Nordeste e o Mercosul. Seis governadores e um vice assinam pela integração do Nordeste ao Mercosul
A Piolítica Real teve acesso.
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(Brasília-DF, 21/05/2007) Seis governadores do Nordeste brasileiro, dos nove, e seis governantes de províncias do Noroeste argentino assinaram no sábado, 19, a Declaração de Tucumán. O Rio Grande do Norte foi representado pelo seu Vice, o que totalizariam, representados, sete estados.
O documento é o resultado da reunião realizada na província argentina de Tucumán desde a sexta-feira, 18, que envolveu os governantes, ministros de Estado, os embaixadores de Argentina e Brasil e mais 65 representantes do Nordeste brasileiro. A declaração, assinada no salão da Casa Histórica onde foi jurada a independência argentina, estabelece estratégias comuns para enfrentar a pobreza e o analfabetismo nas duas regiões e busca a integração nas áreas de educação, turismo, saúde e agricultura.
SERGIPE - Segundo Marcelo Déda, governador do Sergipe, que enviou declaração à redação, o encontro marca a importância da integração no Mercosul e a participação dos estados do Nordeste neste processo. "Há uma tentativa do governo brasileiro de aproximar os governadores do Norte e do Nordeste das discussões do Mercosul e da consolidação deste mercado comum", disse o governador, ressaltando a importância da descoberta de pontos em comum entre as regiões, as possíveis parcerias e a iniciativa dos governos brasileiro e argentino no fortalecimento da integração das regiões dos dois países.
Durante a reunião deste sábado, Déda destacou a similaridade entre Sergipe e Tucumán na cultura de cítricos e na produção de cana de açúcar. O governador presenteou o presidente da província de Tucumán, José Alperovich, um quadro do artista Quintiliano retratando os mercados e monumentos de Aracaju.
PIAUÍ - O incremento ao desenvolvimento rural no Piauí também foi tema de discussão. Wellington Dias, governador do Piauí, expôs aos colegas argentinos a inserção da produção de cana-de-açúcar e Pinhão Manso – matéria base para biocombustível – no programa de agricultura familiar do estado. O exemplo atraiu a atenção dos governadores e empresários argentinos que farão, ainda este ano, uma visita ao Piauí para conhecer in loco a experiência. “O setor empresarial argentino ficou impressionado com nossa desenvoltura, principalmente na área do agrocombustível. Isso é um sinal de que podemos, em breve, captar investimentos estrangeiros para o estado”.
O governador aposta ainda no Turismo como outro fator para atrair recursos argentinos. Além de destacar as potencialidades do estado, Wellington destacou a necessidade de criação de rotas aéreas especificas que liguem as principais províncias da Argentina ao Nordeste e, especificamente, ao Piauí. “O público argentino tem condições e interesse de explorar nosso estado. Temos o que mostrar e diversas áreas do turismo para oferecer. Estamos acertando com companhias aéreas, empresas turísticas e o Ministério do Turismo os detalhes para colocar o Piauí, definitivamente, na linha de destino preferencial dos viajantes estrangeiros”, adiantou o governador.
DECLARAÇÃO - No documento, os governantes reiteraram a importância de trabalhar pela consolidação do Mercosul, implementando ações conjuntas e articuladas entre os governos locais, regionais e nacionais. Eles também reafirmaram a urgência em desenvolver estratégias para erradicar a pobreza e a exclusão social, convocando distintos atores sociais para elaborar uma agenda interregional, identificada com as necessidades do povo.
Também ficou acertada a criação de um comitê birregional que aprofunde o intercâmbio acadêmico nas áreas de educação e ciência e tecnologia. A Declaração de Tucumán também aponta como prioritárias as energia e de biocombustíveis, de agricultura, principalmente a agricultura familiar, a criação de bovinos e ovinos, a irrigação, a produção de alimentos e as iniciativas que aumentem o valor agregado da agricultura.
COMPROMISSO - Assinaram a Declaração de Tucumán, além de Marcelo Déda, os governadores Jaques Wagner, da Bahia, Jackson Lago, do Maranhão, Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, Eduardo Campos, de Pernambuco, Wellington Dias, do Piauí, Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Iberê Paiva.
Da Argentina, assinaram os presidentes de província de Tucumán, José Alperovich, José Manuel de la Sota, de Córdoba, Eduardo Fellner, de Jujuy, Gerardo Zamora, de Santiago del Estero, o vice-governador de La Rioja e a vice-governadora de Catamarca.
Autoridades nacionais também participaram do encontro. O chanceler argentino Jorge Taiana, os secretários de Províncias, Sara Martínez, e de Minerais, Jorge Mayoral, o embaixador do Brasil na Argentina, Mauro Vieyra, e o da Argentina no Brasil, Juan Pablo Lohlé, também assinaram a Declaração de Tucumán. Também participaram do encontro o ministro Walfrido dos Mares Guia, da Secretaria de Relações Institucionais, e o subchefe de Assuntos Federativos, Vicente Trevas.
De Sergipe, participaram das discussões os secretários do Planejamento, Lúcia Falcón, da Casa Civil, Oliveira Júnior, do Desenvolvimento Econômico, Jorge Santana, da Cultura, Luiz Alberto dos Santos, e do Turismo, João Augusto Gama. Também fazem parte da comitiva sergipana o presidente da Assembléia Legislativa, Ulices Andrade, e os reitores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Universidade Tiradentes (Unit), Josué Modesto dos Passos Subrinho e Jouberto Uchôa, respectivamente.
