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  • Contato Brasil, 18 de junho de 2024 04:00:10
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  • 24/05/2024 06h35

    PALESTINA: Lula comenta que decisão de mais países, como Espanha, Noruega e Irlanda, reconhecerem a Palestina pode ajudar a apressar a paz em Gaza

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    Foto: Portal.Gov. Br

    Representação da Palestina do Brasil

    ( Publicada originalmente às 12h 00 do dia 23/05/2024) 

    (Brasília-DF, 24/05/2024) O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se manifestou cedo na rede social sobre a decisão de países europeus que sempre estiveram com Israel para anunciar apoio ao Estado da Palestina. Lula disse que a decisão poderá ajudar a apressar a paz em Gaza. Lula lembrou, também, que o Brasil foi um dos primeiros na América Latina a reconhecer a Palestina.  

    “A decisão conjunta de Espanha, Noruega e Irlanda de reconhecer a Palestina como um Estado é histórica por duas razões. Faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo, reconhecido por mais de 140 países, por seu direito à autodeterminação.

    Além disso, essa decisão terá efeito positivo em apoio aos esforços por uma paz e estabilidade na região. Isso só ocorrerá quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente.

    O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a assumir essa posição, quando em 2010 de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.”, disse.

    Como foi

    Nessa quarta-feira, 22, Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram que reconhecerão conjuntamente a Palestina como Estado independente em 28 de maio, o que já é feito por 143 países, inclusive o Brasil.

    Também nessa quarta-feira,. 22, o  presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou a instalação de uma embaixada da Colômbia em Ramallah, capital administrativa palestina, na Cisjordânia, depois de romper relações diplomáticas com Israel no dia 2 de maio.

    "O presidente Petro deu a instrução de instalar a embaixada colombiana em Ramallah. Esse é o próximo passo que vamos dar", disse nesta quarta-feira (22/05) o ministro das Relações Exteriores colombiano, Luis Gilberto Murillo.

    Ele não especificou se a nova embaixada funcionaria paralelamente à embaixada em Israel, localizada em Tel Aviv e que está fechada devido ao rompimento das relações.

    A Colômbia reconheceu a Palestina como Estado em 3 de agosto de 2018, quatro dias antes de o então presidente Juan Manuel Santos passar o cargo para seu sucessor, Iván Duque.

    O país sul-americano conta com uma seção consular em Ramallah que foi anexada à embaixada em Tel Aviv.

    Rompimento com Israel

    A Colômbia anunciou o rompimento das relações com Israel em 2 de maio devido à sua oposição às ações desse país na "guerra que vem sendo travada na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023".

    O governo colombiano pediu em várias ocasiões um cessar-fogo, a libertação dos reféns feitos pelo Hamas e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo em que pediu a Israel que respeitasse o Direito Internacional Humanitário (DIH).

    "A Colômbia não pode ser cúmplice ou permanecer em silêncio ao manter relações diplomáticas com um governo que se comporta dessa maneira e enfrenta acusações tão graves de cometer genocídio, crimes de guerra e violações do direito internacional humanitário", afirmou o Ministério das Relações Exteriores colombiano ao anunciar o rompimento das relações.

    Petro foi um dos líderes que expressou a mais forte oposição a Israel e solidariedade à causa palestina, e essa é a mais recente medida para demonstrar apoio ao Estado da Palestina.

    ( da redação com informações de redes sociais e DW.  Edição: Genésio Araújo Jr.)


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