Rio Grande do Norte. Acidente ecológico no Potengi teria sido indentificado.
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-Df, 10/08/2007) A Política Real teve acesso. O Governo do Estado do Rio Grande do Norte. concluiu o laudo preliminar técnico que identifica a causa do acidente ecológico no rio Potengi. De acordo com os técnicos do Idema, que avaliaram análises de água, peixes, crustáceos e de fiscalizações, há fortes indícios de que a mortandade de peixes ocorreu devido ao lançamento de material orgânico proveniente das atividades de carcinicultura desenvolvidas pela empresa Veríssimo e Filhos Ltda.
A presença de alguns elementos identificados nas amostras e o trabalho investigativo feito pelos técnicos identificou que a realização de uma despesca de camarão durante o período aproximado de 19h foi a responsável pelo lançamento de uma grande quantidade.
A despesca ocorreu em um viveiro de aproximadamente 28 hectares, o que representou um volume aproximado de 210.000 metros cúbicos de efluentes, produzindo uma carga estimada de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) variando em torno de 291,79 kg por hora a 664,26 kg por hora, o que equivale a uma carga total de matéria orgânica lançada no rio, em termos de DBO, variando de 5.544 kg a 12.621 kg (cálculos realizados com base no artigo técnico: Impactos Ambientais do Lançamento de Efluentes da Carcinicultura em Águas Interiores da Revista de Engenharia Sanitária e Ambiental).
De acordo com o laudo, a quantidade de matéria orgânica jogada no rio com essa despesca pode gerar uma grande demanda de oxigênio no corpo d’água e, conseqüentemente, ocasionar o consumo de oxigênio dissolvido devido a respiração das bactérias aeróbias na degradação dessa matéria orgânica e, assim, provocar a mortandade dos peixes e outros organismos aquáticos. O laudo é assinado por Sérgio Luiz Macedo (Engenheiro Civil – Mestre em Engenharia Sanitária), Patrícia Mendonça Pimentel (Química – Doutora em Engenharia dos Materiais), Regina Macedo Xavier Bueno (Bióloga – Mestre em Boecologia Aquática), Carlos Henrique Catunda Pinto (Engenheiro Químico – Doutor em Engenharia Química) e Itan Cunha de Medeiros (Engenheiro Agrônomo – Especialista em Gestão Ambiental).
O trabalho desenvolvido pelos técnicos envolveu a fiscalização em campo, inclusive percorrendo os cerca de 20 viveiros de camarão da região atingida, além das análises dos resultados laboratoriais e das pesquisas bibliográficas. Os técnicos, no laudo entregue ao Idema, enfatizam a importância do aprofundamento das investigações de campo e dos resultados das análises em andamento, para emissão do laudo conclusivo. Essas análises, segundo o próprio laboratório do Cefet, não foram prejudicadas pela coleta errada de uma amostra realizada no segundo dia.
Com base no laudo preliminar, o Idema vai abrir processo administrativo e poderá enquadrar o responsável por infração ambiental, de acordo com a legislação em vigor. Além disso, o órgão estará ampliando a fiscalização em todos os viveiros no Rio Grande do Norte e exigirá um cronograma de despesca, evitando que o problema se repita em outras áreas. Nos rios Potengi e Jundiaí, um convênio com o Cefet e a UFRN vai garantir o monitoramento diário em toda região do estuário, com o objetivo de evitar a repetição do problema.
( da redação com informações de assessoria)
A presença de alguns elementos identificados nas amostras e o trabalho investigativo feito pelos técnicos identificou que a realização de uma despesca de camarão durante o período aproximado de 19h foi a responsável pelo lançamento de uma grande quantidade.
A despesca ocorreu em um viveiro de aproximadamente 28 hectares, o que representou um volume aproximado de 210.000 metros cúbicos de efluentes, produzindo uma carga estimada de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) variando em torno de 291,79 kg por hora a 664,26 kg por hora, o que equivale a uma carga total de matéria orgânica lançada no rio, em termos de DBO, variando de 5.544 kg a 12.621 kg (cálculos realizados com base no artigo técnico: Impactos Ambientais do Lançamento de Efluentes da Carcinicultura em Águas Interiores da Revista de Engenharia Sanitária e Ambiental).
De acordo com o laudo, a quantidade de matéria orgânica jogada no rio com essa despesca pode gerar uma grande demanda de oxigênio no corpo d’água e, conseqüentemente, ocasionar o consumo de oxigênio dissolvido devido a respiração das bactérias aeróbias na degradação dessa matéria orgânica e, assim, provocar a mortandade dos peixes e outros organismos aquáticos. O laudo é assinado por Sérgio Luiz Macedo (Engenheiro Civil – Mestre em Engenharia Sanitária), Patrícia Mendonça Pimentel (Química – Doutora em Engenharia dos Materiais), Regina Macedo Xavier Bueno (Bióloga – Mestre em Boecologia Aquática), Carlos Henrique Catunda Pinto (Engenheiro Químico – Doutor em Engenharia Química) e Itan Cunha de Medeiros (Engenheiro Agrônomo – Especialista em Gestão Ambiental).
O trabalho desenvolvido pelos técnicos envolveu a fiscalização em campo, inclusive percorrendo os cerca de 20 viveiros de camarão da região atingida, além das análises dos resultados laboratoriais e das pesquisas bibliográficas. Os técnicos, no laudo entregue ao Idema, enfatizam a importância do aprofundamento das investigações de campo e dos resultados das análises em andamento, para emissão do laudo conclusivo. Essas análises, segundo o próprio laboratório do Cefet, não foram prejudicadas pela coleta errada de uma amostra realizada no segundo dia.
Com base no laudo preliminar, o Idema vai abrir processo administrativo e poderá enquadrar o responsável por infração ambiental, de acordo com a legislação em vigor. Além disso, o órgão estará ampliando a fiscalização em todos os viveiros no Rio Grande do Norte e exigirá um cronograma de despesca, evitando que o problema se repita em outras áreas. Nos rios Potengi e Jundiaí, um convênio com o Cefet e a UFRN vai garantir o monitoramento diário em toda região do estuário, com o objetivo de evitar a repetição do problema.
( da redação com informações de assessoria)