31 de julho de 2025

Ceará. Ciro Gomes disse que referendo para prédio de Jereissati é perseguição política.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 30/05/2007) A Política Real teve acesso.

O “Empresarial do Iguatemi”, nas proximidades do rio Cocó e de propriedade do Grupo Jereissati, é um componente de perseguição política que não tem o menor sentido de existir. A crítica é do deputado federal Ciro Gomes( PSB-CE), acrescentando que a idéia não é boa, não é justa e nem é razoável. Publicou hoje o jornal O ESTADO tanto em sua edição eletrônica como em sua edição imprensa de hoje

Explicando o seu ponto de vista, disse ao jornal que o licenciamento de um prédio, seja ele de quem for, há de ser feito dentro da lei que está em vigor. “Como é que se manda um assunto dessa natureza em um referendo?”, interroga ele, observando que se no referendo o povo autorizar a construção da obra ele poderá estar fornecendo sinal verde para uma coisa ilegal.

Por outro lado, disse, também ao jornal cearense, que se a obra for legal e se o povo se voltar contra ela estará formando um impasse de difícil solução. “Como é - arrisca ele - que o povo pode dizer que não pode e a lei dizer que a obra é legal?”. O parlamentar enfatiza que o licenciamento é uma regra legal que há de ser aperfeiçoado, praticado ou indeferido dentro daquilo que está previsto na lei. Veja o que pensa Ciro sobre diversos temas:

Plebiscito - “O plebiscito é uma coisa muito nobre e não deve se prestar a uma ferramenta de perseguição política”, alerta o parlamentar, lembrando que é aliado da prefeita Luizianne Lins, e que não teve oportunidade de conversar com ela sobre o assunto, mas achando que a insistência do referendo não é uma atitude generosa, porque é usar o poder para perseguir adversário.

REELEIÇÃO - “Minha inclinação natural é de apoiar a reeleição da prefeita Luizianne Lins. Mas isso não quer dizer que vou ficar de olho fechado para tudo o que acontece de bom e de ruim. O que acontece de bom eu devo aplaudir e o que acontece de ruim eu fraternalmente devo condenar”.

RONDA- Conforme o deputado, o projeto ronda do quarteirão do governador Cid Gomes agora vai para a frente, porque a compra dos veículos da Toyota será possível, porque a justiça tirou a Nissan da jogada. Ele acha que os veículos devem ser completos de requisitos avançados para poder dar combate aos criminosos de igual para igual, porque eles estão munidos do que é melhor.

SEQUESTRO - Observou que o sequestro é um episódio relativamente recente, mas de pleno crescimento no Estado e na Capital. Lembra que no seu governo houve apenas um sequestro, mas do seu irmão Cid Gomes já alcança em cinco meses perto de dez. “Essa espécie de crise agora é uma presença constante que não pode mais ficar sem uma ação drástica, dura, embora dentro da lei”, alerta.

REFORMA - O parlamentar acha importante a reforma política, mas observa que vai haver muita divergência na Câmara Federal sobre a lista fechada, federação de partidos, proibição de coligações proporcionais e fidelidade partidária. Mesmo assim acha que será válida a luta para que saia essa reforma, embora que ela possa enfrentar algumas mudanças.

NAVALH - Ciro Gomes garante que não está no meio dos escândalos que estão acontecendo no momento, assegurando que eles não são nem da Câmara e nem do Senado. “A Câmara e o Senado são os santuários da democracia, mas infelizmente, ali podem estar maus elementos praticando ilícitos que podem ser investigados e os culpados recebendo o castigo que merecem dentro da lei”, observa.



( da redação com informações do O Estado)