Nordeste e Operação Navalha. Vice-prefeita de Camaçari não sabe quando, ou se assumirá a prefeitura.
Político local confirma o possível envolvimento de outras empreiteiras no escândalo baiano.
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(Brasília,18/05/2007) A Política Real teve acesso, por telefone, a vice-prefeita do município de Camaçari(BA), Tereza Giffoni(PSDB).
A vice-prefeita nos informou "fui pega de surpresa, pela Operação Navalha, com a prisão do prefeito, Luiz Carlos Caetano(PT). Não tenho ainda uma opinião formada sobre o caso. Não sabia e não sei de nada. O que sei na realidade é que a prefeitura não pode interromper seu trabalho. Por ser aliada de Caetano, e até mesmo por uma questão de respeito, acredito que tudo se resolva logo".
Perguntada, por nós, se assumiria o governo do município, a vice-prefeita foi lacônica:
- Aguardo um decisão das autoridades.
E acrescentou:
- Não tomarei nenhuma decisão isolada. O momento é difícil, o município está meio que a deriva após a prisão do prefeito. Vamos aguardar com calma e muita expectativa", afirmou Tereza Giffoni.
Sobre o envolvimento, ou não, de Caetano neste mega esquema de fraude, a vice-prefeita nos garantiu :
- Não tenho nenhuma informação, fiquei sabendo da prisão pela imprensa. Ninguém me procurou para esclarecer coisa alguma. Nem mesmo a Polícia Federal me procurou para conversar".
A história política da virada petista em Camaçari, teve início em 2004.
Para derrotar o "carlismo", e chegar ao comando da prefeitura de Camaçari, o PT, de Jaques Wagner e Nelson Pelegrino, com Luiz Caetano, se uniu ao PSDB, de Jutahy e Marcelo Nilo(presidente da Assembléia Estadual baiana) e doutora Tereza Giffoni, recém saída do PP, para vencer as eleições, após 16 anos de comando absoluto do PFL, no segundo município mais rico do estado.
A arrecadação mensal de Camaçari, atualmente, entre impostos pagos pela população, pelas indústrias do Pólo Petroquímico do município somados aos royalties do petróleo explorado na região, pagos pela Petrobras ao município é de R$ 55 milhões, por mês.
Luiz Caetano, elegeu-se em 2004, após ter conseguido a proeza de unir PT e PSDB, no estado, inimigos nacionais, passando a ser o "xerife político" do litoral norte baiano, e homem da máxima confiança de Lula e Jaques Wagner, no Estado.
Desde 2005, quando tomou posse na prefeitura de Camaçari, que a oposição, com apenas uma vereadora, Del Carmem(PP), denuncia irregularidade em sua administração, pelo desvio de verbas públicas, em favorecimento de algumas empreiteiras, que segundo a vereadora Del Carmem, financiaram a campanha do PT e do PMDB na Bahia.
Além da empreiteira Guatama, criada em 1995 após uma divisão na Construtora OAS, a oposição acusa Caetano e o PT baiano, de se beneficiarem com o dinheiro público, através do desvio de recursos federais, fraude em licitações e superfaturamento de obras públicas, usando outras empreiteiras "laranjas".
Uma delas pertence ao pai do secretário de Obras de Camaçari, Iran Cézar Ferreira, preso junto com Caetano, pela PF, na Operação Navalha - o deputado estadual, Ferreira Otomar(PMDB), aliado político do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
Outra, especializada calçamento de ruas e saneamento básico (esgotamento), envolvida neste escândalo, conforme a denúncia, pertence ao vereador José de Elízio, líder do prefeito na Câmara Municipal, morador no Distrito de Barra do Pojuca.
As informações foram passadas a Política Real por um suplente a vereador de Camaçari, aliado de Luiz Carlos Caetano, que agora se sente envergonhado com tudo que está ocorrendo. "Sinto muita vergonha por isso tudo e peço perdão a Deus pelos erros cometidos por eles".
