Maranhão.
Deputada escreve sobre a vida do trabalhador; Nice Lobão(DEM-MA) é mulher do senador Edison Lobão(DEM-MA).
Publicado em
( Brasília-DF, 10/05/2007) A Política Real sempre que tem acesso publica artigos de parlamentares nodestinos. Veja a íntegra do artigo da deputada Nice Lobão(DEM-MA) que avalia a “dura vida do trabalhador brasileiro”. Ela é mulher do senador Edison Lobão e é vista como mais “dura”com o Governo do que o marido. Ao contrário do marido não se fala de sua possível migração para um partido da base aliada:
“A difícil vida do trabalhador
O trabalhador brasileiro em suas diversas comemorações pelo
Brasil inteiro participou dos eventos com muita disposição. Em São Paulo, por
exemplo, houve sorteios de carros e apartamentos. Na maioria dos estados a
comemoração foi com show de artistas famosos. No Paraná, com uma corrida
de carros artesanais com obstáculos. Sem dúvida, a comemoração do Dia do
Trabalho é intensa, mas os problemas que afligem o trabalhador continuam
cada vez mais presentes em sua vida.
O salário mínimo é ainda insuficiente para atender as suas
necessidades básicas: o transporte precário e caro não oferece
segurança; os direitos trabalhistas nem sempre respeitados pelas
empresas; as condições de segurança e da saúde do trabalhador
negligenciados a todo o instante. Plano de carreira, ameaça de
demissão, falta de oportunidade de emprego são fatores que
assombram o dia a dia do trabalhador brasileiro.
Em se tratando da saúde ocupacional, as estatísticas apresentadas demonstram
que o País gasta R$ 88 bilhões de reais com acidentes, doença e morte de trabalhadores. Um descalabro o que ocorre no Brasil! A solução para o grave problema exige mudanças que não acontecem ou são lentas demais. Enquanto isso muitos trabalhadores
ficam incapacitados ou deixam suas famílias órfãs.
As estimativas da Saúde e Segurança Ocupacional do
trabalhador brasileiro geram, assombrosamente, um incapacitado por
hora e um trabalhador morto a cada três horas e quinze minutos por
acidente de trabalho. Onde está o problema?
Gastamos quase R$ 90 bilhões por ano em acidentes,
doenças ocupacionais e morte de trabalhadores! Esse valor representa algo em torno de 4% do PIB nacional! Mas a situação ainda é pior, não é possível acreditar nas estatísticas levantadas, pois os números do governo não retratam o que realmente acontece no
mercado informal onde estão metade dos trabalhadores brasileiros. Muitas
informações são sonegadas, muitas doenças não são diagnosticadas
como resultante do trabalho, como, por exemplo, o caso da contaminação
por pó de amianto. Chamados de casos de câncer por asbesto, onde a
doença se manifesta 10, 15 anos depois, acabam sendo diagnosticados
apenas como câncer. Ou no caso de muitas mortes por acidentes de
trabalho que não são computadas como tal.
A insegurança do trabalhador em seu ambiente funcional,
O trabalhador da terra
O trabalhador do futuro
em alguns setores, beira ao mais completo descaso em termos de exposição ao risco e às
doenças ocupacionais ou das condições precárias como é o caso do setor sucroalcooleiro na colheita da cana-de-açúcar.
Para a redução dos índices que denigrem a imagem do Brasil perante o mundo
desenvolvido é necessário a entrada em vigor da nova tabela de classificação de risco de cada setor, reenquadrando os níveis um, dois e três ou seja, as empresas pagarão 1%, 2% e 3% sobre a folha salarial como seguro acidente de trabalho de acordo com o risco do setor. Numa segunda etapa, vigorará a classificação individual o que asseverará mais as alíquotas das empresas com o maior risco. Tudo isso servirá como estímulo ao investimento em programas de saúde e segurança no trabalho. Infelizmente, no entanto, essas medidas não acontecem por espontaneidade, têm que ser por imposição.
( da redação com informações de assessoria)
“A difícil vida do trabalhador
O trabalhador brasileiro em suas diversas comemorações pelo
Brasil inteiro participou dos eventos com muita disposição. Em São Paulo, por
exemplo, houve sorteios de carros e apartamentos. Na maioria dos estados a
comemoração foi com show de artistas famosos. No Paraná, com uma corrida
de carros artesanais com obstáculos. Sem dúvida, a comemoração do Dia do
Trabalho é intensa, mas os problemas que afligem o trabalhador continuam
cada vez mais presentes em sua vida.
O salário mínimo é ainda insuficiente para atender as suas
necessidades básicas: o transporte precário e caro não oferece
segurança; os direitos trabalhistas nem sempre respeitados pelas
empresas; as condições de segurança e da saúde do trabalhador
negligenciados a todo o instante. Plano de carreira, ameaça de
demissão, falta de oportunidade de emprego são fatores que
assombram o dia a dia do trabalhador brasileiro.
Em se tratando da saúde ocupacional, as estatísticas apresentadas demonstram
que o País gasta R$ 88 bilhões de reais com acidentes, doença e morte de trabalhadores. Um descalabro o que ocorre no Brasil! A solução para o grave problema exige mudanças que não acontecem ou são lentas demais. Enquanto isso muitos trabalhadores
ficam incapacitados ou deixam suas famílias órfãs.
As estimativas da Saúde e Segurança Ocupacional do
trabalhador brasileiro geram, assombrosamente, um incapacitado por
hora e um trabalhador morto a cada três horas e quinze minutos por
acidente de trabalho. Onde está o problema?
Gastamos quase R$ 90 bilhões por ano em acidentes,
doenças ocupacionais e morte de trabalhadores! Esse valor representa algo em torno de 4% do PIB nacional! Mas a situação ainda é pior, não é possível acreditar nas estatísticas levantadas, pois os números do governo não retratam o que realmente acontece no
mercado informal onde estão metade dos trabalhadores brasileiros. Muitas
informações são sonegadas, muitas doenças não são diagnosticadas
como resultante do trabalho, como, por exemplo, o caso da contaminação
por pó de amianto. Chamados de casos de câncer por asbesto, onde a
doença se manifesta 10, 15 anos depois, acabam sendo diagnosticados
apenas como câncer. Ou no caso de muitas mortes por acidentes de
trabalho que não são computadas como tal.
A insegurança do trabalhador em seu ambiente funcional,
O trabalhador da terra
O trabalhador do futuro
em alguns setores, beira ao mais completo descaso em termos de exposição ao risco e às
doenças ocupacionais ou das condições precárias como é o caso do setor sucroalcooleiro na colheita da cana-de-açúcar.
Para a redução dos índices que denigrem a imagem do Brasil perante o mundo
desenvolvido é necessário a entrada em vigor da nova tabela de classificação de risco de cada setor, reenquadrando os níveis um, dois e três ou seja, as empresas pagarão 1%, 2% e 3% sobre a folha salarial como seguro acidente de trabalho de acordo com o risco do setor. Numa segunda etapa, vigorará a classificação individual o que asseverará mais as alíquotas das empresas com o maior risco. Tudo isso servirá como estímulo ao investimento em programas de saúde e segurança no trabalho. Infelizmente, no entanto, essas medidas não acontecem por espontaneidade, têm que ser por imposição.
( da redação com informações de assessoria)