( da redação com informações de assessoria)
O documento é o resultado da reunião realizada na província argentina de Tucumán desde a sexta-feira, 18, que envolveu os governantes, ministros de Estado, os embaixadores de Argentina e Brasil e mais 65 representantes do Nordeste brasileiro. A declaração, assinada no salão da Casa Histórica onde foi jurada a independência argentina, estabelece estratégias comuns para enfrentar a pobreza e o analfabetismo nas duas regiões e busca a integração nas áreas de educação, turismo, saúde e agricultura.
SERGIPE - Segundo Marcelo Déda, governador do Sergipe, que enviou declaração à redação, o encontro marca a importância da integração no Mercosul e a participação dos estados do Nordeste neste processo. "Há uma tentativa do governo brasileiro de aproximar os governadores do Norte e do Nordeste das discussões do Mercosul e da consolidação deste mercado comum", disse o governador, ressaltando a importância da descoberta de pontos em comum entre as regiões, as possíveis parcerias e a iniciativa dos governos brasileiro e argentino no fortalecimento da integração das regiões dos dois países.
Durante a reunião deste sábado, Déda destacou a similaridade entre Sergipe e Tucumán na cultura de cítricos e na produção de cana de açúcar. O governador presenteou o presidente da província de Tucumán, José Alperovich, um quadro do artista Quintiliano retratando os mercados e monumentos de Aracaju.
PIAUÍ - O incremento ao desenvolvimento rural no Piauí também foi tema de discussão. Wellington Dias, governador do Piauí, expôs aos colegas argentinos a inserção da produção de cana-de-açúcar e Pinhão Manso – matéria base para biocombustível – no programa de agricultura familiar do estado. O exemplo atraiu a atenção dos governadores e empresários argentinos que farão, ainda este ano, uma visita ao Piauí para conhecer in loco a experiência. “O setor empresarial argentino ficou impressionado com nossa desenvoltura, principalmente na área do agrocombustível. Isso é um sinal de que podemos, em breve, captar investimentos estrangeiros para o estado”.
O governador aposta ainda no Turismo como outro fator para atrair recursos argentinos. Além de destacar as potencialidades do estado, Wellington destacou a necessidade de criação de rotas aéreas especificas que liguem as principais províncias da Argentina ao Nordeste e, especificamente, ao Piauí. “O público argentino tem condições e interesse de explorar nosso estado. Temos o que mostrar e diversas áreas do turismo para oferecer. Estamos acertando com companhias aéreas, empresas turísticas e o Ministério do Turismo os detalhes para colocar o Piauí, definitivamente, na linha de destino preferencial dos viajantes estrangeiros”, adiantou o governador.
DECLARAÇÃO - No documento, os governantes reiteraram a importância de trabalhar pela consolidação do Mercosul, implementando ações conjuntas e articuladas entre os governos locais, regionais e nacionais. Eles também reafirmaram a urgência em desenvolver estratégias para erradicar a pobreza e a exclusão social, convocando distintos atores sociais para elaborar uma agenda interregional, identificada com as necessidades do povo.
Também ficou acertada a criação de um comitê birregional que aprofunde o intercâmbio acadêmico nas áreas de educação e ciência e tecnologia. A Declaração de Tucumán também aponta como prioritárias as energia e de biocombustíveis, de agricultura, principalmente a agricultura familiar, a criação de bovinos e ovinos, a irrigação, a produção de alimentos e as iniciativas que aumentem o valor agregado da agricultura.
COMPROMISSO - Assinaram a Declaração de Tucumán, além de Marcelo Déda, os governadores Jaques Wagner, da Bahia, Jackson Lago, do Maranhão, Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, Eduardo Campos, de Pernambuco, Wellington Dias, do Piauí, Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Iberê Paiva.
Da Argentina, assinaram os presidentes de província de Tucumán, José Alperovich, José Manuel de la Sota, de Córdoba, Eduardo Fellner, de Jujuy, Gerardo Zamora, de Santiago del Estero, o vice-governador de La Rioja e a vice-governadora de Catamarca.
Autoridades nacionais também participaram do encontro. O chanceler argentino Jorge Taiana, os secretários de Províncias, Sara Martínez, e de Minerais, Jorge Mayoral, o embaixador do Brasil na Argentina, Mauro Vieyra, e o da Argentina no Brasil, Juan Pablo Lohlé, também assinaram a Declaração de Tucumán. Também participaram do encontro o ministro Walfrido dos Mares Guia, da Secretaria de Relações Institucionais, e o subchefe de Assuntos Federativos, Vicente Trevas.
De Sergipe, participaram das discussões os secretários do Planejamento, Lúcia Falcón, da Casa Civil, Oliveira Júnior, do Desenvolvimento Econômico, Jorge Santana, da Cultura, Luiz Alberto dos Santos, e do Turismo, João Augusto Gama. Também fazem parte da comitiva sergipana o presidente da Assembléia Legislativa, Ulices Andrade, e os reitores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Universidade Tiradentes (Unit), Josué Modesto dos Passos Subrinho e Jouberto Uchôa, respectivamente.
( da redação com informações de assessoria)