Nordeste e o Conselho de Ética. Senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) foi designado relator do processo contra Renan Calheiros.
Romeu Tuma relata depoimento de Claudio Gontijo e conversa com ministra Eliana Calmon.
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(Brasília-DF, 06/06/2007) O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) foi designado pelo presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), para o cargo de relator do processo contra o senador Renan Calheiros. O processo é decorrente de uma representação apresentada pelo Psol pedindo apurações sobre denúncias feitas pela revista Veja de que a empresa Mendes Junior teria pago despesas pessoais de Calheiros e também da possível ligação do senador com dirigentes da empresa Gautama , investigada pela Operação Navalha.
Durante a reunião o senador Romeu Tuma (DEM-SP) fez um relato do levantamento de informações que fez sobre o caso como corregedor da Casa, e entregou aos membros do Conselho documentos sigilosos entregues pelo advogado de Renan Calheiros. O material contém o levantamento da movimentação financeira do senador; extratos bancários que comprovam a transferência de dinheiro da pensão para a jornalista Mônica Veloso; dois recibos referentes ao pagamento de um fundo de R$ 100 mil para formação cultural da filhado senador com a jornalista; entre outros. Romeu Tuma ainda informou que ontem recebeu material de todas as operações rurais (ganhos e despesas de suas fazendas) de Calheiros que vai ser repassado para o relator do Conselho.
Outro fato trazido por Tuma foi o relato sobre o depoimento de Claudio Gontijo, que foi citado pela matéria da Veja como funcionário da empresa Mendes Junior que fez os pagamentos pessoais de Renan Calheiros. Gontijo contou a sua relação com o senador, que é de cunho pessoal e anterior a sua admissão na empresa. “O depoimento foi gravado e a transcrição será entregue aos membros do Conselho”, esclareceu Tuma.
O corregedor explicou ainda que teve uma conversa ontem de mais de uma hora com a ministra Eliana Calmon, responsável pela Operação Navalha. “Ela disse que não havia nada contra o senador Renan Calheiros dentro da Operação Navalha”, contou Romeu Tuma, alegando que essa afirmação foi feita ontem a noite e que fatos novos podem aparecer. Durante a sessão o corregedor explicou as declarações que apareceram na imprensa, de que “gostaria de absolver Renan” alegando que era uma opinião pessoal e não um julgamento dos fatos. “Jamais me acovardarei em apurar o que seja contra quem quer que seja”, declarou o corregedor.
(por Liana Gesteira)
Durante a reunião o senador Romeu Tuma (DEM-SP) fez um relato do levantamento de informações que fez sobre o caso como corregedor da Casa, e entregou aos membros do Conselho documentos sigilosos entregues pelo advogado de Renan Calheiros. O material contém o levantamento da movimentação financeira do senador; extratos bancários que comprovam a transferência de dinheiro da pensão para a jornalista Mônica Veloso; dois recibos referentes ao pagamento de um fundo de R$ 100 mil para formação cultural da filhado senador com a jornalista; entre outros. Romeu Tuma ainda informou que ontem recebeu material de todas as operações rurais (ganhos e despesas de suas fazendas) de Calheiros que vai ser repassado para o relator do Conselho.
Outro fato trazido por Tuma foi o relato sobre o depoimento de Claudio Gontijo, que foi citado pela matéria da Veja como funcionário da empresa Mendes Junior que fez os pagamentos pessoais de Renan Calheiros. Gontijo contou a sua relação com o senador, que é de cunho pessoal e anterior a sua admissão na empresa. “O depoimento foi gravado e a transcrição será entregue aos membros do Conselho”, esclareceu Tuma.
O corregedor explicou ainda que teve uma conversa ontem de mais de uma hora com a ministra Eliana Calmon, responsável pela Operação Navalha. “Ela disse que não havia nada contra o senador Renan Calheiros dentro da Operação Navalha”, contou Romeu Tuma, alegando que essa afirmação foi feita ontem a noite e que fatos novos podem aparecer. Durante a sessão o corregedor explicou as declarações que apareceram na imprensa, de que “gostaria de absolver Renan” alegando que era uma opinião pessoal e não um julgamento dos fatos. “Jamais me acovardarei em apurar o que seja contra quem quer que seja”, declarou o corregedor.
(por Liana Gesteira)