31 de julho de 2025

Paraíba.

Delegado da PF repercute criação de CPI na Câmara de João Pessoa para investigar a expedição de álvaras do postos de combustível.

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(João Pessoa, 09/05/2007) Quatro empresários continuam presos na sede da polícia federal, no bairro da Torre, em João Pessoa. Eles foram detidos durante a operação 274 e tiveram a prisão preventiva prorrogada por mais cinco dias, já que os depoimentos apresentaram contradições e faltou colaboração nas investigações. São eles: o bilionário pernambucano Marcelo Tavares de Mello, o presidente e vice da Aspetro, Sérgio Tadeu Costa Barbosa e Evandro Tadeu Souto Matias, e Jorge Pereira, que é diretor-presidente Ello-Puma.

O delegado que está coordenando a operação 274, Marcos Cotrim, explicou o pedido de prorrogação da prisão preventiva dos empresários. “Eles ainda não colaboraram, falta muita coisa pra esclarecer e contradições surgiram. Além disso, estão aparecendo provas dentro do malote, ou seja, existem documentos que precisam ser explicados”, afirmou.

Contrim também parabenizou a Câmara Municipal por ter aberto a CPI dos Alvarás. Para ele existe excessos no número de postos de combustíveis em João Pessoa. “Fico muito satisfeito com a Câmara Municipal de João Pessoa, que segundo o meu conhecimento o requerimento para abertura da CPI teve a unanimidade dos vereadores. Então a Câmara está de parabens mesmo por essa iniciativa no momento, e quero que realmente a investigação até agora tem mostrado que há um excesso de pontos de venda de combustível em João Pessoa. Para termos uma idéia aproximadamente 95 postos estão abertos. É o equivalente ao número de postos de Belo horizonte, uma capital que talvez tenha três vezes ou quatro vezes mais a população de João Pessoa”, disse. Ele sugeriu que ocorra a diminuição da quantidade de postos na cidade. “Está na hora de se fazer o enxugamento no número de licitações de postos”, acrescentou.

(Da redaçao)