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  • Contato Brasil, 04 de abril de 2025 15:52:23
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  • 03/04/2025 06h34

    Desaprovação do presidente Lula, em pesquisa Genial/Quaest, chega ao maior patamar, 56%; desaprovação revela que mudança na comunicação não surtiu efeito

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    foto: imagem de X de Felipe Nunes

    Veja o comparativo

    ( Piblicada originalmente às 10h 55 do dia 02/04/205) 

    (Brasília-DF, 03/04/2025)   Na manhã desta quarta-feira, 02, foi divulgada a mais nova pesquisa Genial/Quaest  no mês de marços que mostra a desaprovação do governo Lula avançando de 49% para 56% entre janeiro e mar; enquanto a aprovação caiu de 47% para 41%.

    O cientista político e CEO da Quaest Pesquisas, Felipe Nunes, fez várias postagens comentando os números revelados.  Ele entende, na sua avaliação comparativa que a população perdeu a confiança no Governo, na imagem do presidente Lula e que ele não está cumprindo promessas de campanha.

    Veja as postagens de Nunes sobre os números revelados hoje:

    “O esforço de comunicação com o anúncio de novas medidas ainda não gerou os efeitos positivos na popularidade do governo.

    A queda na aprovação aparece de forma simétrica em todas as regiões do país. No Nordeste, principal reduto eleitoral de Lula, a vantagem que era de 35 pp caiu para 6 pp entre Dez/24 e Mar/25. No Sudeste, a desaprovação está 23 pp maior que a aprovação. No Sul, a diferença é de 30 pp.

    Entre as mulheres, é a primeira vez que a desaprovação chega a 53% e supera a aprovação, que está em 43%. O gap eleitoral entre homens e mulheres foi decisivo para a vitória de Lula em 2022. Entre os homens, a desaprovação cresceu e chegou a 59% e a diferença de gênero diminuiu.

    A aprovação está em 34% para quem tem renda familiar de mais de 5 salários, em 36% para quem tem renda de 2 a 5 SM e chegou a 52% para quem tem renda de até 2 salários. O impressionante, neste caso, é a mudança drástica nesse último grupo. A vantagem em aprovação que já foi de 43 pp em jul/24, está em 7 pp.

    Na comparação entre os tipos de eleitores, a desaprovação ao governo Lula chegou a 92% entre eleitores do Bolsonaro, a 62% entre quem não foi votar ou votou branco/nulo, e a 26% entre os eleitores de Lula. Há, portanto, 1/4 do eleitorado de Lula insatisfeito com o seu governo neste momento.

    Parte da explicação para a alta desaprovação do governo está na quebra de confiança do eleitorado com o presidente Lula. Além de não conseguir cumprir as promessas de campanha, cada vez menos gente vê o presidente como bem intencionado.

    E ao contrário do que acontecia no passado, aumentar a exposição de Lula por meio de entrevistas e eventos não tem conseguido produzir melhora na percepção sobre o presidente. Metade do país acredita que tais aparições tem piorado a percepção sobre ele.

    A incapacidade de reverter o quadro de desaprovação também é fruto da piora na percepção sobre a economia. No último mês, saiu de 39% para 56% o percentual que afirma que a economia piorou no último ano.

    Boa parte dessa percepção negativa está relacionada ao alto patamar do preço dos alimentos nos supermercados ao aumento na percepção de que os combustíveis estão mais caros nos postos de gasolina. o que produz uma percepção generalizada de que o poder de compra dos brasileiros hoje é menor do que era a um ano atrás.

    Soma-se a esses fatores a baixa eficácia política dos programas de governo. Embora 67% dos brasileiros reconheçam que algum programa do governo impacta de forma positiva sua vida hoje, com destaque para o Bolsa Família a maioria acredita que os programas sociais do governo são direitos, que não serão retirados por nenhum governo. Ou seja, acabam virando políticas de Estado, que existirão independentemente do governo de ocasião. É o processo de extinção da gratidão automática.".

    A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março. O nível de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.

    ( da redação com informações de assessoria e redes sociais. Edição: Política Real)


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