"Seu eu desconfiasse de alguma coisa, jamais iria me aproximar desta gente", encerrou o suplente a vereador, aliado de Luiz Carlos Caetanoe ligado a um grupo evangélico de Camaçari.
(Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior) .
A vice-prefeita nos informou "fui pega de surpresa, pela Operação Navalha, com a prisão do prefeito, Luiz Carlos Caetano(PT). Não tenho ainda uma opinião formada sobre o caso. Não sabia e não sei de nada. O que sei na realidade é que a prefeitura não pode interromper seu trabalho. Por ser aliada de Caetano, e até mesmo por uma questão de respeito, acredito que tudo se resolva logo".
Perguntada, por nós, se assumiria o governo do município, a vice-prefeita foi lacônica:
- Aguardo um decisão das autoridades.
E acrescentou:
- Não tomarei nenhuma decisão isolada. O momento é difícil, o município está meio que a deriva após a prisão do prefeito. Vamos aguardar com calma e muita expectativa", afirmou Tereza Giffoni.
Sobre o envolvimento, ou não, de Caetano neste mega esquema de fraude, a vice-prefeita nos garantiu :
- Não tenho nenhuma informação, fiquei sabendo da prisão pela imprensa. Ninguém me procurou para esclarecer coisa alguma. Nem mesmo a Polícia Federal me procurou para conversar".
A história política da virada petista em Camaçari, teve início em 2004.
Para derrotar o "carlismo", e chegar ao comando da prefeitura de Camaçari, o PT, de Jaques Wagner e Nelson Pelegrino, com Luiz Caetano, se uniu ao PSDB, de Jutahy e Marcelo Nilo(presidente da Assembléia Estadual baiana) e doutora Tereza Giffoni, recém saída do PP, para vencer as eleições, após 16 anos de comando absoluto do PFL, no segundo município mais rico do estado.
A arrecadação mensal de Camaçari, atualmente, entre impostos pagos pela população, pelas indústrias do Pólo Petroquímico do município somados aos royalties do petróleo explorado na região, pagos pela Petrobras ao município é de R$ 55 milhões, por mês.
Luiz Caetano, elegeu-se em 2004, após ter conseguido a proeza de unir PT e PSDB, no estado, inimigos nacionais, passando a ser o "xerife político" do litoral norte baiano, e homem da máxima confiança de Lula e Jaques Wagner, no Estado.
Desde 2005, quando tomou posse na prefeitura de Camaçari, que a oposição, com apenas uma vereadora, Del Carmem(PP), denuncia irregularidade em sua administração, pelo desvio de verbas públicas, em favorecimento de algumas empreiteiras, que segundo a vereadora Del Carmem, financiaram a campanha do PT e do PMDB na Bahia.
Além da empreiteira Guatama, criada em 1995 após uma divisão na Construtora OAS, a oposição acusa Caetano e o PT baiano, de se beneficiarem com o dinheiro público, através do desvio de recursos federais, fraude em licitações e superfaturamento de obras públicas, usando outras empreiteiras "laranjas".
Uma delas pertence ao pai do secretário de Obras de Camaçari, Iran Cézar Ferreira, preso junto com Caetano, pela PF, na Operação Navalha - o deputado estadual, Ferreira Otomar(PMDB), aliado político do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
Outra, especializada calçamento de ruas e saneamento básico (esgotamento), envolvida neste escândalo, conforme a denúncia, pertence ao vereador José de Elízio, líder do prefeito na Câmara Municipal, morador no Distrito de Barra do Pojuca.
As informações foram passadas a Política Real por um suplente a vereador de Camaçari, aliado de Luiz Carlos Caetano, que agora se sente envergonhado com tudo que está ocorrendo. "Sinto muita vergonha por isso tudo e peço perdão a Deus pelos erros cometidos por eles".
"Seu eu desconfiasse de alguma coisa, jamais iria me aproximar desta gente", encerrou o suplente a vereador, aliado de Luiz Carlos Caetanoe ligado a um grupo evangélico de Camaçari.
(Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior) .