim, se nós dermos demonstrações inequívocas da nossa determinação, de tal forma que as nossas desigualdades sociais podem e devem ter um outro destino, se nós na base encontrarmos aquilo que foi a inspiração ontem, dada como testemunho, do Parlamentar e ex-Ministro da Saúde Alceni Guerra.
Realmente, comoveu a todos nós, deste Parlamento, a experiência de Pato Branco, cujo olhar é para a sua universidade, que funciona em tempo integral e que abriga, hoje, mais de 1.000 doutores e mestres, dando exemplo para o País.
Sr. Presidente, só será possível recuperar o Nordeste brasileiro, igualar as nossas desigualdades, quando socializarmos as possibilidades. Essa socialização dar-se-á através dos únicos instrumentos libertadores do conjunto da sociedade: a educação e o conhecimento. Não o conhecimento informal, mas o conhecimento sistematizado em bases científicas, com o qual este Parlamento pode, à luz da educação e da cidadania, contribuir.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
(PRONUNCIAMENTOS ENCAMINHADOS PELO GABINETE)
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente; Sras. e Srs. Deputados; Srs. Líderes de Partidos, a extensão universitária, entendida como processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade, constitui-se um importante elo e assume um papel preponderante na prestação de serviços à comunidade.
Concretamente isto pôde ser observado no mutirão da cidadania, realizado pelo Governo do Estado do Maranhão, no Município de Vargem Grande, nos dias 24 e 25 de agosto e que integrou sete municípios da região.
Dentre tantos serviços prestados à comunidade e viabilizados pelas mais diferentes Secretarias Estaduais, tivemos a participação da Universidade Estadual do Maranhão que contribuiu de forma significativa na oferta de cursos nas áreas de Agronomia e Veterinária para trabalhadores rurais, Educação, Administração e Saúde através de tipagem sangüínea, vacinação canina e palestra sobre verminoses.
Ações que contaram com a participação de professores e alunos dos centros de ciências agrárias, sociais aplicadas e o de Educação, Ciências Exatas e Naturais, Campus São Luís, além do apoio do centro de Estudos Superiores de Itapecuru-Mirim.
É a Universidade cumprindo com o seu papel institucional de manter o diálogo permanente com os setores produtivos, Educacionais, dentre outros, que integram o conjunto da sociedade, com vistas ao melhoramento do desempenho da economia local e dos indicadores de Saúde e de Educação do nosso estado.
Obrigado.
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente; Sras. e Srs. Deputados; Srs. Líderes de Partidos, na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a região mais desigual do país, na comparação entre gastos de ricos e pobres, é o Nordeste. Segundo dados Pesquisa de Orçamentos Familiares, 2002-2003, os mais ricos gastam 11,8 vezes mais que os mais pobres no Nordeste.
Na outra ponta, as menos desiguais foram as regiões Norte e Sul, com distâncias médias praticamente iguais. Lamentavelmente, entre os mais pobres, o Maranhão possuía a menor despesa per capita de R$ 116.
Os dados apresentados pelo IBGE demonstram, mais uma vez, a necessidade de uma atenção muito maior para a região. Programas sociais e de geração de emprego e renda precisam ser reforçados e implementados, para que a desigualdade secular existente possa no mínimo ser reduzida.
A pesquisa traça um perfil das despesas e rendimento de acordo com a característica da pessoa de referência, tais como a inserção no mercado de trabalho, escolaridade, idade, o sexo, a cor ou raça e a religião, entre outras. Volto a insistir para que as instituições de fomento, como o Banco do Nordeste, o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil destinam mais recursos para que projetos de desenvolvimento possam ser financiados. É necessário que o governo federal possa atacar, de vez, o grave problema da falta de água.
Hoje, milhares de pessoas em centenas de municípios nordestinos estão em estado de emergência. Esse flagelo histórico tem contribuído, certamente, para a desigualdade regional. No Maranhão, o governo passado lançou um plano de desenvolvimento, mas tudo ficou no papel. O Estado, como disse o então governador José Reinaldo Tavares, tem potencialidades naturais, físicas e humanas para promover a inserção social.
