31 de julho de 2025

Nordeste e o Custo de Vida.

Capitais do Nordeste foram as que tiveram maior evolução nos preços, porém Natal e Salvador ainda sãs as cestas mais baratas do país; Maioria das capitais tem redução no custo da cesta básica.

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( Brasília-DF, 04/07/2005)   Ao contrário de maio, quando todas as 16 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos – realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica apresentaram alta, em junho, o preço do conjunto de gêneros alimentícios de primeira necessidade registrou recuo em 12 localidades. As elevações concentraram-se no Nordeste – Aracaju (3,06%), João Pessoa (3,00%), Fortaleza (1,96%) e Recife (1,01%) – e foram apuradas apenas nas localidades onde o preço do tomate subiu. Dentre as cidades onde o custo da cesta caiu, os movimentos mais expressivos foram verificados em Brasília (-7,37%), Belo Horizonte (-6,81%) e Belém (-5,08%).

 

Como resultado do comportamento de preços apurado em junho, houve alteração na capital cuja cesta tem maior custo. Com uma redução de 2,91% no preço do conjunto de gêneros essenciais, São Paulo passou a apresentar o maior valor para a cesta (R$ 183,14), enquanto Porto Alegre, onde os produtos básicos registraram queda de 3,74%, teve seu custo total reduzido para R$ 182,05. As duas localidades, porém, são bem mais caras que a terceira colocada, Brasília, onde a cesta custou R$ 173,01. Os menores valores foram verificados em Salvador (R$ 136,95) e Natal (R$ 139,74).

 

Com base no maior valor apurado para a cesta básica e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as necessidades de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, transportes, educação, vestuário, higiene, saúde, lazer e previdência, o DIEESE estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário. Com a tendência de queda no custo da cesta, também o salário mínimo necessário teve redução, em junho, e seu valor deveria ser de R$ 1.538,56, ou seja, 5,12 vezes o piso vigente de R$ 300,00. Em maio, ele deveria valer R$ 1.588,80 (5,30 vezes o mínimo) e há um ano, o salário mínimo necessário correspondia a R$ 1.538,06, 5,9 vezes o salário mínimo de então (R$ 260,00).

 

Variações acumuladas  -  Entre janeiro e junho, todas as 16 capitais registraram variação positiva para o custo da cesta básica. As maiores altas ocorreram em Recife (20,69%), Fortaleza (16,41%) e João Pessoa (14,20%). Os menores aumentos foram apurados em Brasília (2,54%), Belém (2,78%) Rio de Janeiro (4,16%) e Porto Alegre (4,18%).

 

Em 12 meses – entre julho de 2004 e junho deste ano – três cidades apresentaram variação acumulada negativa: Natal (-0,11%), Curitiba (-0,32%) e Porto Alegre (-0,56%)

 

( da redação com informações do Dieese)