31 de julho de 2025

Nordeste e Operação Navalha. PMDB já articula nome para ocupar vaga de Silas Rondeau.

O ministro Silas Rondeau já é visto como um ex-membro da equipe de Lula.

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( Brasília-DF, 22/05/2007) O comando do Ministério das Minas e Energia deverá ser mudado. O ministro Silas Rondeau já é visto como um ex-membro da equipe de Lula. O PMDB vai ter que ser rápido para evitar que o PT queira retomar o comando da pasta, oomo foi na época da ministra Dilma Rousseff. Alguns jornais do Centro-Sul já divulgaram que Jorge Samek, da Itaipu-Binacional, poderia ficar no posto. Ontem, à noite, já se falava que o PMDB iria manter o posto. Isso é possível, mas o nome que for indicado deverá ser acima de todas as suspeitas.

O grupo do senador José Sarney e Renan Calheiros têm poucos nomes, neste momento, que poderiam ocupar o posto sem receber algumas críticas. O nome deverá sair da relação íntima dos dois. Provavalemente, o nome que irá substituir Rondeau será um nordestino, apesar da Operação Navalha ter fragilizado nomes dos seis estados da região onde a Polícia Federal fez prisões e cumpriu buscas e apreensões. No parlamento tem um nome que poderia resolver o problema pois é profundo conhecedor do sistema Eletrobrás e Eletronorte, Conselheiro da República inidica pelo Senado até o ano que vem e da confiança de Renan Calheiros que contou com ele na disputa interna do PMDB, em que os senadores perderam o comando da Executriva Nacional para os deputados do Partido. O nome seria o do deputado federal Alberto Silva(PMDB-PI). Silva apesar de ligado a Renan e Sarney é bem visto pelos deputados por ser visto como partidário. Ele tem excelente relação com o governador W. Dias.

PRÓS E CONTRAS – O deputado está à beira dos 90 anos e no Piauí se diz que este será o seu último mandato. Ele é presidente do Diretório do PMDB no Estado que acabo tendo que engolir Jorge Samek, funcionário de carreira da Elerobras, para dirigir a Cepisa, a empresa de eletricidade do Estado. Silva nunca reconheceu Samek como um nome que lhe devia obediência. A bancada de deputados estaduais do Partido tentou ocupar espaço mas não conseguiu. A Cepisa era controlada pelo Minas e Energia, na prática.

Os pontos favoráveis a Silva têm relação com o amplo conhecimento que tem sobre o setor energético do país. Ele foi diretor da antiga Cenorte, que foi substituída pela Coelce, hoje privatizada no Ceará. Ele foi responsável pela eletrificação no Ceará que acabou permitindo a eletrificação no Norte do Piauí. Quando governador do Piauí, e o foi por duas vezes, ele empreendeu a mais significativa ação de eletrificação feita no seu Estado e uma das maiores do Nordeste em sua época, nos anos 70. Apesar dos adversários lhe chamarem de “puxador de fio”, ele vive em casa alugada e é visto em seu Estado como um homem probo. Silva além de tudo isso foi o primeiro incentivador do biodiesel, ainda nos anos 70, e que foi paralizado face ao lobby do petróleo e do álcool. O programa de tão revolucionário foi aproveitado pelos alemães e franceses. Silva foi duas vezes senador da República e hoje como deputado chama atenção por ser um dos parlamentares que primeiros a chegar às reuniões da Bancada do Nordeste, que se realizam quinzenalmente na Câmara Federal.

( por Genésio Araújo Junior)