O que se faz necessário é a inclusão do governo para a concretização deste objetivo. O IBGE diz que a crescente necessidade de conhecimentos do perfil socioeconômico da população brasileira é uma das principais justificativas para a retomada deste estudo, que passou a incluir, por necessidade de informações detalhadas sobre as condições de vida a partir do consumo - especialmente das famílias de menor rendimento - as áreas rurais.
Para finalidade, creio que seja importante e prioritário executar ações direcionadas para o crescimento do turismo, da construção civil, do segmento mínero-metalúrgico, e ao agronegócio. É preciso, portanto, reduzir essa desigualdade para que brasileiros que vivem na extrema pobreza possam ter um mínimo de perspectiva de vida.
Muito obrigado.
( da redação com informações da taquigrafia da Câmara Federal)
O deputado Waldir Maranhão(PP-MA), um dos parlamentares maranhenses mais falantes, ele que cumpre sua primeira legislaura, tem se destacado por defender as univesidades estaduais. Hoje, ele foi à tribuna do Plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal voltar a se posicionar em favor da educação. O Parlamentar destacou que a pobreza nordestina só será vencida com educação mas que o fundeb não é tudo e que a reforma universitária é fundamental.
Veja a íntegra da falação do parlamentar:
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, orgulho-me de ter sido eleito pelo PSB e, mais ainda, por ser hoje membro da família desse partido.
Sr. Presidente, venho mais uma vez a esta tribuna refletir sobre a realidade do Nordeste. As últimas pesquisas divulgadas pelo IBGE revelaram que a nossa região nordestina está cada vez mais empobrecida, enquanto os ricos deste País estão 11,8 vezes mais ricos.
Sr. Presidente, várias vezes vim a esta tribuna reclamar da Universidade Estadual do Maranhão, que passou mais de 100 das em greve, e, ao retornar a suas atividades, superou suas dificuldades.
No dia 23 do mês passado, encontrou a possibilidade de apresentar, lá em Vargem Grande, a realização de um trabalho de extensão que julgo da maior importância, para mostrar ao conjunto da nossa sociedade quanto uma universidade é necessária, é estratégica e promove o desenvolvimento, através da educação e da renda de todos nós, conscientes do que deva ser o conhecimento libertador.
Quando eu falo de universidade, Sr. Presidente, eu venho mais uma vez tratar do PAC, que está em curso. Entretanto, o PAC só haverá de ter equilíbrio quando nós colocarmos a questão educacional do País como o eixo norteador das nossas perspectivas.
De forma retórica, eu dirijo um apelo mais uma vez à Mesa Diretora dos trabalhos, aos nossos Líderes em particular. É preciso pautarmos a Reforma Universitária do ensino brasileiro.
Não adianta criar simplesmente o FUNDEB. A (ininteligível) precisa de uma outra formatação. Não adianta criar o programa de desenvolvimento educacional, se nós não inserirmos, Deputado Nazareno Fonteles, meu caro amigo do Piauí, na pauta do dia, a Reforma Universitária de forma sistêmica.
Acredito, pela sensibilidade de nós Parlamentares, que a Nação brasileira e a juventude deste Estado brasileiro, com toda a certeza, precisam de um simbolismo, de forma determinada, para que nós possamos olhar para o futuro e dizer que a educação é um caminho sim, se nós dermos demonstrações inequívocas da nossa determinação, de tal forma que as nossas desigualdades sociais podem e devem ter um outro destino, se nós na base encontrarmos aquilo que foi a inspiração ontem, dada como testemunho, do Parlamentar e ex-Ministro da Saúde Alceni Guerra.
Realmente, comoveu a todos nós, deste Parlamento, a experiência de Pato Branco, cujo olhar é para a sua universidade, que funciona em tempo integral e que abriga, hoje, mais de 1.000 doutores e mestres, dando exemplo para o País.
