31 de julho de 2025

Nordeste e o Senado. OAB diz que quer Renan licenciado e submetendo-se a Conselho de Ética.

A Politica Real teve acesso.

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( Brasília-DF,26/06/2007) A Política Real teve acesso. O presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, defendeu hoje ,26, que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) entre imediatamente com pedido de licença do cargo de presidente do Senado Federal e se submeta à investigação pelo Conselho de Ética daquela Casa, deixando de constranger os demais senadores e permitindo que volte a fluir o andamento normal dos trabalhos no Congresso Nacional. “Não é possível que ele vá continuar estendendo essa situação, escondendo-se atrás de duas situações novas: a ausência de um senador para atuar como relator do caso e as denúncias recentes contra Joaquim Roriz – também do PMDB –, que não podem servir de desvio de foco”.

As denúncias às quais Rossi se refere foram as divulgadas pela Operação Aquarela, da Polícia Civil, que desbaratou suposto esquema de desvio de dinheiro do Banco de Brasília (BRB). Em escutas, a polícia flagrou uma conversa entre o senador Joaquim Roriz (DF) e o ex-presidente do banco, Tarcísio Franklin de Moura, tratando da divisão de R$ 2,2 milhões. A origem do dinheiro sacado em uma agência do BRB seria um cheque do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol.

Vladimir Rossi afirmou que Renan Calheiros não pode mais seguir confundindo sua situação pessoal com o cargo de presidente do Senado, tendo, na tentativa de explicar uma situação particular, apresentado documentos que se mostraram inaltênticos e sem correspondência com situações fáticas. “A situação foi criada muito em função da tentativa de produzir provas que se mostraram inadequadas, como foi amplamente demonstrado”, afirmou o presidente em exercício da OAB Nacional.

A sociedade não agüenta mais um escândalo atrás de outro e não agüenta mais escândalo escondendo escândalo, afirmou Vladimir Rossi. “É preciso que os fatos sejam apurados e, no caso específico dele, presidente do Senado, é preciso que ele se licencie do cargo de presidente e se submeta ao Conselho de Ética”, acrescentou.

( da redação com informações de assessoria)