31 de julho de 2025

Nordeste e Emprego. Folha de pagamento real: O avanço do Nordeste no semestre foi acima da média nacional.

A média do avanço foi de 4,6 % enquanto no Nordeste foi de 7,1% no semestre.

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( Brasília-DF,13/08/2007) A Política Real teve acesso. Em junho, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente variou 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior, após queda de 0,7% em maio. O índice de média móvel trimestral também mostrou taxa positiva (0,3%) na passagem dos trimestres encerrados em maio e junho, após recuar 1,1% em maio.

Na comparação com iguais períodos do ano anterior, os resultados também foram positivos: 4,6% em relação a junho de 2006, 4,9% no segundo trimestre e 4,6% no acumulado no ano. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, mostrou ligeiro ganho entre maio (3,0%) e junho (3,2%), e segue em trajetória ascendente desde dezembro de 2006.

No indicador mensal, a folha de pagamento real apresentou acréscimo de 4,6%, com taxas positivas em todos os locais pesquisados. A principal contribuição veio de São Paulo (3,3%), por conta, principalmente, de produtos químicos (19,2%), meios de transporte (5,4%) e metalurgia básica (12,3%). Vale citar, ainda, Rio de Janeiro (10,2%), em função dos ganhos salariais na indústria extrativa (43,7%) e na metalurgia básica (18,4%, 1); região Norte e Centro-Oeste (8,4%), decorrente de alimentos e bebidas (18,5%) e meios de transporte (31,5%, 1); e Rio Grande do Sul (6,0%), em função de produtos de metal (45,5%) e alimentos e bebidas (12,6%). Em termos setoriais, houve aumento real na folha de pagamento em doze dos dezoito ramos investigados. As maiores influências positivas vieram de produtos químicos (14,5%), alimentos e bebidas (6,2%), indústria extrativa (19,0%) e meios de transporte (4,9%). Em sentido contrário, as maiores pressões negativas vieram de papel e gráfica (-5,2%), borracha e plástico (-3,7%) e madeira (-8,9%).

Na análise trimestral, o valor da folha de pagamento real, em relação a igual trimestre de 2006, apresentou ligeiro aumento no ritmo de crescimento na passagem do primeiro (4,4%) para o segundo trimestre (4,9%), com todos os locais registrando taxas positivas. Esse movimento de relativa aceleração está presente em sete dos quatorze locais, com destaque para o Rio Grande do Sul, que passou de 4,1% para 6,7% e Rio de Janeiro (de 5,5% para 7,6%). Oito dos dezoito segmentos aumentaram seus índices de crescimento no segundo trimestre em relação aos do primeiro, sendo os mais relevantes, meios de transporte (de 1,3% para 5,2%), produtos químicos (de 7,7% para 11,6%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de 0,3% para 3,9%).

No indicador acumulado no primeiro semestre (4,6%), todos os locais aumentaram o valor da folha de pagamento real. As maiores contribuições positivas vieram de São Paulo (3,2%), por conta de produtos químicos (9,8%) e alimentos e bebidas (4,2%, 1); de Minas Gerais (5,9%), em virtude da indústria extrativa (15,8%) e metalurgia básica (5,5%, 1); e região Nordeste (7,1%), em função de alimentos e bebidas (8,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (28,0%). Na análise setorial, houve ampliação na massa salarial em treze das dezoito atividades. Os maiores impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (7,9%), produtos químicos (9,6%) e indústria extrativa (16,2%), enquanto as principais retrações foram observadas em papel e gráfica (-3,7%), madeira (-6,7%) e calçados e artigos de couro (-3,0%).

( da redação com informações de assessoria)