31 de julho de 2025

Alagoas.

Deputado José Thomaz Nonô comenta pesquisas, Palocci e Lula; Deputado é cada vez mais ouvido na Câmara dos Deputados.

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(Brasília-DF, 29/11/2005) A Política Real teve acesso a artigo do deputado José Thomaz Nonô, publicado hoje no informativo do PFL, em que ele faz uma análise ampla sobre diversos temas, como pesquisas, Governo Lula e Palocci.

 

Confira a íntegra do artigo:

 

“Móvel, objeto ou utensílio

 

A pesquisa da CNT/Census começa a colocar o presidente Lula no devido lugar, ou seja, de perdedor na campanha eleitoral do ano que vem. Alguns parlamentares, evidentemente, da base de sustentação do governo — quer dizer, do miolo da base, porque hoje a expressão não traduz claramente coisa nenhuma, uma vez que a base é amebiana, às vezes sustenta, as vezes não sustenta, ninguém sabe sua forma, nem seu tamanho —, os elementos, digamos assim, mais visceralmente ligados ao governo clamavam que o presidente Lula estava blindado, para usar o termo em moda; que as denúncias de corrupção não chegavam a ele. S. Exa. continua com a posição insólita e surrealista de nada ver e nada saber. Este presidente da república deveria ser candidato a móvel, a objeto, a utensílio, porque não sabe de nada, não vê nada, não conhece nada. Mas o que não sabe é que o povo o observa e toma conta dele. Como este governo é, sem dúvida alguma, o mais corrupto da história recente do país, já não é mais possível admitir a repetição de que os culpados são os ministros, os membros do partido, os parlamentares.

 

Não, o culpado é o presidente da república. Aliás, de muitas das aleivosias que S. Exa. tem repetido, a única absolutamente verdadeira foi quando disse pela primeira vez: A responsabilidade é minha.

 

Tenho certeza de que o ministro da fazenda vai cair. O ministro, que não vinha ao Congresso nem amarrado, nem a gancho, nem puxado pelo nariz, como boi “brabo”, numa semana, veio ao Senado, onde passou umas 8 horas em sacrossanto martírio, e à Câmara dos Deputados, onde ontem ficou 10 horas, sem dizer nada, mas de forma muito educada. Uma coisa se diga em favor de S. Exa.: ele tem a língua presa, jamais completa as respostas satisfatoriamente, mas é extremamente bem-educado. Quando vejo o ministro da fazenda passar 20 horas em 2 semanas no Congresso, constato que realmente está muito fraco, o que aliás é uma pena, porque não está sendo derrubado pela oposição, mas pelo governo. Repito o que afirmei na semana passada: a ministra Dilma Rousseff não tem cacife político para criticar o ministro da fazenda, salvo se, evidentemente, estiver amparada nas costas larguíssimas e quentíssimas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Dentre as dezenas de respostas evasivas do ministro Antonio Palocci, ontem, ainda não está esclarecido o câmbio. O setor de exportação do país está quebrando de ponta a ponta. Hoje, no jornal Folha de S.Paulo, há a notícia de que o dólar teve alta expressiva: 1,2%.

 

Esse valor é artificial, e o real sobrevalorizado graças à política equivocada do ministério da fazenda, quebra ao meio o setor exportador do país e reduz o agronegócio a zero. É o que está acontecendo. Fatalmente, faltarão os recursos das exportações no fechamento das contas brasileiras, sobretudo no exercício de 2006. Isso enfraquece o ministro Antonio Palocci.

 

O outro enfraquecimento é a única razão lógica para que a ministra da Casa Civil critique o ministro da fazenda e receba — não o ministro da fazenda — a solidariedade do presidente Lula. É uma pessoa notável o presidente Lula! Querem, no ano que vem, gastar. Há meses, há anos o presidente Lula diz que o importante é o equilíbrio monetário. Para isso o PT rasgou a sua história, submeteu-se ao Fundo Monetário Internacional e disse que não era verdade tudo o que afirmou durante 25 anos. Mas, agora, há a realidade eleitoral.

 

O presidente Lula está perdendo a campanha para a mídia pelas denúncias de corrupção de seu governo, pelos escândalos que eclodem a cada minuto em cada uma das repartições governamentais deste país. Para compensar esse desgaste, o que faz o governo? Quer dinheiro, para ver se engana o povo com uma estrada aqui; se reabilita o Fome Zero, que morreu de fome; se aumenta o Bolsa-Família, que não chega ao número suficiente de pessoas para ganhar a eleição.

 

É por isso que o ministro Antonio Palocci está fraco. As corrupções de Ribeirão Preto não o impediram de ser ministro, nem de ser louvado por todo o governo Lula como seu maior expoente. O que está liquidando Antonio Palocci é a vontade de gastar de Lula, no derradeiro esforço de ganhar a eleição. Mas não há esforço suficiente para cobrir o mar de corrupção, marca do governo do PT.”

 

( da redação com informações do informativo do PFL)