Pernambuco. Inocêncio Oliveira(PR) fala sobre tecnologia e melhoramento genético da cana-de-açucar no Estado.
Setor agora só tem destaque em Alagoas.
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( Brasília-DF, 09/08/2007) A Política Real está atenta. Hoje, o deputado Inocêncio Oliveira(PR-PE) que foi o gestor do Conselho de Altos Estudos da Câmara Federal na última legislatura e se descobriu antenado para as novas tecnologias apesar da fama de sertanejo, foi hoje a tribuna do plenário Ulysses Guimarães tratar do avanço na área de cana de açúcar.
Ele disse que foi ao CETENE e conheceu a Biofábrica de Cana de Açúcar Miguel Arraes. Empolgado disse que a iniciativa é fundamental para dar um melhoramente genético a cana de açúcar de Pernambuco que já colaborou com intenso destaque na economia local. Hoje, o setor avança em Alagoas e já não é mais destaque no Nordeste.
Veja a íntegra da falação feita hoje no início da manhã em breves comunicações parlamentares:
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em visita ao Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para formatar, junto com técnicos, a planta industrial da fábrica de biodiesel a ser implantada em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco, minha terra natal, tive a grata surpresa e satisfação de conhecer a Biofábrica de Cana-de-Açúcar Governador Miguel Arraes, empreendimento pioneiro no Nordeste e no Brasil.
Trata-se da maior biofábrica da América Latina, com capacidade para produzir 1,5 milhão de mudas de cana-semente geneticamente melhoradas pela técnica semelhante à clonagem.
Dos engenhos coloniais à era da biogenética, Pernambuco navega na vanguarda tecnológica. O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste é orgulho de Pernambuco e do Brasil.
A biofábrica foi concebida para melhorar a qualidade genética, fitossanitária e a produtividade da cana-de-açúcar produzida na Zona da Mata de Pernambuco e de todo o Nordeste. A longo prazo, o objetivo écriar um tipo de banco de genes onde possam ser encontradas as melhores espécies genéticas de cana da região, conforme explicou a este Parlamentar o diretor do CETENE, pesquisador Fernando Jucá. Com visão de futuro, preconiza que a biofábrica funcione também como uma ferramenta de apoio aos recursos genéticos do Nordeste e possa contribuir para a preservação e micropropagação de espécies vegetais com risco de extinção.
Para conhecimento da sociedade, dos meios de comunicação e pesquisadores de outras instituições, transmito informações que me foram apresentadas pelo diretor do CETENE, Prof. Fernando Jucá, e a coordenadora da Biofábrica Governador Miguel Arraes, doutora Andréa Baltar Barros.
A estrutura da biofábrica é formada por um laboratório em Recife, na sede do CETENE, localizado no campus da Cidade Universitária.
As variedades de cana cultivadas pelos produtores pernambucanos, sobretudo os pequenos e médios, apresentam, na maior parte, baixo teor de sacarose. As exceções ficam por conta de empresas mais fortes economicamente, que dispõem de tecnologias avançadas. Com melhor tecnologia e produção em larga escala, será permitido o acesso das mudas geneticamente melhoradas a um número cada vez maior de produtores, com redução de custos e aumento da produtividade.
A cana-semente produzida pela biofábrica possui características genéticas que a tornam imune a diversas pragas. A cana sadia aumenta em até 30% o potencial produtivo da cultura, mediante o uso adequado de técnicas e de insumos.
As variedades de cana processadas pela biofábrica foram desenvolvidas em 2005 pela Estação Experimental de Carpina, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, com apoio do programa de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro do Ministério da Ciência e Tecnologia, na gestão do então Ministro Eduardo Campos, hoje Governador de Pernambuco — com muito orgulho e grande desempenho — , tendo se iniciado com uma emenda individual da cota do então Deputado Federal Miguel Arraes, que também fez os primeiros contatos com o Instituto Nacional de Reforma Agrária de Cuba — INRA. Daí a homenagem de a biofábrica levar o seu nome.
A reprodução em laboratório teve início a partir de convênio firmado com o Instituto Nacional de Investigaciones de la Caña, com sede em Havana, Cuba — portanto, quero agradecer ao povo cubando mais essa contribuição que dá ao desenvolvimento brasileiro. A técnica de origem evoluiu para o atual sistema de clonagem e reprodução das variedades selecionadas.
Técnicos do CETENE também instalaram 6 estufas para fazer a climatização das plantas no Município de Catende, uma das quais na sede da atual Usina Catende Harmonia, que já chegou a ser a maior do Brasil, passou por um período falimentar e atualmente está sendo administrada em regime de co-gestão pelo Poder Judiciário e organizações de trabalhadores. O então Governador Miguel Arraes e os trabalhadores lutaram para evitar o fechamento da usina e manter o emprego direto de 2.800 trabalhadores como sustentáculo da economia no Município e na microrregião da Zona da Mata.
O melhoramento genético é a alternativa para revitalizar o setor sucroalcooleiro e sua participação na economia de Pernambuco. Estatísticas revelam que, na década de 1980, o parque agroindustrial canavieiro era o maior arrecadador de ICMS do Estado. O fechamento de usinas, a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool, crises generalizadas resultaram na depressão econômica do setor, com a redução substancial do ICMS e desemprego crônico na Zona da Mata.
A Biofábrica de Cana-de-Açúcar Miguel Arraes faz jus ao legado do seu patrono, homem público devotado à causa dos trabalhadores e fortalecimento da secular agroindústria canavieira.
