31 de julho de 2025

Nordeste e Operação Navalha. Eliana Calmon entende que afastamento de delegado não comporta afastamento da Secretaria.

A Politica Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 05/06/2007) A Política Real teve acesso. Ao prestar voluntariamente esclarecimentos à Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa sobre o envolvimento do seu nome na “Operação Navalha”, o secretário Paulo Bezerra comunicou ontem, 04, aos deputados estaduais reunidos no auditório do Memorial do Legislativo (Plenarinho), que o governador da Bahia, Jacques Wagner, recebeu um documento, assinado pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), informando não haver incompatibilidade entre a decisão de afastá-lo do cargo de delegado federal por dois meses e a sua permanência na pasta da Segurança Pública da Bahia.

A manutenção de Bezerra como secretário já havia sido definida pelo governador desde a semana passada, independentemente da decisão da ministra de afastá-lo temporariamente da Polícia Federal.

“Diante de tanta celeuma, decidi, voluntariamente, vir à Casa do Povo fazer os esclarecimentos necessários”, disse Paulo Bezerra aos parlamentares. O seu depoimento começou às 11h09min, tendo ele participado de uma mesa, dirigida pelo deputado Fernando Torres, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, e que contava ainda como integrantes os líderes (da maioria) Valdenor Pereira (PT) e (da minoria) Gildásio Penedo (DEM), além dos deputados Carlos Gaban e Capitão Tadeu, componentes da comissão. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, também participou da sessão.

A maioria dos parlamentares presentes – inclusive os de oposição ao Governo – manifestou solidariedade ao secretário da Segurança Pública e elogiou sua conduta de homem público, ao comparecer espontaneamente à AL, para expor os fatos relacionados à Operação Navalha e, em especial, aos que se referem a sua pessoa.

“Trago a essa Casa o esclarecimento da única acusação feita ao então superintendente da Polícia Federal, Paulo Fernandes Bezerra, juntamente com o delegado César Nunes, de ter mandado prender os agentes da Polícia Federal Márcio de Oliveira Bueno, do Espírito Santo, e Gilberto Ferreira Cavalcanti Júnior, de Rondônia, que desenvolviam diligências no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, o que não é verdade”, declarou.

Por mais de 50 minutos, o secretário leu o relatório da Contra Inteligência da Polícia Federal, destacando trechos “com acusações infundadas e transcrições incompletas, denotando má fé”. Descartou qualquer vazamento de informações e disse que as denúncias contra ele partiram de setores “sem maturidade" da PF.

Bezerra relatou alguns dados sobre as operações Octopus e Navalha e centralizou sua fala no episódio da presença dos dois policiais federais no Aeroporto de Salvador, motivo do pedido do seu afastamento da PF, embora já estivesse à disposição do Governo do Estado desde o início de janeiro, cedido temporariamente pela instituição para assumir a Secretaria da Segurança Pública.

( da redação com informações de assessorias)