31 de julho de 2025

Nordeste e Emprego. Pesquisa do Dieese confirma que desemprego diminui depois de quatro meses em alta.

Desemprego reduziu muito em Salvador e aumentou em Recife.

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( Brasília-DF, 27/06/2007) A Política Real teve acesso. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, PED, do Dieese, mostram que, em maio, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 3.140 mil pessoas, 98 mil a menos do que no mês anterior . Números do Dieese acabam confirmando os números da Cagede, do MTb, divulgados na semana passada.

A taxa de desemprego total diminuiu de 16,9%, em abril, para 16,4%, em maio, refletindo comportamento de suas componentes: a taxa de desemprego aberto passou de 11,4% par 11,2% e a de desemprego oculto, de 5,5% para 5,2%.

No mês em análise, a variação positiva do nível de ocupação (0,6%) sugere reversão de sua trajetória declinante observada no primeiro trimestre do ano, já anunciada pela relativa estabilidade no mês anterior. Em números absolutos foram gerados 88 mil novos postos de trabalho que, associados à saída de 10 mil pessoas da força de trabalho, resultou na diminuição do contingente de desempregados em 98 mil pessoas. Neste mês, o número de ocupados nas seis regiões foi estimado em 16.038 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 19.178 mil.

Na maioria das regiões pesquisadas, houve redução da taxa de desemprego total: 4,9% em São Paulo, 3,8% em Salvador, 3,2% no Distrito Federal e 2,2% em Belo Horizonte. Registrou-se aumento apenas nas regiões de Porto Alegre (3,7%) e Recife (1,9%).

Esse comportamento diferenciado da taxa de desemprego total refletiu o desempenho regionalmente heterogêneo do nível de ocupação, que cresceu em Salvador (2,3%), Distrito Federal (1,6%), São Paulo (0,6%) e Belo Horizonte (0,5%) e diminuiu em Recife (1,0%) e Porto Alegre (0,4%).

O acréscimo do número de pessoas ocupadas no conjunto das regiões pesquisadas (88 mil) foi determinado pelo bom desempenho dos setores Serviços (78 mil novas ocupações), Construção Civil (14 mil) e do agregado Outros setores (38 mil). Em contraste, a Indústria eliminou 42 mil ocupações e o Comércio manteve-se Estável.


Por posição ocupacional, registrou-se pequena variação positiva do nível de assalariamento nos setores privado e público (0,4%). No setor privado, o assalariamento sem carteira de trabalho assinada cresceu 1,8%, enquanto permaneceu inalterado o daqueles com registro em carteira. O número de autônomos pouco se alterou (-0,2%) e o de empregados domésticos e o agregado outras posições ocupacionais elevaram-se em 2,4%

Entre março e abril de 2007, o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados, no conjunto das regiões pesquisadas, cresceu 1,6%. Seus respectivos valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.057 e R$ 1.133.

O rendimento médio real dos ocupados aumentou em praticamente todas as regiões: 2,2% em Salvador (passando a valer R$ 782, 1); 2,1% em São Paulo (R$ 1.152, 1); 1,6% em Porto Alegre (R$ 992, 1); e 0,5% em Belo Horizonte e Recife (R$ 962 e R$ 651, respectivamente). Apenas no Distrito Federal permaneceu estável em R$ 1.451.

Em abril, as massas de rendimentos dos ocupado e de sua parcela assalariada, no conjunto das regiões pesquisadas, expandiram-se em 1,9% e 1,6%, respectivamente. Em ambos os casos isso deveu-se ao aumento do rendimento médio, uma vez que o nível ocupacional praticamente não se alterou.

( da redação com informações de assessoria)