Os técnicos e trabalhadores do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, representados pelo diretor Fernando Jucá, coordenadora Andréa Baltar Barros, demais pesquisadores e trabalhadores são merecedores de votos de louvor pelo meritório trabalho realizado na biofábrica, de elevado alcance científico, econômico e social.
Recebam, portanto, minhas congratulações e minha manifestação de apoio e admiração.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)
Ele disse que foi ao CETENE e conheceu a Biofábrica de Cana de Açúcar Miguel Arraes. Empolgado disse que a iniciativa é fundamental para dar um melhoramente genético a cana de açúcar de Pernambuco que já colaborou com intenso destaque na economia local. Hoje, o setor avança em Alagoas e já não é mais destaque no Nordeste.
Veja a íntegra da falação feita hoje no início da manhã em breves comunicações parlamentares:
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em visita ao Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para formatar, junto com técnicos, a planta industrial da fábrica de biodiesel a ser implantada em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco, minha terra natal, tive a grata surpresa e satisfação de conhecer a Biofábrica de Cana-de-Açúcar Governador Miguel Arraes, empreendimento pioneiro no Nordeste e no Brasil.
Trata-se da maior biofábrica da América Latina, com capacidade para produzir 1,5 milhão de mudas de cana-semente geneticamente melhoradas pela técnica semelhante à clonagem.
Dos engenhos coloniais à era da biogenética, Pernambuco navega na vanguarda tecnológica. O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste é orgulho de Pernambuco e do Brasil.
A biofábrica foi concebida para melhorar a qualidade genética, fitossanitária e a produtividade da cana-de-açúcar produzida na Zona da Mata de Pernambuco e de todo o Nordeste. A longo prazo, o objetivo écriar um tipo de banco de genes onde possam ser encontradas as melhores espécies genéticas de cana da região, conforme explicou a este Parlamentar o diretor do CETENE, pesquisador Fernando Jucá. Com visão de futuro, preconiza que a biofábrica funcione também como uma ferramenta de apoio aos recursos genéticos do Nordeste e possa contribuir para a preservação e micropropagação de espécies vegetais com risco de extinção.
Para conhecimento da sociedade, dos meios de comunicação e pesquisadores de outras instituições, transmito informações que me foram apresentadas pelo diretor do CETENE, Prof. Fernando Jucá, e a coordenadora da Biofábrica Governador Miguel Arraes, doutora Andréa Baltar Barros.
A estrutura da biofábrica é formada por um laboratório em Recife, na sede do CETENE, localizado no campus da Cidade Universitária.
As variedades de cana cultivadas pelos produtores pernambucanos, sobretudo os pequenos e médios, apresentam, na maior parte, baixo teor de sacarose. As exceções ficam por conta de empresas mais fortes economicamente, que dispõem de tecnologias avançadas. Com melhor tecnologia e produção em larga escala, será permitido o acesso das mudas geneticamente melhoradas a um número cada vez maior de produtores, com redução de custos e aumento da produtividade.
A cana-semente produzida pela biofábrica possui características genéticas que a tornam imune a diversas pragas. A cana sadia aumenta em até 30% o potencial produtivo da cultura, mediante o uso adequado de técnicas e de insumos.
As variedades de cana processadas pela biofábrica foram desenvolvidas em 2005 pela Estação Experimental de Carpina, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, com apoio do programa de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro do Ministério da Ciência e Tecnologia, na gestão do então Ministro Eduardo Campos, hoje Governador de Pernambuco — com muito orgulho e grande desempenho — , tendo se iniciado com uma emenda individual da cota do então Deputado Federal Miguel Arraes, que também fez os primeiros contatos com o Instituto Nacional de Reforma Agrária de Cuba — INRA. Daí a homenagem de a biofábrica levar o seu nome.
A reprodução em laboratório teve início a partir de convênio firmado com o Instituto Nacional de Investigaciones de la Caña, com sede em Havana, Cuba — portanto, quero agradecer ao povo cubando mais essa contribuição que dá ao desenvolvimento brasileiro. A técnica de origem evoluiu para o atual sistema de clonagem e reprodução das variedades selecionadas.
Técnicos do CETENE também instalaram 6 estufas para fazer a climatização das plantas no Município de Catende, uma das quais na sede da atual Usina Catende Harmonia, que já chegou a ser a maior do Brasil, passou por um período falimentar e atualmente está sendo administrada em regime de co-gestão pelo Poder Judiciário e organizações de trabalhadores. O então Governador Miguel Arraes e os trabalhadores lutaram para evitar o fechamento da usina e manter o emprego direto de 2.800 trabalhadores como sustentáculo da economia no Município e na microrregião da Zona da Mata.
O melhoramento genético é a alternativa para revitalizar o setor sucroalcooleiro e sua participação na economia de Pernambuco. Estatísticas revelam que, na década de 1980, o parque agroindustrial canavieiro era o maior arrecadador de ICMS do Estado. O fechamento de usinas, a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool, crises generalizadas resultaram na depressão econômica do setor, com a redução substancial do ICMS e desemprego crônico na Zona da Mata.
A Biofábrica de Cana-de-Açúcar Miguel Arraes faz jus ao legado do seu patrono, homem público devotado à causa dos trabalhadores e fortalecimento da secular agroindústria canavieira.
Os técnicos e trabalhadores do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, representados pelo diretor Fernando Jucá, coordenadora Andréa Baltar Barros, demais pesquisadores e trabalhadores são merecedores de votos de louvor pelo meritório trabalho realizado na biofábrica, de elevado alcance científico, econômico e social.
Recebam, portanto, minhas congratulações e minha manifestação de apoio e admiração.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)