Nordeste e os Biocombustíveis
Diretor da Fiesp alega que Brasil é o produtor de etanol mais competitivo no mundo; Ministério da Agricultura alega que ainda existem 91 milhões de hectares de terra para serem cultivados no país.
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(Brasília-DF, 09/05/2007) A subcomissão permanente de biocombustíveis realizou hoje uma audiência sobre as perspectivas de mercados e projeção de cenário para o setor. O debate contou com a presença do representante da Petrobras, Silas Oliva Filho; o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior na Fiesp, Roberto Gianetti; e o representante do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan Filho.
Os convidados apontaram para dados positivos referentes ao mercado do etanol no Brasil. “Somos o produtor mais competitivo no mundo”, afirmou Roberto Gianetti. O diretor da Fiesp alertou, entretanto, para alguns entraves do setor para o futuro. “Existe hoje um desequilíbrio no investimento feito na produção e no que é feito na logística. Atualmente pagamos 50 dólares por litro para transportar etano para os portos. Podemos otimizar isso e chegar a um preço de 35 dólares por litro”, relatou.
Ângelo Bressan Filho ressaltou os pontos positivos da produção de etanol via cana-de-açúcar, por ser fácil de produzir em grandes quantidades, pelos ganhos ambientais e por ser de fácil introdução no mercado consumidor. O representante do Ministério da Agricultura desmentiu a possibilidade da produção de etanol prejudicar a produção de alimentos do país, como alega Fidel Castro. Segundo Bressan apenas 47 milhões de hectares são referentes a áreas de culturas anuais, 15 milhões de hectares são de culturas permanentes, dentro de um universo de 851 milhões de hectares de terras do país. “Existem ainda 91 milhões de hectares de áreas não exploradas, ainda disponíveis para agricultura no Brasil”, informou.
(por Liana Gesteira)
Os convidados apontaram para dados positivos referentes ao mercado do etanol no Brasil. “Somos o produtor mais competitivo no mundo”, afirmou Roberto Gianetti. O diretor da Fiesp alertou, entretanto, para alguns entraves do setor para o futuro. “Existe hoje um desequilíbrio no investimento feito na produção e no que é feito na logística. Atualmente pagamos 50 dólares por litro para transportar etano para os portos. Podemos otimizar isso e chegar a um preço de 35 dólares por litro”, relatou.
Ângelo Bressan Filho ressaltou os pontos positivos da produção de etanol via cana-de-açúcar, por ser fácil de produzir em grandes quantidades, pelos ganhos ambientais e por ser de fácil introdução no mercado consumidor. O representante do Ministério da Agricultura desmentiu a possibilidade da produção de etanol prejudicar a produção de alimentos do país, como alega Fidel Castro. Segundo Bressan apenas 47 milhões de hectares são referentes a áreas de culturas anuais, 15 milhões de hectares são de culturas permanentes, dentro de um universo de 851 milhões de hectares de terras do país. “Existem ainda 91 milhões de hectares de áreas não exploradas, ainda disponíveis para agricultura no Brasil”, informou.
(por Liana Gesteira)