31 de julho de 2025

Pernambuco. Canal do Sertão terá apoio da Petrobras e de empresa japonesa.

O Governo de Pernambuco, a Petrobras e a empresa japonesa Itochu Corporation assinaram em Tóquio.

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(Brasília-DF, 08/06/2007) A Política Real teve acesso. O Governo de Pernambuco, a Petrobras e a empresa japonesa Itochu Corporation assinaram em Tóquio, na noite desta sexta-feira ,08, - horário local, um memorando de entendimentos que prevê a revenda do álcool produzido na área do Canal do Sertão para o Japão. A assinatura foi classificada pelo governador Eduardo Campos como o mais importante ato da viagem ao Japão, e que vai mudar a vida de Pernambuco nas próximas décadas.

"É uma mudança de patamar importante, que vai interferir positivamente na vida de milhões de pessoas no nosso sertão. Vamos multiplicar por dois as áreas irrigadas que temos hoje em Pernambuco, levando desenvolvimento, gerando emprego, renda e felicidade", explicou o governador.


Eduardo também destacou que a iniciativa movimenta áreas do perímetro irrigado do São Francisco que estavam desativadas pela falta de investimentos e que podem ter na geração de biocombustível para exportação uma nova possibilidade de voltar a produzir, gerando oportunidades de trabalho e renda.


A Itochu e a Petrobras devem investir cerca de R$ 20 milhões para a realização dos estudos necessários para a realização do projeto executivo orçado em R$ 56 milhões. A Codevasf, com R$ 16 milhões e o Governo Federal que já garantiu no PAC outros R$ 20 milhões são os outros parceiros no Canal que, após concluído, irá mudar a realidade canavieira em Pernambuco:


"Pernambuco ganha uma nova fronteira agrícola irrigada, passando a produzir cana-de-açúcar durante os doze meses do ano. A cana do Sertão terá uma época de safra complementar à do litoral, diminuindo consideravelmente os efeitos da entressafra na economia do Estado", explicou o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha.


A empresa é uma das maiores tradings japonesas, possuidora de uma subsidiária chamada Enex que atua na área de fornecimento de combustível, com uma rede de 2.200 postos no Japão. O Japão consome cerca de 400 milhões de litros do produto por ano e pode ter um aumento substancial dentro de alguns anos:


"A lei do Japão, que ainda é facultativa, estipula em 3% a quantidade de álcool misturado à gasolina, mas há indícios que este percentual pode chegar a 10%. Com isso, o consumo do país pularia para perto de 1,5 bilhão/ano", previu Cunha.


O gerente de energia renovável da Petrobras, Silas de Oliveira Filho, frisou que a empresa, como geradora de energia não pode se ater às áreas nobres de produção da cana no Brasil. "Precisamos abrir novas áreas e, num caso como este, que serão aproveitadas terras praticamente inexploradas, é o ideal", disse.

( da redação com informações de assessoria)