Sr. Presidente, só será possível recuperar o Nordeste brasileiro, igualar as nossas desigualdades, quando socializarmos as possibilidades. Essa socialização dar-se-á através dos únicos instrumentos libertadores do conjunto da sociedade: a educação e o conhecimento. Não o conhecimento informal, mas o conhecimento sistematizado em bases científicas, com o qual este Parlamento pode, à luz da educação e da cidadania, contribuir.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
(PRONUNCIAMENTOS ENCAMINHADOS PELO GABINETE)
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente; Sras. e Srs. Deputados; Srs. Líderes de Partidos, a extensão universitária, entendida como processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade, constitui-se um importante elo e assume um papel preponderante na prestação de serviços à comunidade.
Concretamente isto pôde ser observado no mutirão da cidadania, realizado pelo Governo do Estado do Maranhão, no Município de Vargem Grande, nos dias 24 e 25 de agosto e que integrou sete municípios da região.
Dentre tantos serviços prestados à comunidade e viabilizados pelas mais diferentes Secretarias Estaduais, tivemos a participação da Universidade Estadual do Maranhão que contribuiu de forma significativa na oferta de cursos nas áreas de Agronomia e Veterinária para trabalhadores rurais, Educação, Administração e Saúde através de tipagem sangüínea, vacinação canina e palestra sobre verminoses.
Ações que contaram com a participação de professores e alunos dos centros de ciências agrárias, sociais aplicadas e o de Educação, Ciências Exatas e Naturais, Campus São Luís, além do apoio do centro de Estudos Superiores de Itapecuru-Mirim.
É a Universidade cumprindo com o seu papel institucional de manter o diálogo permanente com os setores produtivos, Educacionais, dentre outros, que integram o conjunto da sociedade, com vistas ao melhoramento do desempenho da economia local e dos indicadores de Saúde e de Educação do nosso estado.
Obrigado.
O SR. WALDIR MARANHÃO (PP-MA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente; Sras. e Srs. Deputados; Srs. Líderes de Partidos, na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a região mais desigual do país, na comparação entre gastos de ricos e pobres, é o Nordeste. Segundo dados Pesquisa de Orçamentos Familiares, 2002-2003, os mais ricos gastam 11,8 vezes mais que os mais pobres no Nordeste.
Na outra ponta, as menos desiguais foram as regiões Norte e Sul, com distâncias médias praticamente iguais. Lamentavelmente, entre os mais pobres, o Maranhão possuía a menor despesa per capita de R$ 116.
Os dados apresentados pelo IBGE demonstram, mais uma vez, a necessidade de uma atenção muito maior para a região. Programas sociais e de geração de emprego e renda precisam ser reforçados e implementados, para que a desigualdade secular existente possa no mínimo ser reduzida.
A pesquisa traça um perfil das despesas e rendimento de acordo com a característica da pessoa de referência, tais como a inserção no mercado de trabalho, escolaridade, idade, o sexo, a cor ou raça e a religião, entre outras. Volto a insistir para que as instituições de fomento, como o Banco do Nordeste, o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil destinam mais recursos para que projetos de desenvolvimento possam ser financiados. É necessário que o governo federal possa atacar, de vez, o grave problema da falta de água.
Hoje, milhares de pessoas em centenas de municípios nordestinos estão em estado de emergência. Esse flagelo histórico tem contribuído, certamente, para a desigualdade regional. No Maranhão, o governo passado lançou um plano de desenvolvimento, mas tudo ficou no papel. O Estado, como disse o então governador José Reinaldo Tavares, tem potencialidades naturais, físicas e humanas para promover a inserção social.
O que se faz necessário é a inclusão do governo para a concretização deste objetivo. O IBGE diz que a crescente necessidade de conhecimentos do perfil socioeconômico da população brasileira é uma das principais justificativas para a retomada deste estudo, que passou a incluir, por necessidade de informações detalhadas sobre as condições de vida a partir do consumo - especialmente das famílias de menor rendimento - as áreas rurais.
Para finalidade, creio que seja importante e prioritário executar ações direcionadas para o crescimento do turismo, da construção civil, do segmento mínero-metalúrgico, e ao agronegócio. É preciso, portanto, reduzir essa desigualdade para que brasileiros que vivem na extrema pobreza possam ter um mínimo de perspectiva de vida.
Muito obrigado.
( da redação com informações da taquigrafia da Câmara Federal)