31 de julho de 2025

Nordeste e o Fundeb.

Deputados nordestinos cobram maior investimento do governo em educação; Audiência com Palocci na Câmara dos Deputados durou mais de sete horas.

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( Brasília-DF, 29/11/2005)  A audiência pública realizada pela Comissão do Fundeb com o Ministro da Fazenda Antonio Palocci durou cerca de sete horas, terminando às 16h30 desta terça. O ponto mais levantado durante o encontro, colocado por deputados de todo país, é a necessidade de se investir mais em educação. “Deveríamos ter mais recursos para o Fundeb. Se você avaliar 10 bilhões de reais correspondem a 0,66% do PIB nacional, isso poderia ir para o Fundo”, argumentou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

 

A deputada defendeu ainda que parte do dinheiro para pagar a dívida externa fosse destinada para a educação. “Você tem que consultar o credor, se ele aprovar eu sou inteiramente a favor. Ficaria muito feliz em investir o dinheiro das dívidas externas em educação”, declarou o Ministro da Fazenda.

 

Outros deputados da Comissão também cobraram um maior comprometimento do governo em melhorar a educação do país. O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) declarou que toda essa discussão feita durante a comissão, com ministros e autoridades de educação de nada valeria se no final Lula não aprovar o projeto. “O governo precisa definir suas prioridades”, disse Paulo Rubem.

 

Desde a semana passada, quando a comissão teve reunião interna com Palocci, que o deputado pernambucano cobra esse comprometimento do governo. Após várias reuniões com parlamentares da Comissão do Fundeb, o Ministro da Fazenda atendeu as suas reivindicações e cedeu em alguns pontos de divergências.

 

Palocci havia afirmado na última quarta que a inclusão de creches no Fundeb aumentaria a carga tributária. No início da audiência de hoje o Ministro voltou atrás, afirmando que o dinheiro destinado para as creches não vai pesar no bolso da sociedade e ainda aconselhou a criação de um mecanismo para que isso não ocorra no futuro. “É preciso colocar uma emenda do projeto que diz que os recursos do Fundeb devem vir de cortes em gastos desnecessários e de áreas menos prioritárias, dessa forma o governo não poderá aumentar tributos”, explicou o Ministro.

 

 

( por Liana Gesteira)