Nordeste e Operação Navalha. Presos baianos foram coordenadores da campanha de Lula e Wagner no Estado.
Investigação deve gerar fraturas na política baiana.
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(Brasília-DF,17/05/2007) Por ordem da ministra do STJ- Superior Tribunal de Justiça- Eliana Calmon, a polícia Federal, prendeu 43 pessoas, nesta quinta-feira,17, por fraudes em licitações de obras públicas federais -(PAC e o Programa Luz Para Todos)- por corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Entre as pessoas presas o prefeito do município baiano de Camaçari, Luiz Carlos Caetano (PT), e o secretário municipal de Obras, Iran César Ferreira.
Caetano e Iran Ferreira coordenaram as campanhas do Presidente Lula e do governador Jaques Wagner, na Bahia. Apoiaram, também, as candidaturas a deputado federal, do atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) e de Nélson Pelegrino(PT).
A nível estadual, Caetano apoiou o pai do seu secretário de Obras, Iran Ferreira, o então candidato eleito, mega empreiteiro baiano, Ferreira Otomar(PMDB).
Desta forma, Luiz Carlos Caetano ajudou a derrotar o chamado “Carlismo”, não só no município de Camaçari, mas, também, no estado com as vitórias de Ferreira Otomar para ocupar um mandato na Assembléia Legislativa da Bahia, Geddel Vieira Lima(PMDB), Nelson Pelegrino(PT) ambos à Câmara Federal, Jaques Wagner(PT) para o governo do Estado e Lula à presidência da República, o que lhe garantiu a supremazia política no litoral norte baiano..
De acordo com a Polícia Federal, o esquema de desvio de recursos públicos federais envolvia empresários da Construtora Gautama, sediada em Salvador, e servidores públicos que operavam no governo federal, estaduais e municipais.
A quadrilha garantia o direcionamento de verbas públicas para obras de interesse da Guatama e então conseguia licitações para empresas por ela patrocinadas. As obras, principalmente as de Camaçari, eram superfaturadas, irregulares ou inexistentes.
As investigações na Bahia, além da prefeitura de Camaçari, devem chegar até a Câmara Municipal, onde pessoas estão sendo acusadas de participarem deste esquema, como é o caso do líder do prefeito de Camaçari, vereador José de Elísio.
Luiz Carlos Caetano está preso na sede da PF de Salvador e deverá ser transferido para Brasília, até amanhã, sexta-feira.
Assume, temporariamente, a prefeitura de Camaçari, a vice de Caetano, Doutora Tereza Giffoni(PSDB).
Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, na sede da Prefeitura de Camaçari, o advogado de Caetano classificou a prisão como "arbitrária", uma vez que não existe nenhuma prova concreta contra seu cliente.
Porém, para que a ministra do STJ, Eliana Calmon, expedisse os mandatos de prisão, a PF apresentou fitas k7 gravadas, com autorização judicial, das conversas dos envolvidos acertando a forma de desviar recursos públicos.
Caetano foi pego em flagrante em conversa com Zuleide Soares, presidente da Empreiteira Guatama, a principal acusada como "laranja" nesta mega fraude.
( Por Almiro Archimedes,especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)
Entre as pessoas presas o prefeito do município baiano de Camaçari, Luiz Carlos Caetano (PT), e o secretário municipal de Obras, Iran César Ferreira.
Caetano e Iran Ferreira coordenaram as campanhas do Presidente Lula e do governador Jaques Wagner, na Bahia. Apoiaram, também, as candidaturas a deputado federal, do atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) e de Nélson Pelegrino(PT).
A nível estadual, Caetano apoiou o pai do seu secretário de Obras, Iran Ferreira, o então candidato eleito, mega empreiteiro baiano, Ferreira Otomar(PMDB).
Desta forma, Luiz Carlos Caetano ajudou a derrotar o chamado “Carlismo”, não só no município de Camaçari, mas, também, no estado com as vitórias de Ferreira Otomar para ocupar um mandato na Assembléia Legislativa da Bahia, Geddel Vieira Lima(PMDB), Nelson Pelegrino(PT) ambos à Câmara Federal, Jaques Wagner(PT) para o governo do Estado e Lula à presidência da República, o que lhe garantiu a supremazia política no litoral norte baiano..
De acordo com a Polícia Federal, o esquema de desvio de recursos públicos federais envolvia empresários da Construtora Gautama, sediada em Salvador, e servidores públicos que operavam no governo federal, estaduais e municipais.
A quadrilha garantia o direcionamento de verbas públicas para obras de interesse da Guatama e então conseguia licitações para empresas por ela patrocinadas. As obras, principalmente as de Camaçari, eram superfaturadas, irregulares ou inexistentes.
As investigações na Bahia, além da prefeitura de Camaçari, devem chegar até a Câmara Municipal, onde pessoas estão sendo acusadas de participarem deste esquema, como é o caso do líder do prefeito de Camaçari, vereador José de Elísio.
Luiz Carlos Caetano está preso na sede da PF de Salvador e deverá ser transferido para Brasília, até amanhã, sexta-feira.
Assume, temporariamente, a prefeitura de Camaçari, a vice de Caetano, Doutora Tereza Giffoni(PSDB).
Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, na sede da Prefeitura de Camaçari, o advogado de Caetano classificou a prisão como "arbitrária", uma vez que não existe nenhuma prova concreta contra seu cliente.
Porém, para que a ministra do STJ, Eliana Calmon, expedisse os mandatos de prisão, a PF apresentou fitas k7 gravadas, com autorização judicial, das conversas dos envolvidos acertando a forma de desviar recursos públicos.
Caetano foi pego em flagrante em conversa com Zuleide Soares, presidente da Empreiteira Guatama, a principal acusada como "laranja" nesta mega fraude.
( Por Almiro Archimedes,especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)