31 de julho de 2025

Paraíba. Efraim Morais( DEM-PB) reclama que portaria prejudica plantadores de algodão.

A Politica Real teve acesso.

Publicado em
( Brasília-DF, 04/06/2007) A Política Real teve acesso. O senador Efraim Morais (DEM-PB), destacou durante discurso que a agricultura familiar tem um peso importantíssimo na economia agrícola do País. Face a esse entendimento, as políticas públicas direcionadas a esse segmento deveriam se caracterizar por uma maior atenção quanto às conseqüências que poderiam advir delas, se mal implementadas. O Senador informou ter recebido ofício do secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca do Estado da Paraíba, Francisco de Assis Quintans, em que revela as dificuldades pelas quais a agricultura familiar do Nordeste vem passando, e citou como exemplo a situação do plantio de algodão que sempre foi considerado um diferencial para melhorar a qualidade de vida desse segmento da sociedade. De acordo com Efraim a agricultura algodoeira, vem sendo prejudicado pela Portaria nº 607, de 14 de dezembro de 2001, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), já que proibiu a comercialização de semente de algodão com línter em todo o território nacional. De acordo com ofício enviado pelo Secretário de Estado da Paraíba, “a Portaria nº 607 tem seu valor técnico/econômico para as Regiões Sul e Centro-Oeste, pois o manejo técnico é completamente diferente em relação ao Nordeste, onde a precipitação média tem como parâmetro 600mm a 800mm para o algodão herbáceo e abaixo de 600mm para o algodão arbóreo. No Nordeste, a semente com línter favorece a germinação, ao reter a umidade mesmo com a perda da mesma pelo solo e não sofre outros prejuízos face a ausência de pragas e/ou doenças do solo”. Segundo Efraim, agora, os plantadores do Nordeste têm de adquirir as sementes por quase o triplo do preço, sem nenhuma vantagem adicional, técnica ou econômica. A semente com línter pode ser adquirida a um preço máximo de R$ 3,50 por quilo, enquanto a semente sem línter sai por R$ 9,50 por quilo. E só existe uma unidade de deslintamento no País, que está situada em Uberlândia, Minas Gerais. O senador paraibano apelou às autoridades do Governo Federal, para que retirem a obrigatoriedade do uso de sementes sem línter, pelo menos na Região Nordeste, que não apresenta grandes propriedades nem uso intensivo de tecnologia e mecanização da lavoura, principalmente no que diz respeito à agricultura familiar. Somente assim, os pequenos agricultores, que geralmente se utilizam da mão-de-obra dos familiares, poderão continuar contribuindo para o crescimento da produção agrícola. A revogação ou alteração da portaria é o que falta para tornar viável a permanência dos agricultores de algodão no campo. ( da redação com informações de assessoria)