Nordeste e Cesta Básica.
Manteiga e Café: a primeira teve redução de preço em Salvador enquanto o café teve redução de mais de cinco por cento em Fortaleza.
( Brasília-DF, 02/02/2006) A manteiga também apresentou predomínio de redução do preço, comportamento verificado em dez cidades, com destaque para Salvador (-4,11%), Brasília (-3,70%), Porto Alegre (-3,54%) e Curitiba (-3,19%). O fato de o verão ser o período de maior produção de leite, produto do qual a manteiga é feita, justifica este comportamento. Onze cidades registraram, também, recuo no preço da manteiga em comparação com janeiro do ano passado, com as principais quedas verificadas em Vitória (-16,59%) e Salvador (-15,34%). Dentre as cinco localidades onde houve elevação, a mais significativa ocorreu em Recife (13,91%).
Também o café teve predomínio de taxas negativas, comportamento apurado em nove capitais, com destaque para Curitiba (-6,32%) e Fortaleza (-5,83). Das sete capitais com alta, as mais expressivas foram verificadas em Aracaju (4,35%) e Natal (3,81%). Em doze meses, porém o preço do café registrou alta em 14 capitais, as maiores foram apuradas no Rio de Janeiro (23,04%) e São Paulo (19,53%). Só Brasília (-2,68%) e Fortaleza (-4,98%) apontaram recuo.
( da redação com informações do Dieese)
Bahia.Deputado analisa a crise da renegociação das dívidas agrícolas; Paulo Magalhães também analisa lavoura cacaueira.
(Brasília-DF, 08/02/2006) A Política Real edita artigo do deputado Paulo Magalhães(PFL-BA) em que ele analisa a crise da renegociação das dívidas rurais e a lavoura cacaueira.
Confira a íntegra do artigo que foi editado hoje pelo informativo do PFL, na Câmara Federal:
“A lavoura cacaueira e a renegociação da dívida
O Conselho Monetário Nacional, em reunião do dia 26
passado, aprovou a renegociação da dívida dos produtores baianos de
cacau, que tomaram empréstimos para a recuperação de suas lavouras em
razão dos danos e prejuízos provocados por imenso acúmulo de
adversidades, agravadas pelo ataque da insidiosa doença denominada
vassoura de bruxa.
Na luta contra a doença e seus desdobramentos foram
necessários muitos esforços e sacrifícios, visto que não se
dispunha, naquele momento, de experiência e conhecimento para
o enfrentamento imediato e adequado do referido problema em
sua plenitude.
Foram muitas tentativas de erros e acertos que,
a despeito de todos os contratempos, permitiram o pleno domínio
de tecnologias que hoje asseguram a convivência técnica e
econômica com a referida doença.
Todavia, razões diversas expostas tecnicamente ao
governo mostraram que os produtores não tinham como pagar as
dívidas dos seus financiamentos, em termos imediatos e de médio
prazo. Nessas condições, foram desenvolvidas ações contínuas e
estratégicas no sentido de se aportar o apoio político necessário ao
quadro técnico tão bem definido. Foi o
próprio ministro Roberto Rodrigues, com
sua reconhecida sensibilidade e competência, que, ao aprovar e
defender as constatações e proposições do trabalho técnico
elaborado pelo Grupo Temático 2, coordenado pelo eficiente técnico
Joaquim Cardoso Filho, recomendou aos membros da Câmara
Setorial do Cacau a busca do apoio político fundamental para o
avanço do processo.
O grupo procurou imediatamente o senador Antonio Carlos Magalhães, que,
prontamente, abraçou a causa — aliás, como faz com todas as causas da Bahia —, mobilizando incansavelmente e arregimentando apoios a mais essa causa importante para o cacau, para a Bahia e para os baianos.
Assim, várias providências foram tomadas no ano de 2005, quando o Conselho
Monetário Nacional prorrogou por três vezes a cobrança dos empréstimos.
Na última reunião do Conselho Monetário, a questão foi definitivamente votada,
estabelecendo o prazo de cinco anos para pagamento das dívidas das etapas primeira e segunda do Programa de Recuperação, que não foram beneficiadas pelo Programa Especial de Saneamento dos Ativos (Pesa). O primeiro pagamento será em janeiro de 2007 e o último em 2011. No pagamento será concedido um bônus de 30% sobre o débito contabilizado. As parcelas da terceira etapa do programa, vencidas até fevereiro de 2006, serão contabilizadas e transferidas para 2012 e 2013, com o alongamento dos contratos por dois anos, atendendo à solicitação dos cacauicultores.
As dívidas oriundas dos financiamentos para aquisição dos Certificados do
Tesouro Nacional (CTN), vinculados ao Pesa, serão igualmente transferidas para os dois anos seguintes ao vencimento dos contratos. Tais concessões envolvem um total contratado de 276 milhões, sendo 184 milhões já vencidos. Os produtores já não agüentavam mais. Serão beneficiados cerca de 2.600 produtores.
É importante reconhecer que essa decisão representa uma fundamental
contribuição do governo para a recuperação definitiva da lavoura cacaueira baiana.”
(da redação com informações do Informativo do PFL)