Nordeste e Operação Navalha. PT baiano fica na defensiva - sai em defesa do prefeito de Camaçari e fala até em processar a PF
O presidente do PT, Marcelino Galo, assessor da prefeitura de Camaçari, e 13 integrantes da executiva se reuniram neste domingo,20
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(Brasília-DF, 21/05/2007) O presidente estadual do PT baiano, Marcelino Galo, assessor da prefeitura de Camaçari, e outros 13 integrantes da executiva do partido se reuniram neste domingo,20, com representantes da prefeitura de Camaçari, na sede do Sindicato dos Químicos e Petroleiros, em Salvador. O objetivo foi traçar estratégias de enfrentamento para a crise gerada pela prisão do prefeito Luiz Caetano (PT), na última quinta-feira, pela Polícia Federal, dentro da Operação Navalha. Caetano é acusado de participar de uma quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, inclusive as previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Luz Para Todos. Ambos Programas do governo federal.
A principal proposta apresentada por Marcelino foi a necessidade de unificar o partido e desenvolver ações ofensivas no âmbito político, jurídico e junto à militância partidária. Afinal, depois da crise do mensalão, o PT passa por outro momento crítico. Principalmente com a prisão do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que foi um dos coordenadores da campanha de Lula e Wagner.
A partir desta segunda feira,21, serão encaminhados para os 414 diretórios regionais do PT baiano, cerca de 80 mil cartazes expondo a tese de defesa de Caetano. "Precisamos estabelecer a verdade e ampliar para todo o partido os fatos. A determinação agora é que cada diretório discuta e faça debates que sustentem a inocência de Caetano, já que não há prova suficiente que comprove o envolvimento dele no esquema".
De acordo com relatório da ministra Eliana Calmon, do STJ, responsável pelas prisões efetuadas pela PF na Operação Navalha, o prefeito Luiz Caetano "estava à frente dos atos criminosos nos episódios de direcionamento de recursos federais do Ministério das Cidades para execução de obras naquele município, com fraude à licitação e ao convênio que favoreceu a empresa Gautama".
Segundo o presidente estadual do PT, a empresa Gautama, do empresário Zuleido Veras, havia vencido uma licitação em Camaçari, no ano de 1999, para a construção de casas e tratamento de um terreno, mas o contrato havia sido revogado na gestão de Caetano, que começou em 2003. "Não há um único contrato em andamento ou conclusão desta construtora Gautama com a prefeitura de Camaçari".
O secretário interino de Governo, José Marcelino Filho, afirmou ainda que não é procedente a informação de que o prefeito Luiz Caetano teria ajudado a desviar parcela de R$ 9,7 milhões para obras de urbanização no município, oriundos do Ministério das Cidades. Isto, segundo ele, devido à obra estar paralisada e apenas uma pequena parcela dos recursos ter sido utilizado. "O restante do montante disponibilizado pelo ministério para a obra está aplicado na Caixa Econômica Federal".
Marcelino Galo afirmou que, durante a reunião da executiva com os membros da prefeitura, entre eles o secretário de Ação Social de Camaçari, Carlos Silveira, foi analisado todo o cenário dos últimos dias e a possibilidade de relaxamento na prisão do prefeito, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STJ), Gilmar Mendes, o que até hoje não se concretizou. "Acreditamos na inocência do prefeito. Não nos resta dúvida de que os contratos estavam inativos. Por isso, temos a certeza de que houve um equívoco da Polícia Federal, já que não há base legal que sustente a prisão de Caetano".
O presidente estadual do PT, Marcelino Galo, não descarta, inclusive, a possibilidade de acionar a PF na Justiça. Segindo ele, "primeiro vamos trabalhar junto à população e à militância, através da ação política, mas não descartamos a possibilidade de acionar juridicamente a Polícia Federal", afirmou Galo.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)
A principal proposta apresentada por Marcelino foi a necessidade de unificar o partido e desenvolver ações ofensivas no âmbito político, jurídico e junto à militância partidária. Afinal, depois da crise do mensalão, o PT passa por outro momento crítico. Principalmente com a prisão do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que foi um dos coordenadores da campanha de Lula e Wagner.
A partir desta segunda feira,21, serão encaminhados para os 414 diretórios regionais do PT baiano, cerca de 80 mil cartazes expondo a tese de defesa de Caetano. "Precisamos estabelecer a verdade e ampliar para todo o partido os fatos. A determinação agora é que cada diretório discuta e faça debates que sustentem a inocência de Caetano, já que não há prova suficiente que comprove o envolvimento dele no esquema".
De acordo com relatório da ministra Eliana Calmon, do STJ, responsável pelas prisões efetuadas pela PF na Operação Navalha, o prefeito Luiz Caetano "estava à frente dos atos criminosos nos episódios de direcionamento de recursos federais do Ministério das Cidades para execução de obras naquele município, com fraude à licitação e ao convênio que favoreceu a empresa Gautama".
Segundo o presidente estadual do PT, a empresa Gautama, do empresário Zuleido Veras, havia vencido uma licitação em Camaçari, no ano de 1999, para a construção de casas e tratamento de um terreno, mas o contrato havia sido revogado na gestão de Caetano, que começou em 2003. "Não há um único contrato em andamento ou conclusão desta construtora Gautama com a prefeitura de Camaçari".
O secretário interino de Governo, José Marcelino Filho, afirmou ainda que não é procedente a informação de que o prefeito Luiz Caetano teria ajudado a desviar parcela de R$ 9,7 milhões para obras de urbanização no município, oriundos do Ministério das Cidades. Isto, segundo ele, devido à obra estar paralisada e apenas uma pequena parcela dos recursos ter sido utilizado. "O restante do montante disponibilizado pelo ministério para a obra está aplicado na Caixa Econômica Federal".
Marcelino Galo afirmou que, durante a reunião da executiva com os membros da prefeitura, entre eles o secretário de Ação Social de Camaçari, Carlos Silveira, foi analisado todo o cenário dos últimos dias e a possibilidade de relaxamento na prisão do prefeito, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STJ), Gilmar Mendes, o que até hoje não se concretizou. "Acreditamos na inocência do prefeito. Não nos resta dúvida de que os contratos estavam inativos. Por isso, temos a certeza de que houve um equívoco da Polícia Federal, já que não há base legal que sustente a prisão de Caetano".
O presidente estadual do PT, Marcelino Galo, não descarta, inclusive, a possibilidade de acionar a PF na Justiça. Segindo ele, "primeiro vamos trabalhar junto à população e à militância, através da ação política, mas não descartamos a possibilidade de acionar juridicamente a Polícia Federal", afirmou Galo.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)