Começa videoconferência que discute recriação da Sudene
Senador ACM é o relator do projeto
(Brasília - DF 29/06/2005) Acaba de começar, no auditório do Interlegis, a videoconferência que discutirá o projeto de recriação da Sudene, relatado pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA).
A recriação da Sudene está proposta no projeto de lei complementar 59/04, com a audiência aos representantes do Legislativo dos estados que estarão sob a área de atuação do novo órgão.
Estão presentes no auditório, o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o relator ACM, o senador Marco Maciel (PFL-PE), Rodolpho Tourinho (PFL-BA), Gerson Camata (PMDB-ES), Garibaldi Alves (PMDB-RN).
(por Renata Peña)
Governo Lula e o Nordeste.O Nordeste é a região que melhor avalia e aprova o Governo Lula, segundo pesquisa CNI-IBOPE.
(Brasília-DF,17/09/2004) O Nordeste brasileiro é a região do país que melhor avalia e aprova o Governo Lula. A revelação foi anunciada hoje no final da manhã pela Confederação Nacional da Indústria, CNI, a partir de uma pesquisa contratada ao Ibope. Essa vem a ser a sétima pesquisa da CNI-Ibope. A investigação faz dois tipos de sondagens, uma que avalia o Governo entre as variáveis ótimo/bom/ruim/péssimo e outra sobre quem aprova ou desaprova o Governo.
O Nordeste está em destaque nas duas. Tanto na avaliação como na aprovação os números nordestinos são acima da média nacional.
Enquanto no conjunto do país 38% das pessoas consideram o governo ótimo/bom no Nordeste a média chega a 44%. Quanto a aprovação, enquanto no Brasil se chega a 55% de aprovação, no Nordeste essa aprovação chega a 66% dos consultados.
Avaliação do Governo
Na região Sudeste, atualmente, 34% consideram o governo “ótimo” ou “bom”, enquanto
24% o consideram “ruim” ou “péssimo”. Em junho, as menções positivas chegavam a 29%
e as negativas eram de 25%.
Nas regiões Sul e Nordeste, onde o governo experimentou forte inflexão na pesquisa
anterior, as avaliações mudaram para um patamar bem mais elevado. Hoje, 36% da
população da região Sul considera o governo “ótimo” ou “bom”, enquanto 16% acham
“ruim” ou “péssimo”. Na rodada de junho, esses percentuais estavam empatados na casa
de 26%. Na região Sul, a oscilação positiva foi, portanto, de 20 pontos percentuais.
Na região Nordeste, a evolução positiva também foi expressiva: a soma de “ótimo” e “bom”
em junho foi de 32%, enquanto 29% dos habitantes dessa região avaliavam o governo
como “ruim” ou “péssimo”. Agora, os percentuais são 44% e 17%, respectivamente.
Aprovação ao Governo Lula
No Sudeste, o saldo de confiança regrediu dois pontos percentuais, dentro da
margem de erro (53% a 43% em setembro; 54% a 42% em junho). Na faixa dos
que ganham mais de 10 salários mínimos por mês, a oscilação negativa foi mais
significativa: hoje, 52% confiam no presidente e 42% não confiam; anteriormente,
esses percentuais eram de 59% e 38%, respectivamente.
Contribuíram de forma mais significativa para a melhora na confiança as regiões
Nordeste e Norte/Centro Oeste do país. No Nordeste, em junho, 53% confiavam e
45% não confiavam (saldo de 8 pontos). Agora, 66% dizem que confiam no
presidente contra 30% que não confiam (saldo de 36 pontos) No Norte/Centro
Oeste, há três meses, 54% diziam confiar e 42% diziam não confiar (saldo de 12
pontos). Atualmente, 63% confiam contra 32% que não confiam no presidente
(saldo de 31 pontos).
A melhora do cenário econômico é o fator principal para a recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a terceira rodada do ano da pesquisa CNI/Ibope e a sétima desde o início do governo Lula, a perspectiva da opinião pública em relação ao desemprego e à inflação melhorou, ao contrário da pesquisa anterior, quando os primeiros sinais de recuperação da economia ainda não eram percebidos pela maioria dos entrevistados.
O percentual dos que acreditam no aumento do desemprego nos próximos seis meses passou de 55% em junho para 44% em setembro, melhor do que o patamar de um ano atrás, quando 49% apostavam na elevação do desemprego. O número de pessoas que esperam redução do desemprego aumentou, passando de 22% em junho para 30% neste mês. Para 21% a situação não vai mudar, enquanto que na pesquisa anterior 19% responderam que nada mudaria. O medo em relação ao desemprego é maior entre os que ganham até um salário mínimo por mês.
A preocupação com os índices de inflação também diminuiu, apesar de o percentual de expectativa negativa ainda continuar elevado. De acordo com a pesquisa, 47% dizem que a inflação vai subir e 16% acreditam que vai cair. Na rodada anterior, 55% afirmavam que a inflação iria aumentar e 12% diziam que iria diminuir.
A pesquisa mostra também que para 31% dos entrevistados a renda pessoal vai aumentar, contra 28% em junho. Para 15% a renda vai diminuir, enquanto em junho 20% acreditavam na redução da própria renda. O percentual dos que apostam que nada mudará foi de 49%, contra 47% no levantamento anterior.
( da redação com informações da CNI-Ibope)